sexta-feira, 28 de junho de 2013

O VINAGRE AZEDOU?


*Coluna publicada no blog Brasil Decide em 23/6/2013

Semana passada fiz texto para o blog falando da “Revolta do vinagre”. O movimento que começara de uma forma tímida em São Paulo exigindo que as tarifas de transporte público voltassem ao preço anterior e a maior confusão que provocava era atrapalhar o trânsito paulistano na volta pra casa.

Quando o texto foi publicado a coisa já aumentara de tamanho, mas nem tanto. Graças a PM de São Paulo que se excedeu e tratou como bandidos pessoas que só gritavam por seus direitos a repercussão aumentou. Pessoas de imprensa foram atingidas o que fez a grande mídia que antes era contra as manifestações não saber para qual direção ir. Os protestos em São Paulo aumentaram ganhando solidariedade de outras cidades do país e um jornalista foi preso por estar com vinagre.

Era a “Revolta do vinagre” que ganhou apoio da população.

Já era algo de proporção, mas a proporção que ganhou na última semana foi do tamanho que ninguém imaginava, muito menos eu quando escrevi a coluna. O que era para ser mais um protesto como tantos existentes no Brasil se tornou um dos maiores acontecimentos de nossa vida democrática. Algo que será contado nos livros de história.

A segunda-feira já foi de surpresa quando em várias cidades do país centenas de milhares de pessoas foram as ruas protestar como não víamos desde as “diretas já” e o impeachment de Fernando Collor. Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, todos nas ruas protestando.

Tudo muito surpreendente e bonito. O povo mostrando que acordara, tinha voz e conseguia colocar governantes na parede.  A “primavera brasileira”, uma revolução a caminho com alguns problemas e com esses problemas fadada ao fracasso ou coisa pior.

Dois problemas sérios de cara. O primeiro a falta de foco. Cada um que foi para a rua levar seu legítimo protesto tinha um pensamento diferente. Todos os protestos justos, coerentes com um povo que apanha calado desde seu nascedouro, mas sem foco não se consegue nada.

O foco inicial era a tarifa. Justa, importante, mas pequena perto de tantas questões importantes para o Brasil. Os protestos da segunda-feira onde até o teto do congresso os manifestantes conseguiram chegar foram importantes. Tanto que a mídia se voltou a seu favor e no dia seguinte os governos sentiram a pressão e diminuíram as tarifas mostrando que a voz do povo, a população na rua, adianta sim.

Mas qual seria o passo seguinte? Voltar todos pra casa porque abaixaram passagens em vinte centavos? Pouco né pra tamanha mobilização e mostra de força. Qual seria o foco então?

Combate a Copa? Justo, mas meio tarde queridão. Os gastos já foram feitos, a “cagalhopança” já aconteceu. Boicotar a Copa agora é pedir pra cair de quatro e morrer pastando. É a única forma de recuperar um pouco o dinheiro investido nessa farra. Jogar contra a Copa agora é dar adeus a esse dinheiro. Era pra ter sido feito em 2007, não foi e agora mesmo que temos que torcer pra Copa ser um sucesso.

Mais hospitais? Escolas? Bons motivos também, mas não serão feitos de um dia para o outro. Vão ficar nas ruas até fazer? Mesma coisa combate a corrupção. É uma coisa muito abstrata para pedir. Qual seria a medida para estancar e fazer a população sair da rua?

Movimento legítimo, de dar orgulho que foi aumentando a cada dia a ponto de termos um milhão de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro quinta, trezentos mil em São Paulo, mais ou menos dois milhões juntando o Brasil inteiro, coisa linda de ver, emocionante.

Mas sem foco, sem lideranças que mostrassem a cara, falassem o que queriam dos políticos e dispostos a negociar com governos. Tirando o pessoal do MPL que se satisfez com a descida da tarifa não sobrou nenhuma liderança para um movimento de milhões que se disse apartidário, mas na verdade era antipartidário já que vaiou e expulsou quem tentou se chegar com bandeira política.

Idiotice porque se pegar imagens de momentos históricos desse país, de mobilização, em todos tem bandeiras políticas. Partidos políticos têm seu lado ruim, corrupção, cretinices, troca de interesses, mas são fundamentais em uma democracia. O único regime de governo onde não existem partidos políticos é o ditatorial.

Continuando. Sem partidos políticos, sindicatos, movimentos estudantis organizados, lideranças expressivas. Únicas lideranças que apareceram foram em facebook usando máscaras ridículas de filmes de Hollywood. População cada vez mais nas ruas cada vez mais revoltada sem ninguém pra orientar. No que daria?

Capitão Nascimento respondeu isso em Tropa de Elite ao lhe mostrarem a vontade do Papa de ficar no Cantagalo. 

E deu o que ele falou no filme. Deu no segundo problema que eu disse acima. Aproveitando-se de um movimento importante e bonito dos jovens e pessoas cansadas de desmandos desse país apareceram os vândalos, os bandidos. Aqueles que estão nem aí para o Brasil, pra sua cidade ou mesmo para quem está ao seu lado. Gente que não presta, lixo que se aproveitou da ingenuidade ideológica de pessoas de bem que achavam que apenas na vontade mudariam algo e fizeram a barbárie. Depredaram, bateram, incendiaram, roubaram, fizeram o terror e deixaram a população que apoiava o movimento com medo.

Bandidos com rosto tampado de um lado (quem tem boas intenções não esconde o rosto), do outro a polícia. Alguns agressivos, bandidos, outros tão povo quanto os que foram às ruas. Com tantos medos, angústias, ganhando tão mal quanto e tendo que defender seus empregos e se defender. Policial é tão povo quanto nós

No meio disso tudo uma população assustada que não sabia o que estava ocorrendo e governos que se dividiam entre a arbitrariedade como o governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral e a omissão da presidente Dilma.  

Do primeiro não se espera muita coisa boa mesmo. Mas da segunda? Dilma foi uma guerrilheira, uma mulher que foi torturada por defender ideais. O mínimo que se esperava era uma reação imediata e sabem o que ela me mostrou? Vai parecer idiota, mas ela me lembrou o superman em Superman II quando brigando com os três bandidos que vieram de seu planeta olhou a população e voou indo embora abandonando a todos.

Dilma sumiu, se omitiu enquanto o país estava em chamas. Tudo que começou com um simples vinagre e uma discussão sobre aumento de tarifas em São Paulo. Pode parecer exagero, mas não é. O regime democrático brasileiro correu riscos quando gente oportunista, de extrema direita tentou se meter e tirar proveito da situação começando uma movimentação para a derrubada da presidente e de demais governantes. A sorte é que os militares estão nem aí pra essas coisas hoje em dia e a população, mais esclarecida, não embarcou nessa como em 1964.

Dilma enfim apareceu na quinta fazendo discurso em cadeia nacional de rádio e TV. Não fez um bom discurso, mas ela não tinha que fazer um bom discurso e nunca é demais lembrar que o Collor era muito bom neles e em um inflamou o povo contra ele pedindo que todos fossem as ruas de verde e amarelo.

Mas falou coisas necessárias. Não partiu para o confronto como alguns queriam. Não decretou estado de defesa, apenas prestou esclarecimentos sobre o dinheiro investido da copa, pediu um pacto social, aceleração das reformas políticas e o mais importante, nas entrelinhas pressionou o congresso para destinar 100% do dinheiro do petróleo para a educação.

Muita gente culpa a Dilma, mas há de se entender que ela é uma presidente, não rainha ou ditadora. Seu poder tem limitações e não é tudo que ela pode fazer. É preciso cobrar das pessoas certas cada uma das reivindicações. Ela não pode tirar o Renan Calheiros, não será ela que vai aprovar a PEC 37, ela tem nada a ver com o projeto da contra gay nem é responsável por tarifas de transporte público.

Acho a presidente que menos merecia ser alvo de protestos dessa forma desde a volta do regime democrático, apesar de também merecer por ser parte desse todo que hoje as pessoas protestam. Acho também que será reeleita sem problemas. Se o Lula tendo a crise do mensalão estourando um ano antes da reeleição conseguiu com folgas ela também conseguirá.

Até mesmo pela falta de opções. A mesma que faz cada um pensar mil vezes antes de gritar “Fora Dilma”.

E acho que ta na hora dos manifestantes darem um passo pra trás como parece timidamente começar a dar com diminuição das manifestações ontem. Dar um passo atrás antes que a democracia fique realmente em risco, antes que virem massa de manobra ou os bandidos travestidos de manifestantes estraguem tudo.

Sim, essa mistura de traficantes, bandidos comuns, pessoas infiltradas e “guerrilheiros de Smartphone” que nem sabem o que estão fazendo ali, tiram fotos sorrindo depois de incendiar um carro e colocam no Instagram.  

As pessoas de bem venceram. Quem foi à rua realmente pra reclamar seus direitos venceu. Mostrou que esse país pode sim mudar, que eles podem ser ouvidos. Mas acho melhor por enquanto voltarem pra casa, deixar as ruas, fazer um plano de medidas que querem para o país e irem protestar realmente pedindo essas mudanças. Com lideranças de verdade e maturidade política.

Um passo atrás agora sabendo que tem condições de dar muitos à frente quando preciso.

Política não é ruim. Se não tivessem crescido ouvindo que política e políticos não prestam talvez alguns erros não tivessem sido cometidos.

O vinagre azedou?

De jeito nenhum. Só precisa ser mais bem preparado.

Porque ele já mostrou ser um ótimo tempero.




O CÂNCER DA ALMA


* Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 23/6/2013

Tenho vontade de escrever sobre esse tema faz muito tempo e justo no momento que abro o Word pra escrever vejo uma pessoa que sigo no twitter falar que o tio cometeu suicídio.
                    
Não. O tema não é “simplesmente” suicídio, mas tentar fazer uma avaliação do mundo de hoje.

Começo fazendo uma pergunta. Você é feliz?

Acho que quase a totalidade das pessoas responde de imediato, sem pensar que “sim”. Responde porque desde pequenos somos condicionados a isso e responder algo diferente pode ser motivo de vergonha. Fracasso de não conseguir construir uma boa vida.

Depois de escrever isso refaço a pergunta pedindo que antes de responder pense um pouco. Você é feliz?

Eu respondo por mim. Não sei. Tenho situações na minha vida em que sou feliz, tenho orgulho e outras que me deixam triste, ainda mais por não conseguir mudar. Sou uma pessoa que teve perdas, algumas não cicatrizaram até hoje e volta e meia isso machuca.

O tempo fere todas as curas.

Particularmente acho muito difícil responder uma pergunta dessas porque todos nós temos momentos felizes e de tristeza. O conceito de felicidade também é variável, depende de cada pessoa. Um doente terminal de câncer pode se sentir feliz quando recebe abraço de alguém que ama e uma pessoa que tem saúde, família, amigos, dinheiro se sentir triste porque..porque..porque..

..Isso é o pior. No mundo em que vivemos hoje em dia muitas vezes ficamos tristes sem motivo nenhum. A tristeza, angústia, medo, sensação de morte vem sem um porque. Damos o nome desse sentimento de depressão.

Depressão pra mim é o grande mal do século. A maior doença do mundo atual, a mais agressiva e até, porque não, mortal que câncer e aids. É uma doença silenciosa, solitária, que toma conta e muitas vezes não se encontra forças para lutar. É o câncer da alma.

A vergonha de pedir ajuda, não entender o que ocorre consigo. O preconceito das pessoas que muitas vezes tratam como frescura algo que é muito grave.

Ah..Ele ganha bem, um milhão por mês, tem uma mulher linda, casa, carro, vai ficar de frescura? Quem tem que sofrer de depressão é quem acorda cinco da manhã pra ganhar salário mínimo.

Não..Não é assim. Pensar em depressão dessa forma é falta de conhecimento. É pensar como nos anos 80 quando achavam que abraçar um soropositivo trazia risco de contrair aids. Quem tem uma doença fica enfermo duas vezes. Pela doença em si e pelo preconceito.

Ninguém está livre da depressão.

O mundo em que vivemos contribui para isso. É um mundo solitário. Cada um por si tentando se dar bem na vida. As pessoas cada vez têm menos tempo para estar com amigos, bater um papo. Uma bebidinha em final de expediente ou cadeiras na calçada para conversar com vizinhos. Hoje é tudo no computador, notebook, tablet, IPAD, IFAD, IFODE..Amigos que são feitos de forma virtual. Vidas aprisionadas em um mundo virtual esquecendo que a vida de verdade é aqui fora. E aí? Como faz na hora de desconectar? Quando a bateria acaba? Não vive? 

Sou uma pessoa do mundo virtual. Fiz grandes amigos nele, passo em internet boa parte do tempo, mas tenho minha vida aqui fora. Meus amigos, minha filha, o filho que está vindo, sambas. É preciso saber dosar e mesmo dosando a vida não sai perfeita.

É preciso estabelecer relações verdadeiras. Ser com as pessoas como queremos que sejam conosco. A vida é cíclica e nem sempre estamos bem, por cima e nem sempre somos jovens.

Ontem estive na casa de um senhor com mais de oitenta anos. Reverenciado, querido, uma história de respeito, mas sozinho. Ele nos contou muitas histórias, os sambas, as mulheres que ele “pegou”..Mas não falou de nenhuma que se apaixonara, constituído família ou filhos. No fim agradeceu nossa visita porque é muito solitário.

Família, alicerce. Podem parecer coisas banais, sentimentais, mas são importantes para uma vida. Muito bom curtir, muito bom ser jovem, mas se tudo der certo envelheceremos um dia e nossa velhice nada mais será que a conseqüência do que somos jovens.

Pode ser por velhice, por perda pessoal como conheci alguns, genético como na minha família, é, sou um cara propenso à depressão genética. Várias são as formas de depressão e perigos se não for bem cuidado, se não houver ajuda.

Como disse, hoje o tio de um conhecido do twitter se matou, esse ano o avô de uma conhecida se jogou do oitavo andar de um prédio por não agüentar de saudade de sua amada que morrera. Temos casos famosos como o idolatrado e amado roqueiro bem sucedido Kurt Cobain que mesmo tendo tudo a favor se matou.

Recentemente o grande ator Walmor Chagas que deu um tiro na cabeça por não suportar as limitações da velhice.

Casos que nos chocam. Chocam porque não percebemos. Chocam porque estamos tão vidrados em nossos egoísmos, nossas vidas, a se dar bem em tudo que não ouvimos uma voz rouca pedindo ajuda. Não enxergamos uma mão estendida pedindo que lhe puxe.

Paramos de olhar nos olhos das pessoas. Paramos de por trás de um sorriso ver o que os olhos dizem. Achamos que por uma pessoa rir, ser bem humorada ela é feliz. Não, a função do palhaço é fazer rir, não ser feliz.

As pessoas sofrem e não percebemos. Tornam-se solitárias, se fecham em um mundinho de angústia e aflição e não nos preocupamos em bater na porta e perguntar se está tudo bem.

Isoladas, não porque querem, mas porque a doença e a tristeza fazem isso. Num choro que não para e não se sabe o porque, num desespero que não se sabe de onde vem e lhe corrói a alma. Numa saudade que machuca. Nesse momento pensa que só há uma solução.

E quando cometem tal ato que percebemos como somos incapazes. Não conseguimos estender a mão, entender a alma, olhar nos olhos e desolados perguntamos o porque quando muitas vezes a pessoa quis responder e não ouvimos.
Juro que entendo suicida. Não sou daqueles que tacam pedras, chama de covarde e diz que será punido em outra vida. Quem sou eu pra definir com exata dimensão como é a vida depois da morte e quem ou não merece compaixão por cometer algum ato? Ninguém nunca morreu pra dar a certeza de como é.

Quem sou eu pra tentar dimensionar a dor de alguém? Cada um sabe o tamanho de sua dor, de seu desespero. Nós, tolos e pequeninos seres humanos gostamos de julgar os outros, condenar por seus atos como se fôssemos pessoas perfeitas. Ninguém quer ser triste, ninguém quer morrer. Como diria Gonzaguinha “Só saúde e sorte”.  

Só lamento. Acho uma pena alguém acabar a vida assim. Alguém sofrer tanto e por isso achar que morrer é melhor.

Já passei por períodos sérios de tristezas. De querer ficar sozinho, chorar, sofrer e todo mundo achar que estava bem, feliz, falando coisas engraçadas. Às vezes pra viver infelizmente temos que ser personagens de nós mesmos. Não devia ser assim.

Por isso entendo e por isso sou observador. Porque se não quero isso para mim também não quero para aqueles que amo. Por isso que quando percebo que alguém não está bem chamo pra conversar, tento achar soluções, fazer rir, mesmo que possa estar tão mal quanto. Ajudar alguém é ajudar a si próprio.

Você é feliz?

Ninguém é feliz o tempo inteiro, não se culpe.

O tema da coluna de hoje pode ter sido mais pesado, mas a vida também é feita desses momentos.
Até pra darmos mais valor a alegria que vem depois. 

Ninguém merece sofrer.

A gente merece ser feliz.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

CEM


É..O título é esse mesmo. Pequeno, curto e grosso. Por quê desse título?

Muito simples. Essa é o centésimo texto que posto desde que o blog foi reativado em 28 de fevereiro desse ano.

Faltando um dia para quatro meses chego a cem postagens. Não é pouco.

O blog na verdade existe desde 2011. Criei para ter um local onde guardar meus livros e dividir com quem quisesse ver. Divulguei para algumas pessoas o passo a passo, cada capítulo que eu colocava e interagia com elas. Mas o papel dele sempre foi mesmo de arquivo e com o tempo eu nem divulgava mais, só escrevia e postava.

Criado em 27 de abril de 2011 com o primeiro capítulo de meu livro “O retrato da vida” entre 2011 e 2012 coloquei três livros completos no blog. O citado, “Era da violência” e “No Baile”. Além desses livros tem a peça de teatro “Folhetim” que escrevi ano passado. Os quatro trabalhos estão de forma completa disponível nos arquivos do blog.

Além do livro “Dinastia” que está aí ao lado com links para sites onde está sendo vendido. Ajuda lá vai, o livro é bom.

Depois que coloquei a peça em agosto do ano passado deixei o blog de lado. Era colunista do blog Ouro de Tolo, continuo sendo e no fim do ano fui convidado para escrever no blog Brasil Decide. Duas coisas que gosto muito de fazer já que adoro escrever desde criança.

Mas sempre tive vontade de ativar o blog. Não só postar livros e peças para guardar em arquivo como escrever textos inéditos. Textos que talvez não coubessem nos dois blogs por achar muitas vezes bobagens e pensar que bobagens só poderiam ser postadas em um blog meu.

Também queria um lugar para escrever quando eu quisesse. Se pintasse algo urgente que merecesse um texto ter onde colocar na hora e ter exata noção da repercussão dele através do número de visitantes, dados que não tenho contato direto nos dois blogs.

No fim de fevereiro tomei coragem dada a repercussão do caso do sinalizador que matou um adolescente em Oruro e escrevi um texto reativando o blog sendo o primeiro realmente para alcançar um público. Dei o nome do texto de “O estádio vazio e o vazio que fica”.

O blog recebeu entre trinta e quarenta visitas no primeiro dia, não lembro ao certo. Sabia que era pouco, mas achei interessante saber que essa quantidade de pessoas se interessou pelo que escrevi. Passei alguns dias divulgando. Essa postagem especificamente chegou a mais ou menos cinquenta visitas e decidi continuar.

Escrevi um texto sobre o aniversário da morte dos Mamonas Assassinas, republiquei as colunas do Ouro de Tolo e do Brasil Decide e quando fui ver começaram a acontecer os motivos pelos qual reativei o blog.

Primeiro a morte do Hugo Chaves, depois a quinta-feira que movimentou o Brasil com protestos contra o Feliciano, mudança da pena ao Corinthians no caso de Oruro e a condenação do goleiro Bruno. Rendeu o texto “Quinta do escárnio”. Primeiro texto a passar de cem visitas.

Assim formei uma grade para o blog. Dias de textos inéditos, de republicações de outros blogs, contos e propaganda maciça. O blog teve 986 visitas entre abril de 2011 e 28 de fevereiro de 2013. Dessa data para cá foram quase 20 mil.

Mais importantes que números, de ter chegado a média de 200 visitas diárias, 1400 por semana, que ainda é pouco, é que pude me mostrar um pouco mais a leitores e amigos. Quem me conhecia era por causa de meu lado compositor de samba-enredo, mas essa foi uma das últimas coisas em escrita que comecei a fazer.

Sempre fui péssimo em esportes, péssimo em quase tudo e o que me salvou de ser um completo idiota foi saber escrever. Com esse dom me aproximei de pessoas, fiz amizades, conquistei respeito e até amores. Escrevo desde os meus nove anos de idade quando fazia revistas em quadrinho da série “Armação Ilimitada”. Com treze fazia roteiros, aos quinze músicas e ao mesmo tempo em que comecei no samba escrevi meu primeiro rascunho de livro.

Só que tirando o samba o restante era coisa que eu guardava pra mim, que colocava na gaveta como diz o linguajar sobre quem escreve algo e não publica, não mostra a leitores. A internet me ajudou nisso.

Graças a ela e aos blogs que voltei a escrever. Mostrei que não era apenas um compositor de samba-enredo, mesmo sabedor que isso não é pouco e o samba me deu muita coisa. Mas eu era mais que isso, podia mostrar mais que samba-enredo.

Processo que começou nos dois blogs e se fortaleceu no meu. Nele publico a cada terça-feira contos de ficção de dois livros meus “O buraco da fechadura” e “Enredo do meu samba” que também são publicados aos sábados no Ouro de Tolo. Pude escrever com inspiração repentina um conto brincando com a PEC das empregadas chamado “Pec no cafezal” que por muito tempo, até a última semana era meu texto mais visto com mais de 300 visitações.

Pude mostrar um pouco do meu lado político. Mostrar meus posicionamentos desde a morte de Hugo Chaves até as manifestações que tomaram o país. Duas dessas postagens agora estão entre as mais visitadas “A tropa de elite na terra da UPP” e “Olho por olho, dente por dente”. Pude escrever de música, homenagear artistas que gosto e que trago comigo desde a minha infância. Fiz publicações homenageando Tim Maia, Elis Regina, Ronald Golias, Cauby Peixoto e mais uma boa quantidade de grandes artistas.

Pude falar mais de samba, claro, assunto que é importante na minha vida. Falei bastante de carnaval, contei novidades de minha vida como compositor e na ocasião do aniversário de 90 anos da Portela escrevi “Portela em cinco carnavais” falando um pouco da escola e dos cinco carnavais que mais me marcaram.

Por coincidência na semana seguinte era eleição da Mangueira e decidi fazer o mesmo com “Mangueira em cinco carnavais” e acabou que virou uma série. Onze escolas já foram homenageadas e mais algumas serão. Uma série que tem boa repercussão com ótimo número de visitações e emocionado torcedores das agremiações o que me deixa honrado demais.

Semana passada comecei outra serie a “Sobe o som” onde a cada semana destacarei banda ou artista que gosto com pouco texto e muitos vídeos. Esses tempos de youtube ratificaram a ideia que artistas são imortais e achei que seria legal concentrar vários sucessos desses artistas em uma postagem só. Das pessoas ficaram em um bom tempo no blog só curtindo seu artista favorito.

E falei do assunto mais importante. Falei de amor.

Pude mostrar como sou realmente. Um cara que quando ama ama pra valer. Passional, apaixonado, visceral, romântico, que finge que é poeta e consegue enganar os trouxas. Falei do amor em todas as suas formas. Aliás, só com esse título foram dois textos e juntando os dois são quase 500 visitações.

Falei do amor por meus amigos, pelas mulheres, por algumas mulheres específicas. Fiz declarações que nunca imaginaria fazer em público. Desnudei minha alma, me expus, mas valeu a pena porque me fizeram bem.

E falei dos maiores amores da minha vida. De minha mãe no texto “Oito anos sem ela” e da minha filha Bia em “Quatro anos com ela”. Nos dois, que estão entre os dez mais visitados, tentei mostrar todo o amor que tenho por elas e até cantei. Outra coisa que faço muito mal.

Para os livros e peça foram 52 postagens em 2011 e 25 em 2012 somando 77. Com essa chego a 100 só em 2013. A 100 desde a reativação.

Que me leva a dois pensamentos. O primeiro é que estou com muito tempo livre e o segundo é que sou um escritor compulsivo mesmo e ainda tenho muito a escrever.   

Só posso agradecer a quem vem aqui perder alguns minutos de sua vida para ler as besteiras que escrevo. Aos amigos que leem e comentam comigo as postagens e aqueles que não conheço e não tenho a mínima ideia de quem são.

Leitores do Brasil, mas também de Argentina, Uruguai, México, Canadá, Egito, Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Vietnã, Coréia do Sul, Bulgária, Turquia, China, Japão, Austrália, Cabo Verde, Holanda, Suíça, Dinamarca..Principalmente a quem todos os dias visita dos Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Alemanha. Sempre existe um aumento de visitações de madrugada e quando vou ver é desses países. Dá orgulho saber que alguém de repente acorda em algum país do mundo que não é o meu e vai olhar o que tem no blog. Meu muito obrigado.

Dá orgulho e alegria tudo isso. Ver que não me enxergam mais apenas como compositor de samba-enredo. Que aos pouquinhos isso vai dando certo.

E é apenas o começo, Ainda tenho muito a dizer, falta só saber se querem ler.

Se toparem ler os próximos cem não vão se arrepender.

 Obrigado.   


Pra fechar os dois maiores micos que paguei nesse blog. Minhas duas vezes cantando.

Para minha mãe

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Para a Bia.

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O que a gente não faz por audiência...


Ps. Fotos e vídeos usados foram dos textos mais importantes. Se você reconheceu é porque acompanha, se não ta sabendo agora. Olhe o que perdeu, ta em tempo de recuperar. Olhe os arquivos e seja bem vindo.

Como eu sou bom marqueteiro...


quarta-feira, 26 de junho de 2013

ESTÁCIO DE SÁ EM CINCO CARNAVAIS


Dando prosseguimento a série cinco carnavais escreverei hoje sobre uma das mais tradicionais do Brasil e oriunda do berço do samba. A Estácio de Sá.

Em 1928, ano que surgiu a “Deixa Falar”, que veio ser a primeira escola de samba, também surgiu no morro de São Carlos a “Cada ano sai melhor”. No ano seguinte foi criada a “Vê se pode” que teve o nome mudado para “Recreio de São Carlos” por imposição policial que achava o nome muito baderneiro. Por fim no alto do morro surgiu a “Paraíso das Morenas”.

As três agremiações eram rivais e disputavam para ver qual se saía melhor, mas nenhuma delas conseguia se aproximar do título. Com isso um grupo resolveu unir as três escolas e em 27 de fevereiro de 1955 surgiu a “Unidos de São Carlos”.

Até 1964 as cores utilizadas eram o azul e branco mudando ali para vermelho e branco. Apenas dez anos depois veio o primeiro título conquistado desfilando pelo terceiro grupo na Praça Onze.

Criou fama de “escola ioiô”, aquela que vai e volta do grupo até que foi decidida a mudança de nome para Estácio de Sá, determinação que agradou aos moradores dos bairros adjacentes. Estreou seu novo nome no desfile de 1984.

Permaneceu no grupo especial até 1997 tendo grandes momentos durante os anos 80 e 90. Seu auge foi no histórico campeonato conquistado em 1992.

Estácio de Miro, Caldez, Neca Bonitão, Cândido Canário, José Botelho e Acyr. De Rosa Magalhães, Mário Monteiro, Sylvio Cunha e Chico Spinoza. De Dominguinhos do Estácio, Serginho do Porto e Leandro Santos. De Mestre Ciça, Mestre Esteves, Mestre Chuvisco e Luciana Sargentelli. De Djalma Branco, Caruso e Wilsinho Paz. De Déo, Maneco, Selminha Sorriso, Claudinho, Gusttavo Clarão, Igor Ferreira e Thiago Daniel.

Estácio de “Rio Grande do Sul, na festa do preto forro” 1972, “Arte negra da lendária Bahia”1976,  “Orfeu do carnaval” 1983, “Chora chorões” 1985, “Prata da noite – Grande Otelo” 1986, “O boi dá bode” 1988, “Um, dois, feijão com arroz” 1989,  “Langsdorff, delírio da Sapucaí” 1990, “Brasil, brega e kitsch” 1991, “Uma vez Flamengo” 1995, “De um mundo novo eu sou e uma nova cidade será” 1996.

Estácio berço do Samba. Estácio que conto agora em cinco carnavais que me moldaram como sambista e compositor.


A FESTA DO CÍRIO DE NAZARÉ 1975


 Samba de Dario Marciano, Aderbal Moreira e Nilo Mendes (Esmera)

Taí um dos grandes motivos que não coloquei esse samba na lista da Viradouro. Ele é oriundo da Estácio e estaria em sua lista. Melhor, é oriundo da Unidos de São Carlos.

O mundo do samba sempre teve uma grande ligação com a fé seja nas religiões afro como a católica. Todas as escolas têm seus padroeiros e de vez em quando cantam na avenida sua devoção.

Foi isso que aconteceu com a Unidos de São Carlos para o ano de 1975 quando decidiu homenagear a festa do Círio de Nazaré. A festa em devoção a Nossa Senhora de Nazaré é a maior manifestação religiosa católica do Brasil reunindo no mês de outubro em Belém do Pará cerca de seis milhões de pessoas em todos os cultos e procissões. Dois milhões de pessoas apenas em uma manhã.

O samba tem todo aquele jeito de samba antigo. Samba simples, porém muito bonito que conta diretamente a história que quer passar. Nele se entende perfeitamente como é o Círio de Nazaré e tudo que lhe envolve como a parte religiosa e a festa. É uma verdadeira aula sobre o assunto.

A melodia acompanha bem a letra sendo feita para que a mesma brilhe. Nada rebuscado, nada que tente ofuscar a mensagem que é passada fazendo um casamento perfeito.

Ao contrário dos sambas de hoje onde o refrão de cabeça é feito para explodir o auge do samba é no refrão do meio com os versos “Oh Virgem Santa/ Olhai por nós/ Olhai por nós oh Virgem Santa/ Pois precisamos de paz”. Simples, direto, forte, quase uma reza. Um refrão que entrou para a história do carnaval em um samba inesquecível.

Tanto que assim que as reedições foram liberadas foi um dos primeiros revistos e mostrando que continuava atual brilhou no desfile de 2004 da Unidos do Viradouro.

Continue olhando por nós Virgem Santa, porque mais que nunca, precisamos de paz.



QUEM É VOCÊ? 1984 


Samba de Darcy do Nascimento, Jangada e Dominguinhos do Estácio.

Com esse samba a Unidos de São Carlos dava passagem para a Estácio de Sá. Tudo novo. Um nome novo, uma avenida nova já que era o primeiro ano da Sapucaí com as arquibancadas permanentes, um jeito de desfilar novo com dois dias de desfiles e a esperança da agremiação era que ali começasse uma história nova.

Porque a escola não conseguia se firmar no grupo principal do carnaval. Entre 1967 e 1983 foram idas e vindas entre o primeiro e o segundo grupo e isso incomodava. Nome novo, vida nova.

E isso ocorreu em 1984 com a escola alcançando até então sua melhor posição no grupo principal na história igualando 1969 e 1971. Um honroso sexto lugar em um ano histórico de desfiles.

O tema é um tanto quanto abstrato. “Quem é você?” Faz uma homenagem ao carnaval e pergunta diretamente quem somos nós nessa folia lembrando personagens como arlequins, pierrôs e colombinas.

Samba alegre, divertido, que dá vontade de brincar carnaval tendo a marca dos anos 80. Tornou-se um dos mais importantes da história da Estácio não só pelo ano de 1984, mas também por 2006.

Em 2006 a Estácio reeditou o samba e com ele voltou ao grupo especial do Rio de Janeiro depois de nove anos. Eu estava na avenida e pude acompanhar a catarse que o samba provocou. Os anos 80 e sua alegria voltaram ao sambódromo não deixando ninguém parado.

Era o velho Estácio na avenida.    




O TI-TI-TI DO SAPOTI 1987


Samba de Darcy do Nascimento, Djalma Branco e Dominguinhos do Estácio.

Têm títulos do carnaval que surgem do nada, surpreendem, outros que são construídos passo a passo, ano a ano e pra mim com a Estácio foi assim.

O título de 1992 começou a ser construído aí, em 1987 com “O ti-ti-ti do Sapoti”. Aí a escola começou a se mostrar de forma diferenciada para o público, começou a mostrar uma cara que teve aceitação popular.

O ano de 1987 foi de grandes sambas e desfiles. Para mim esse e 1989 foram os maiores da história e o samba da Estácio não só está entre os grandes na minha opinião como está no meu top 10 como já retratei em uma coluna no Ouro de Tolo do começo do ano.

É o melhor samba de 1987? Não, não é, mas é o mais gostoso, o mais feliz.

O casamento da escola com Rosa Magalhães começou naquele ano e trouxe uma trilogia deliciosa para a avenida contando história do sapoti, boi e arroz. Não são temas fáceis porque podem cair no lugar comum de mostrar apenas como cada um chegou ao Brasil.

Mas os compositores nas três ocasiões levaram para o lado da alegria, irreverência e em 1987 de forma especial foram felizes criando versos inesquecíveis para o carnaval como o refrão principal e a parte que diz “olê olê olê vim de terras mexicanas, mandei buscar pra você”. Deliciosos como a goma de mascar que rola pra lá e pra cá.

Ficou em quarto lugar. Até o momento a melhor colocação de sua história, mas coisas melhores viriam no futuro.

Tá que tá danado.  



PAULICÉIA DESVAIRADA, 70 ANOS DE MODERNISMO NO BRASIL 1992
  

Samba de Djalma Branco, Déo, Maneco e Caruso.

Uma das maiores disputas da história do carnaval. Assim como em 1988 e 1989 posso dizer que 1992 se eterniza com a disputa ponto a ponto pelo título que terminou com uma vitória inesperada e consagradora da Estácio de Sá.

Considero esse desfile da Estácio especial assim como Kizomba, Liberdade liberdade, Ratos e Urubus e Peguei um Ita no Norte. Considero mais especial ainda porque foi uma luta de David contra Golias. Talvez a última vez no carnaval carioca que David derrotou Golias.

Como já citei no “Mocidade em cinco carnavais” a escola era a franca favorita ao título. Tinha muito dinheiro, uma fortíssima equipe de carnaval, apoio de mídia, popular e vinha de um bicampeonato incontestável.

Parecia mais forte ainda para 1992 com o samba do ano. Parecia impossível que não virasse realidade seu sonho de tri.

Sonho contado no enredo e no samba.

O samba da Estácio era muito bonito. Falava dos setenta anos da semana da arte moderna de 1922. Parte importante de nossa história, mas no pré-carnaval era apenas mais um samba, nada que se destacasse muito.

Tudo caminhava mesmo para a Mocidade que fez um grande desfile. No camarote de Castor de Andrade brindavam com champanhe mais um título.

Mas faltava a Estácio desfilar.

E a Estácio veio com aquela magia que eu já disse que só os desfiles campeões tem. O samba que não acontecera antes do desfile explodiu na hora certa levantando as arquibancadas e consagrando os versos “Me dê me dá/ Me dá me dê/ Onde você for/ Eu vou com você”. Luciana Sargentelli do alto de um carro alegórico sambava com os pés sangrando e assim, com suor, sangue e muita raça a Estácio ia azedando o champanhe da Mocidade.

O sonho de Padre Miguel virou pesadelo no trem do caipira e a escola surgida do berço do samba, a ioiô que se viu obrigada a mudar de nome para ter uma vida nova se consagrava entrando pro olimpo das grandes campeãs do carnaval. David derrotou Golias mostrando que no país da tropicália tudo acabava em carnaval.

Meu Deus..Ai meu Deus eu vi.



A DANÇA DA LUA 1993


Samba de Wilsinho Paz e Luciano Primo.

A Estácio não era mais uma aposta, deixara de ser David para ser uma das grandes do carnaval e essa grandeza toda foi vista no carnaval seguinte ao do campeonato. O carnaval de 1993.

Escolheu uma lenda para ser contada na avenida. A lenda da criação do mundo através da visão dos Carajás foi anos depois tema do Boi da Ilha então pude conhecer um pouco mais de perto.

É uma lenda muito bonita. Lendas indígenas assim como enredos afros normalmente dão bons sambas e isso ocorreu com a Estácio. Além de um grande samba-enredo, um dos melhores do ano, também é um dos mais difíceis que eu conheço.

Samba grande, pesado, com forte variação melódica e palavras difíceis de cantar o samba mostra toda a genialidade de Wilsinho Paz. Um dos mais talentosos e gente boa compositores que conheci. Compositor que fez uma carreira de grandes obras tanto na Estácio quanto na Beija-Flor.

Samba-enredo não tem que ser de fácil assimilação, cheio de palavras vazias e melodia reta. Tem que ser bom e todas essas dificuldades que disse do samba da Estácio ajudaram a lhe tornar melhor. Contundente, rico em palavras, melodia e cultura, um samba que dá orgulho do desfilante cantar.

Naturalmente por ser a atual campeã a Estácio carregava favoritismo para 1993, esse favoritismo aumentou com a força do enredo e do samba. Mas a escola não soube lidar com isso.

Fez um excelente começo de desfile partindo para o bicampeonato. Mas o gigantismo da escola aliado a problemas sérios no carro de som acabaram com o sonho do bi.

Mas não acabaram com a beleza daquela dança da Lua.


Bem..Estão aí cinco carnavais da Estácio de Sá. Escola que está hoje na serie A das escolas de samba, mas continua nos abrilhantando com grandes enredos como sobre Rildo Hora esse ano. Esperamos ansiosamente pelo leão voltando a rugir forte no especial.


 Semana que vem será de emoção pra mim. Será a hora de deixar o coração falar mais alto. De falar de amor. Da União da Ilha do Governador.   


FONTE:

www.galeriadosamba.com.br


MOCIDADE


BEIJA-FLOR


IMPERATRIZ


VILA ISABEL


UNIDOS DA TIJUCA


UNIDOS DO VIRADOURO



segunda-feira, 24 de junho de 2013

SOBE O SOM: MICHAEL JACKSON


Amanhã faz quatro anos da morte de Michael Jackson então decidi fazer o segundo “sobe o som” em sua homenagem.

Michael Jackson que já foi tema do blog no texto “Ela, eu e Michael Jackson” quando contei como virei fã desse grande artista e minha filha vem se tornando.

Na minha opinião é o artista mais completo que esse planeta já conheceu. Michael era bom em tudo. Cantando, interpretando, dançando. Desde pequeno criado para brilhar e brilhou intensamente.

Dono de todas as grandes marcas da música foi o super star que nunca cresceu. O homem solitário preso a sua infância e neuras. O mais amado e mais sozinho homem do mundo.

Polêmico, sofreu uma série de acusações e transformações que lhe deixaram irreconhecível, mas hoje não é dia de falar da vida de Michael Jackson e sim de sua música que é espetacular.

Muitos vídeos abaixo pra curtir o rei do pop. Se fartem e matem a saudade.

Sobe o som Michael Jackson!!

Grande sucesso com o Jackson 5. ABC.


Machucando corações com One day in your life.



Era disco com Rock with you.



Música que ficou conhecida como a “música do vídeo show” Don`t stop til you get enough.



Música de seu mais famoso disco. Beat it.



Grande sucesso que iniciou sua caminhada para ser rei do pop. Billie Jean.



Sucesso mundial. Bad.



Polêmica em um clipe revolucionário. Black or White.



Ativista. Humanista. Michael mostra a preocupação com o mundo na linda Heal the world


Muitas músicas né? Mas acredite, muitas ainda ficaram de fora. Michael era um fenômeno musical, um grande realizador de hits.

Quatro anos que passaram rápido demais. Quatro anos que não conseguiram apagar o amor de seus fãs nem diminuir sua importância. Michael Jackson é imortal.

Só que eu to com a impressão que esqueci alguma coisa e não posso encerrar sem lembrar o que é.

Ah..Claro..Valeu Michael.

E cuidado com os zumbis.  



TEXTOS RELACONADOS:

SOBE O SOM: QUEEN


ELA, EU E MICHAEL JACKSON