sexta-feira, 31 de outubro de 2014

AMOR: CAPÍTULO 2 - PRIMEIRO AMOR




Pra começar a contar minha história tenho que voltar um pouco no tempo. Doze anos para ser mais preciso.

Tinha treze anos de idade e terminava o ensino fundamental. Era um garoto como todos os outros com sonhos, esperanças, vontades. Essa idade é muito complicada porque você não é adulto nem criança. Quer ser adulto, mas muitas vezes pensa como criança.

Eu gostava de jogar bola, apesar de ser péssimo, soltar pipa, apesar de ser péssimo, pique esconde, pique bandeira, jogo de taco, queimado, vôlei, apesar de ser péssimo. Sim, eu era péssimo em todos os esportes. O último a ser escolhido antes dos jogos, motivo de piadas e gozações.

A única coisa que eu era realmente bom era em sonhar. Ah, nisso eu era. Filho único, introvertido, não tinha muitos amigos na infância para brincar e ainda por cima ficava na rua chorando no portão pedindo para entrar quando minha mãe me botava pra fora para brincar. 

Eu era um tipo esquisito e as crianças, consideradas tão puras e doces pelos adultos, costumam ser cruéis com os esquisitos. Dão apelidos, perseguem, praticam o hoje chamado “bullying”. Comigo era assim.

Por isso eu preferia brincar em casa, mesmo sozinho. Pegava meus bonecos, brinquedos e criava histórias, fantasiava. Sonhava em ser escritor, um escritor de sucesso cercado de amigos, mulheres e dinheiro.

Era fraco na escola também, tirava notas sofríveis, mas era muito bom em redação. Ali eu tirava para brilhar, ser notado pela minha turma que como todos me achava esquisito.

Fazia grandes redações, criava grandes histórias e as professoras liam as mesmas na frente da sala de aula. Aquilo me dava vergonha e orgulho.

Um dos poucos momentos que tinha orgulho na vida.

Fui crescendo, cheguei aos treze anos e a bola, pipa e outras brincadeiras ganharam companhias como o gostar de meninas. Comecei a reparar nelas, aquelas bundinhas empinadas, seios que começavam a nascer nas adolescentes ameaçando furar as blusas e aquilo me deixava louco.

Eu, um garoto bobo, tímido e que era obrigado a usar óculos e aparelhos nos dentes ficava na minha, tentava nada. Acham que eu teria alguma chance com essas meninas? Nunca. Elas queriam os caras mais velhos..

Nem a mim, nem aos meus amigos.

Acordava todos os dias dez pras seis da manhã. Eu sempre odiei acordar cedo e era um suplício pra mim. Dona Hellen, minha mãe, me acordava com todo carinho do mundo me dando beijo no rosto e dizendo “hora de acordar amor”. Eu fazia cara de choro, pedia mais cinco minutos, mas não tinha jeito, tinha que levantar.

Sonado me arrastava até o banheiro e parava na porta esperando meu padrasto sair dele. Pinheiro era um cara legal, devia ter uns trinta e poucos anos e era fuzileiro naval. Meio moreno, era paraense, ele saía do banheiro de toalha, sorriso e passava a mão no meu cabelo rindo e dizendo “E o seu Flamengo hein?”.

É..O Flamengo não vivia grande fase e ele adorava me zoar por causa disso. O pior é que até hoje não sei o time que meu padrasto torcia. Acho que não torcia por ninguém. Só queria ter o prazer de me zoar.

Descia e a mesa de café estava servida. Pinheiro, em pé, tomava seu café rapidamente enquanto minha mãe me mandava sentar e que não seguisse o exemplo dele, pois tomar café com pressa fazia mal. Pinheiro dava um beijo na testa da minha mãe e sorrindo respondia “deixa de ser chata Hellen”. Seguia para o quarto para colocar a farda enquanto eu sentava. Minha mãe servia o café com leite, pão e margarina.

Poucos minutos depois ele descia fardado. Era uma farda bonita e Pinheiro usava com orgulho. Passava a mão em meu cabelo desarrumando o mesmo e dava um beijo em minha mãe “te amo, hoje estou de serviço no quartel, então prepare a lista de compras para irmos ao mercado amanhã”.

Pinheiro era bastante atarefado, ficava de serviço tendo que dormir no quartel, viajava com a marinha, mas era um bom marido, amoroso e tentava fazer de tudo para que minha mãe fosse feliz.

Bem ao contrário de meu pai.

Pinheiro saía para pegar o ônibus para o quartel e minha mãe me apressava dizendo que estava atrasado para o colégio. Eu escovava os dentes rapidamente, fazia cocô, botava o uniforme e quando descia Bia e Samuel já me esperavam na frente de casa.   

Eu fazia parte de uma turma de cinco amigos e Bia e Samuel eram os mais próximos meus. Irmãos gêmeos e judeus Bia e Samuel foram criados junto comigo com todas aquelas tradições judaicas que eu não entendia como “cortar o pinto”. Eu sempre perguntava para Samuel se era verdade que tinham cortado o pinto dele e se não tinha doído e o moleque me respondia “Não fode Toninho, vira a bunda aí pra ver se não tenho pau mesmo”. 

Sempre muito educado.

Bia era mais quietinha, Sempre foi “espoleta”, molecona do tipo que brincava de tudo com a gente, ralava joelhos, não tinha tempo ruim com ela. Mas Bia cresceu, já era adolescente e estava virando mulher. Com bundinha e peitinhos que já disse nesse capítulo que me atraíam. Mas não com Bia. Via minha amiga como uma irmã e com irmã não pensamos sacanagem.

E olha que ela até era bonita.

Descia e me encontrava com eles. Bia, sempre amorosa, dava um beijo em meu rosto enquanto eu me virava para Samuel e dizia “fala sem pau”. O moleque mandava que eu me fodesse e  minha mãe surgia dizendo “Meninos, vocês nunca se entenderam, vão brigar agora?”.

Os dois falavam “Bom dia tia Hellen” e entrávamos os quatro no carro para ir a escola. Nós três atrás e minha mãe na frente.

Conversávamos amenidades e nos despedíamos de minha mãe na frente da escola. Entrávamos na mesma e lá nos esperava o inspetor Juarez. Velhinho boa praça com vasto bigode que carimbava nossas cadernetas dizendo se chegamos adiantados ou atrasados na escola.

Subíamos a escadaria passando por todos os estudantes. O colégio era de bom nível, feito para a classe média e alta da Ilha do Governador, bairro do Rio de Janeiro. Eu não pertencia a uma nem a outra, mas ganhara bolsa do colégio com 50% de desconto por minha avó ser antiga colega de salas de aula da diretora do colégio.

Chegávamos a frente a sala de aula e geralmente Guga e Jessé estavam lá. Jessé era uma espécie de “Bocó”. Do tipo que botava mão na bunda pra sentir o cheiro do pum e passar depois no nariz. Chegamos naquele dia e ele falou pra mim “Cara, você tinha que ver o tamanho do cocô que eu fiz, parecia o Titanic!! Com a diferença que ele não afundou!!” Completava gargalhando e me enchendo de vergonha.

Bia pedia respeito por ser mulher, estar presente e Jessé completava “Mulher? Aonde? Nem peito você tem direito!!”.

Um lorde.

Guga era um ano mais velho que nós, já repetira de ano, por isso se achava mais experiente, adulto. Mas de adulto tinha nada. A cada menina que passava ele dizia “já comi” de uma forma irritante. Quando variava era pra responder “Vou comer esse ano”.

Com quatorze anos queria nos passar a impressão que já tinha transado mais que o Alexandre Frota. Um bocó. Mas nós éramos mais bocós ainda porque acreditávamos.

Em determinado momento Samuel cutucou Guga e mandou “Quero ver você comer essa”. Era Jéssica que surgia.

Jéssica não era de nossa turma, já estava quase terminando o ensino médio então devia ser pelo menos três anos mais velha já com dezesseis anos. Ah as meninas de dezesseis anos!! Não existe nada mais lindo e excitante.

E Jéssica já era assim.

Seios firmes, redondos, pontiagudos, bunda arrebatadora, cabelos negros que iam até os ombros, sorriso branquinho cativante, camisa da escola amarrada na cintura desafiando as normas do colégio de uniforme completo enquanto usava uma camiseta cinza apertada que delineava o corpo. Para finalizar andar de modelo fazendo todos os meninos e professores babarem.

Jéssica era linda.

Bia dizia “Vejo nada demais” e Samuel repetia a pergunta “E aí Guga? Vai comer essa quando?”. Guga gaguejando respondia “Acho que essa vou deixar pro ano que vem”.

Eu? Eu falava nada. Conseguia falar nada.

Jéssica passava pela gente sorrindo e batendo papo com as amigas. Nós olhávamos e fazíamos cara de cachorros vendo frango de padaria. Bia com desdém e o brilhante Jessé terminava aquele momento com pergunta digna de um Nobel da Paz.

“Será que ela faz cocô?”

Era difícil não pensar em Jéssica. Essa menina me enfeitiçava e eu sabia que não tinha chance nenhuma. Além de todos os meus dramas que relatei ainda tinha a questão que ela era três anos mais velha. Meninas mais velhas querem homens mais velhos. Caras com carro, que possam pagar um cinema, restaurante. Minha chance era zero.

Não era raro eu sonhar com Jéssica e acordar “ativo”. Minha mãe vinha me acordar e eu todo constrangido tentava disfarçar. Já estava ficando louco e não tinha com quem conversar. Guga? O mais experiente de nossa turma? Seria humilhante demais, afinal ele só era um ano mais velho que eu.

- Pinheiro?

- Fala moleque.

Assim iniciou-se nosso papo naquela tarde em casa quando eu via tv e ele lia o jornal. Minha mãe lavava louças e não prestava atenção. Eu todo envergonhado comentei que precisava de sua ajuda.

“Escola? To fora! Entendo nada dessas coisas. Pergunta pra sua mãe” respondeu o militar sem saber do que se tratava. “Não é isso” respondi “É um papo mais sério. De homem pra homem”.  

Pinheiro deixou o jornal de lado e sério perguntou se eu estava usando drogas ou tinha engravidado uma menina. Respondi que não e enquanto o militar se aliviava respondi que era sobre mulher sim, mas que eu estava gostando.

Arrumei coragem e contei minha situação. Pinheiro ouviu a tudo atentamente e me jogou um balde de água fria “É..Se ela é tudo isso ela nem vai te olhar”. Eu ainda tentava me recuperar de meu próprio padrasto me jogar aquele balde de água fria quando ele completou “Tente arrumar uma menina de sua idade”.

Respondi que nem elas me queriam e nervoso comentei “Eu não sei mais o que faço. Acordo pensando em sexo, durmo pensando em sexo”. Nisso Pinheiro me cortou dizendo “Você bate punheta?”.

Tomei um susto com aquela intervenção. Tentei sumir dali, esconder minha cara e nunca mais aparecer. Não era o tipo de conversa para  ter com ninguém, ainda mais com o cara que dorme com sua mãe. Apenas balbuciei um “como?” e ele completou “Bate punheta? Descabela o palhaço? Faz justiça com as próprias mãos? Pratica o cinco contra um? Se masturba?”.

Eu não conseguia falar mais nada tamanha era minha vergonha. Pinheiro levantou e voltou com um tubo. Entregou em minha mão e disse que era um gel que “facilitaria meu trabalho”. 

No dia seguinte perguntou se eu tinha me masturbado e antes que eu me recuperasse da vergonha jogou a playboy de uma apresentadora de programas infantis em meu colo falando “divirta-se”.

Quando ele saiu eu já estava quase me metendo embaixo da cama com tanta vergonha. Mas o tempo e a experiência me ensinaram que poucos moleques tiveram o privilégio de crescer com um cara como o Pinheiro em casa.

De noite todos dormiam e eu fui ao banheiro com o gel e a playboy.

Nunca tinha feito aquilo, nem sabia direito como fazer. Passei o gel nas mãos e abri a revista a melando toda e reclamando baixinho “Droga, eu devia ter  aberto a revista primeiro”.  

Comecei a me tocar pensando “Será que é assim mesmo?”. Com as sensações que vieram logo depois sorri e pensei “É sim”. Fiquei um tempo ali pensando na apresentadora. Que era linda, uma maravilha e sonho de consumo dos meninos da época. Pensei em Jéssica e o negócio foi indo, indo até que..

..aconteceu.

Poucos momentos são tão importantes para um menino quanto esse. Quando ele se vê homem. A descoberta do corpo, das sensações, do prazer. Depois disso nos sentimos mais confiantes, mais de igual para igual com outros meninos, até capaz de conquistar mulheres como Jéssica.

Mas nem deu tempo de curtir muito. Minha mãe bateu na porta e só deu tempo de colocar o gel dentro do short e a revista por dentro da camisa e sair rezando que ela não tivesse desconfiado de nada.

No dia seguinte me sentia um “macho alfa” no colégio junto com os outros meninos vendo Jéssica passar. Guga comentou “ela já transa”.

Perguntamos como ele sabia daquilo e Guga se sentindo o cara respondeu “O corpo dela, mulher quando começa a transar ganha corpo”. Assim disse vitorioso o menino tão inexperiente quanto a gente, mas que tinha ouvido essa besteira e repetia como verdade..

Também quis me sentir vitorioso e contei que tinha algo para mostrar. Me perguntaram o que era e levantei um pouco a camisa para verem o que era. Jessé logo matou “cara, você tem uma playboy!!” e Samuel pediu para que fôssemos ao banheiro ver.

Fomos e enquanto todos se ouriçavam vendo a revista Samuel comentou “temos que ir a um puteiro”. Respondi que era loucura, não conhecíamos nenhum e éramos menores de idade, não nos deixariam entrar quando o menino judeu respondeu “Meu primo trabalha em um. Ele disse que quando eu quiser ir facilita minha entrada”.

Me interessei e perguntei onde era. Samuel respondeu que em Bonsucesso, bairro do Rio próximo do nosso e desafiou “quem quer deixar de ser moleque e virar homem?”.

Jessé logo respondeu que queria. Eu titubeei um pouco, mas topei. Guga ficou mudo. Samuel perguntou qual era o problema e o garoto respondeu que não era uma boa, causaria problemas.

Nós três estranhamos essa resposta, afinal, Guga era considerado o “malandro” do grupo. Perguntei porque e ele desconversou. Samuel provocou “acho que é porque ele só fala e é de nada. Deve ser ainda mais virgem que a gente”.

Uma confusão se iniciou no banheiro quando Jessé percebeu que o inspetor Juarez se aproximava do local. Rapidamente consegui esconder a revista e saímos do banheiro.

Do lado de fora encontramos Bia que desconfiada nos perguntou o que ocorria Disfarcei, respondi que era nada e a menina completou “Antes vocês confiavam em mim, não tínhamos segredos para nada. Detesto ver que vocês estão me deixando de fora dos assuntos”.

A Bia era minha melhor amiga, a que eu mais confiava e me abria nos problemas “mais sérios”. Mas nós crescemos e ela era mulher, não tinha como negar isso e as diferenças que existem entre nós.

Marcamos a ida ao puteiro e o dia chegou.    

Menti que dormiria na casa de Guga e encontrei meus amigos no ponto de ônibus. Pegamos o 901 para Bonsucesso tensos, não dizíamos uma palavra, apenas em um momento Samuel comentou “Meu primo falou que é muito bom mesmo, tem até menina menor de idade”.

Chegamos no local e o primo de Samuel nos colocou para dentro. O local era um paraíso para gente. Música alta, american bar e mulheres de biquínis minúsculos. Praticamente nuas. Nós olhávamos aquelas mulheres boquiabertos enquanto o primo de Samuel nos gozava “Só não façam xixi nas calças”.

Os “quatro mosqueteiros” andaram de forma devagar para o meio do salão. Empurramos Guga para frente por ser o mais experiente e pedimos que ele nos contasse o que fazer. O menino nervoso apenas balbuciou “sei lá”. Pressionamos Guga para que ele explicasse a dúvida quando fomos cercados por mulheres exuberantes ávidas a nos dar carinho e pegar nosso dinheiro.

Enquanto éramos apresentados ao mundo do sexo reparei em uma moça sentada em um canto. Parecia familiar e sem que notassem me afastei de meus amigos e fui ao seu encontro. Fui me aproximando e não acreditando até que próximo e espantado disse...

- Jéssica!!

Sim. Era Jéssica. A menina dos meus sonhos. A ninfetinha mais bonita do colégio.

Ela ouviu o nome e tentou disfarçar. Falei novamente e se fez de desentendida dizendo não conhecer nenhuma Jéssica. Repeti que era a Jéssica sim e a conhecia do colégio.

Evidente que ela não lembrava de mim. Ninguém lembrava, minha mãe mal lembrava meu nome, mas quando citei a escola Jéssica não teve mais como disfarçar e nervosa soltou “Ta, sou eu, diz logo o que você quer.”.

Assustado, perguntei o que ela fazia ali e Jéssica irônica respondeu “Fazendo trabalho voluntário pra igreja. O quê você acha? Quero comprar roupas boas, sapatos, bolsas, como acho que vou conseguir?”.

Pensei em responder que poderia conseguir com o pai, mas soaria infantil demais. Jéssica perguntou se tinha mais alguém do colégio ali, respondi que sim, a menina soltou um palavrão e pediu que a tirasse dali.

Perguntei para onde e ela respondeu “Me leva lá pra cima. Vou te dar um prêmio pra garantir o seu silêncio”.

Levar para cima significava ir para o quarto transar.

Paguei o programa na recepção e subimos. Jéssica pegou minha mão e me conduziu até o quarto. Minha mão estava gelada, eu tremia. Não acreditava que teria minha primeira vez e justo com a mulher que eu tanto queria.

Entramos no quarto. Jéssica me empurrou pra cama e sorrindo maliciosa perguntou “é sua primeira vez né?”. Eu ri e respondi “Nada, que isso”, mas quando ela ligou o som e desabotoou a parte de cima do biquini só consegui babar e balançar a cabeça confirmando que era.

Jéssica se virou e deixou o biquini cair de costas para mim. Ela dançava, me seduzia, eu louco implorava que ela viesse para a cama quando ouvimos gritos vindos da recepção.

Jéssica assustada parou e perguntou o que era aquilo até que ouviu o grito “polícia!!”. A menina desesperada pegou o biquini do chão, amarrou e eu perguntei o que fazer. Jéssica respondeu “Vamos sair daqui antes que nos peguem!!”.

Não deu tempo. Saímos do quarto e a polícia já estava nos esperando.

Era uma batida policial devido a denúncias que havia menores trabalhando e frequentando o local. Justo no dia que decidi ir.

Descemos algemados. Meus amigos já estavam algemados do lado debaixo e me viram descendo com Jéssica. Os três não acreditavam no que viam. De súbito ao ver a cara espantada de Guga levantei a cabeça, passei por ele e disse “já comi”.

Não, não comi. Dera um azar desgraçado. Tive a chance da minha vida de transar com a Jéssica e não consegui. Perdia assim a chance de transar com a mulher da minha vida.

Ledo engano. A mulher da minha vida não era a Jéssica.

Um a um os pais foram chegando para pegar seus filhos. Jéssica foi embora e nem percebi, mas o problema era que todos perceberam no que ela trabalhava. Fiquei praticamente sozinho lá quando Pinheiro chegou.

Em silêncio meu padrasto me buscou e saímos da delegacia. Entramos no carro e partimos em direção a nossa casa.

Os dois em silêncio. Eu olhava pela janela e ele com cara séria, compenetrado dirigia. Com jeito sério Pinheiro quebrou o silêncio perguntando “comeu pelo menos?”.

Desolado respondi “Não. Ia comer na hora que a polícia chegou”.

Pinheiro não aguentou e soltou uma gargalhada dizendo “Puta que pariu!! Mas você é muito azarado mesmo!!”.

Tentei me manter sério, mas não aguentei gargalhando também. Fomos os dois pra casa gargalhando e vivendo aquele momento de cumplicidade.

Doces lembranças das quais tenho muita saudade.

CAPÍTULO ANTERIOR:

O DIA DE DESCER DO MURO


*Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 26/10/2014


Queria começar dizendo que a coluna de hoje é de inteira responsabilidade de seu autor, no caso eu.

Tenho três anos de blog e apesar de sempre ter opinião busquei a isenção em todas as postagens que fiz. Me orgulho dessa isenção e dessa imagem que criei aqui.

Mas tem horas que tentar ser imparcial é ser conivente e quando a dita “maior revista do país” não é eu não preciso ser.

Hoje finalmente ocorre o segundo turno na eleição presidencial e em alguns governos de estado. Falei algumas vezes sobre essas eleições aqui e mesmo tendo candidatos sempre busquei mostrar qualidades e defeitos de todos os partidos e dos próprios que buscam os cargos eletivos.

Sobre a campanha presidencial reclamei aqui e nas redes sociais que o nível estava abaixando e lembrando 1989. A minha coluna hoje seria sobre isso, comparado a eleição presidencial com o UFC. Mas até o UFC, que já foi chamado de “vale tudo” tem regras, ética. Coisa que a revista Veja está longe de ter.

Sim. É dela que estou falando e ela que mudou minha coluna de hoje e pelo menos por um domingo minha postura de buscar imparcialidade.

Que a Veja é uma revista baixa, repugnante, decadente e sem os princípios fundamentais do jornalismo todos nós já sabemos faz tempo. Eu desde que a mesma colocou Cazuza numa capa arrasando com o mesmo e acelerando em sua morte. Sabemos do que ela é capaz, mas a capa dessa semana foi o ápice.

Sou eleitor da Dilma Housseff, todos sabem disso, mas aqui no blog apesar de mostrar suas qualidade apontei defeitos e bati muito no PT. Devo ser o colunista que mais bateu e falou palavras duras sobre o PT aqui no blog nos últimos anos e sou petista, mas não sou cego.     

Me incomoda o PT de hoje, me incomoda o partido nesse mar de lama, a pecha de corrupto e suas atitudes dando razão a essa pecha. O PT está muito longe de ser o partido que eu pensava, mas mesmo assim considero o melhor partido.

Nenhum governo fez tanto pelos pobres e miseráveis desse país quanto o PT e esse é o motivo mais forte para que mesmo com esses escândalos eu permaneça fiel ao partido. Porque ele olha quem precisa mais, ele fez por quem ninguém nunca fez.   

E também porque ele é mais criticado e achincalhado que merece. Gostam de comparar o PT as ditaduras e governos populistas. O que mais gostam é de comparar a Cuba o que demonstra total falta de conhecimento e completa ignorância política e sobre o planeta em que vivemos.

Cada vez mais me convenço que o Brasil é o país mais democrático que existe. Eu não conheço um país do mundo em que o governante e seu partido sejam tão esculhambados, xingados, ofendidos e ridicularizados. Ouve-se a maiores ofensas a presidenta Dilma que antes disso é uma mulher e poderia ser nossa avó. Antes faziam o mesmo com o Lula e ninguém nunca foi preso por isso, todos sempre tiveram liberdade total para as ofensas.

Essa semana teve uma manifestação na Paulista onde meia dúzia de reacionários ignorantes chamaram a Dilma de terrorista.  Graças a Deus que ela e outras pessoas foram “terroristas”.

Por causa do “terror” deles, das pancadas que sofreram, das torturas, do horror psicológico, do desprendimento de se afastarem de amigos, famílias e a perda da vida de alguns desses que os coxinhas que querem fazer revolução por whatsaap e pensam que manifestação é happy hour podem ir a rua chamar uma pessoa de bem de terrorista. 

Falar que um governante no Brasil hoje é terrorista, sapatão e ex presidente é alcoólatra e ladrão é mole. Macho fez isso em 1969. Deviam levar faixa para essas manifestações dizendo “Obrigado Dilma por me dar o direito de te xingar”.

Obrigado Dilma por dar o direito de existirem revistas como a Veja. Revista que usa e abusa de maniqueísmos e se aproveita da pecha de imprensa pra fazer não só política partidária como tentar derrubar o governo.

Tentar derrubar porque hoje em dia graças às redes sociais e a maior informação que o povo possui suas cagadas tem o destino de privadas assim como um “neve” ou um “sublime”.

Respeito mais o “neve” e o “sublime”.Pelo menos esses não jogam sujo faltando três dias para eleição.

Qual a credibilidade de um bandido? No Brasil total porque palavra de um bandido contra um honesto, que é honesto até que se prove o contrário, vira verdade e ganha capa de revista e jornal. Curioso que com inocentes como da escola BASE a palavra serviu de nada.

Faltando três dias para o fim de uma eleição acirrada estampam em capa e letras garrafais denúncias de um bandido como se fossem verdadeiras e já comprovadas, pior, denúncias que ninguém tem certeza se foram feitas mesmo, os próprios colegas de PIG tiveram cautela.

Mas a Veja é hoje o maior partido de oposição do Brasil, não pode ter cautela faltando tão pouco e se arriscar a perder a eleição.

Cautela ela tem e esquiva mostrou em outras denúncias como as que cercaram a ela e ao Carlinhos Cachoeira. Denúncias que não sei se são verdadeiras porque ao contrário da revista pra mim denúncia é denúncia, não certeza. 

O PT não é santo, sou muito fã do Lula, mas também acho que ele não é. Mas a Veja arrolou o nome da Dilma que até hoje não teve uma denúncia contra e isso é muito grave, jogar o nome de uma pessoa na lama por causa de votos.

Devido a esse massacre desci do muro e declaro textualmente meu voto em Dilma Rousseff para manter as políticas sociais e o crescimento do Brasil. Declaro tendo a certeza que a maior parte da população fará o mesmo e dará mais 4 anos a ela.

Tem coisas que não gostei. Acho sim que o PT apelou na eleição e algumas vezes abaixou mais o nível que devia. Mas pelo menos o PT é um partido político, não utiliza meandros nem falsa isenção para exercer sua política.

Quero os ganhos sociais, quero o orgulho do pobre em ver seu filho numa Universidade, quero a família podendo ter o que comer, quero um país livre do FMI.

Quero Dilma.

E também quero vergonha na cara e fim de escândalos de corrupção.

Quero um país melhor. Por isso voto no melhor para o país.

E aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo descendo do muro.

Salve Cazuza, vítima da Veja.

Que outras vítimas não surjam mais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TROCANDO EM VERSOS: JEITO DE MENINO


A letra dessa música foi feita há alguns anos em homenagem ao poeta maior da Mocidade Independente de Padre Miguel, o compositor Toco. Aproveitando que seu filho, meu grande amigo Roger Linhares, venceu recentemente o concurso de samba-enredo na União da Ilha do Governador e o fato de ter criado esse espaço no blog posto hoje aqui.


JEITO DE MENINO

Jeito de menino
Olhos no espelho
Corpo tão vivido
Marcas do passado
Soma de um legado
Alguém a quem o tempo
Se rendeu

O rosto expressa seus anos de lutas
Troféus em forma de rugas
Agradece a Deus tudo que viveu

No samba é baluarte, é bacana
Foi na “mocidade” moleque sacana
Seguia os bambas querendo aprender

Intérprete da alma, mestre sala do saber
Velho poeta fez rimas com a vida
Em seu escrever
Hoje faço essas rimas
Pensando em você

Aplausos da massa pro grande menestrel
O branco de seus cabelos reflete o azul do céu
Toma forma de encanto sublime inspiração
Faz nascer na apoteose uma consagração 

ARQUIVO:

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AS ELEIÇÕES DO RIO DE JANEIRO



*Coluna publicada no blog Ouro de Tolo em 19/10/2014

Além das eleições presidenciais que tomam conta do país e devem fazer parte do próximo UFC algumas outras eleições ocorrem no Brasil dia 26. Para governador nos locais que ninguém foi eleito em primeiro turno.

O Rio de Janeiro é um deles.

E que eleição complicada a do Rio de Janeiro!! Que candidatos complicados os fluminenses tiveram que escolher esse ano!! Pezão, Crivella, Garotinho, Lindberg..O drama continua porque teremos um segundo turno entre dois candidatos que não inspiram total confiança.

Luiz Fernando Pezão. Conhece? Sim, hoje você, especialmente o morador do Rio de Janeiro, conhece já que seu nome foi bem massificado nessas eleições. O que por incrível que pareça muitos não sabem é que ele é candidato a reeleição. Sim reeleição, porque ele é, pasmem, governador do Rio de Janeiro. 

Pezão foi vice de Sergio Cabral nos últimos oito anos e virou governador no início do ano com a renúncia de Cabral. Vários foram os motivos que levaram a renúncia. Primeiro Cabral achou que se elegeria senador e para isso precisava deixar o cargo. Desistiu no meio do caminho do projeto. Cabral saiu para que seu vice se tornasse um nome conhecido e assim mantivesse o PMDB no poder mais 4 anos.

E dessa forma impede Pezão de tentar uma reeleição em 2018 já que seria um terceiro mandato abrindo oportunidade ao prefeito carioca Eduardo Paes vir na mesma. Eleição que considero barbada já que ele deve sair muito forte das Olimpíadas em 2016. 

Resumindo. Pezão, hoje favorito a vencer a eleição,é mais um poste que surgiu para iluminar a perpetuação no poder de alguns políticos. Prática que começou a se tornar comum com as eleições de Luis Paulo Conde no Rio e Celso Pitta em São Paulo apadrinhados por Cesar Maia e Paulo Maluf respectivamente.

Seu adversário teve a vaga caindo no colo. Marcello Crivella deve agradecer a Deus todos os dias por ter posto Anthony Garotinho em seu caminho. Essa vaga poderia ter sido de Lindberg, mas esse disputava eleitores com Pezão e manteve o nível de votação ridículo do PT fluminense. Foi de Crivella que disputava eleitores com Garotinho. 

Crivella é da igreja evangélica como Garotinho, Crivella faz assistencialismo como Garotinho. Mas Crivella nunca foi governador do Rio, não tem alto índice de rejeição e não caiu em desgraça como o pequeno garoto.

Vendeu a ideia de ser um cara simpático e ficha limpa enquanto Garotinho se complicava com ataques de adversários e briga com a Rede Globo. Perdeu a vaga para Crivella no dia da eleição.

Mantendo a tendência das eleições brasileiras de 2014 o segundo turno é uma mistura de Zorra Total e Gigantes do ringue. Uma farsa que faz dar risos constrangidos. Pezão resolveu deixar de lado o jeito boa praça para atacar em baixo nível Crivella associando o mesmo a igreja Universal e provocando medo em parte da população que tem ojeriza a igreja de Bispo Macedo.    

Um medo com sentido. A Universal cada vez aumenta mais seu tamanho, seus tentáculos e dominar um estado como o Rio de Janeiro seria muito importante nesse seu crescimento. O outro lado dessa campanha também provoca medo e tem seus podres, mas pouca coisa apavora tanto quanto o fundamentalismo religioso.

Resumindo: O povo do Rio de Janeiro ta fu..ta fundamentalmente entre a cruz e a caldeirinha, numa sinuca de bico. Povo, aliás, que é esquisito porque ao mesmo tempo em que deu votação maciça a Marcelo Freixo deu a Jair Bolsonaro.

Povo de cabresto que trata o local que mora como capitania hereditária elegendo filhos, irmãos e parentes em geral de políticos. Um coronelismo de frente pro mar e com vista privilegiada.

Mas as eleições de 2014 tiveram seus bons momentos como a derrocada final de Cesar Maia e isso abriu margem a dois nomes que surgiram muito bem esse ano.
Um é o professor Tarcísio Motta, candidato a governador pelo PSOL. Começou com seus 1, 2% tradicionais de candidatos nanicos e começou a sobressair nos debates. Nas últimas semanas ganhou foco com fotos suas caindo em rede sociais curtindo carnaval. O que poderia ser jogado contra contou a favor e no fim Tarcisio quase venceu o PT. 

O outro é um gigante de 1,68.

Romário se candidatou a deputado federal em 2010 com muitos torcendo o nariz achando que era mais uma celebridade oportunista tentando um empreguinho fácil.

Mas o baixinho surpreendeu. Foi voz forte no congresso, apresentou propostas, enfrentou poderosos e teve mais de 60% dos votos para o senado humilhando o outrora poderoso Cesar Maia.

Detalhe. Ninguém dessa vez votou no ex-jogador de futebol e sim no deputado de grande trabalho.

Romário, para mim, hoje é o político mais forte do Rio de Janeiro e seria favorito a prefeitura de nossa cidade em 2016 (ele disse que não quer). Vocês podem dizer “Romário? Ta de sacanagem?” eu respondo com outra pergunta “Quem então?”.

Marcelo Freixo? Vamos ver se o PSOL tem cacife pra isso.

Enquanto isso vamos rezar para que o governador eleito faça uma boa administração. Que Deus não se esqueça que não temos apenas evangélicos no estado ou que a gente não tome um pezão na bunda.  

Deus...taí, ele que fez do Rio de Janeiro o local mais bonito do mundo.

Eu votaria nele. 

SOBE O SOM: JINGLES POLÍTICOS





Hoje era pra ser a homenagem a Stevie Wonder. Mas devido a importância da semana, com o Brasil escolhendo presidente da República, decidi relembrar jingles políticos que marcaram gerações e nosso país.   

A homenagem fica para daqui duas semanas. Hoje vamos matar a saudades.

Então vamos lá!!

Sobe o som jingles políticos!!


Lula 1989 (Presidente)


Collor 1989 (Presidente)


Lula 2002 (Presidente)



Lula 2006 (Presidente)


Dilma 2014 (Presidente)


Aécio 2014 (Presidente)


Brizola 1989 (Presidente)


Brizola 2000 (Prefeito RJ)


Afif 1989 (Presidente)


Ulysses 1989 (Presidente)


Silvio Santos 1989 (Presidente)


Covas 1989 (Presidente)


Covas 1998 (Governador SP)


Afonso Camargo 1989 (Presidente)

Maluf 1990 (Governador SP)


Maluf 1992 (Prefeito SP)


Garotinho 1998 (Governador RJ)


Getúlio Vargas 1950 (Presidente)


Jânio Quadros 1960 (Presidente)


Bem. Aí estão alguns dos jingles que fizeram a história da política brasileira. Semana que vem a “Sobe o som” volta com os sambas de enredo do grupo especial do Rio de Janeiro 2015.


Enquanto isso pergunto como poderei viver sem a tua companhia. 


ARQUIVO:

SOBE O SOM 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

AMOR: CAPÍTULO I - A PRAIA


Hoje o blog apresenta mais um livro que escrevi. "Amor" é baseado numa história que escrevi no começo dos anos 90 e resolvi em 2014 transformar em livro.

O livro conta a história de um caso de amor que todos nós sonhamos passar um dia. Seus capítulos serão publicados quinzenalmente revezando com o "Trocando em versos".

Segue o primeiro capítulo.



A PRAIA


To cansado, Rio de Janeiro faz calor como em todo o ano, mas é verão e nessa estação evidente que piora, é um Sol para cada um.

Parei o carro e andei até o calçadão de Copacabana. Terno e gravata, suando, sento em um banco e observo as pessoas na praia. Algumas tomam banho de Sol, outras se divertem na água, jogam bola, frescobol, usam a ciclovia, tomam água de coco, namoram, vivem.

Tempo que não sei o que é isso. Viver. 

Eu estou ali, mas não estou. Pareço em um universo paralelo. Sabe amigo, a vida não anda fácil para mim. To cansado, rosto sofrido, andar meio curvado e volta e meia pergunto a Deus se Ele realmente gosta de mim, se não me abandonou.

Não, Ele não me abandonou, não posso me queixar. Deus me deu uma vida bacana, uma trajetória que me orgulho. Não sou rico, longe disso, mas tudo que conquistei foi com suor do meu rosto. Não sou perfeito. Sou falho, fraco, muitas vezes errei com pessoas que eu amo, mas sou do bem. Isso Ele sabe e vocês também irão saber.

Tive perdas, mas tive ganhos. Ah meu amigo, que ganhos!! Sou um cara intenso, vivo tudo com intensidade. A amizade, a família, o amor..

Sim, eu sou todo amor, todo feito de amor e respiro amor, vivo amor, meus poros exalam amor. Pelo amor me jogo do precipício, enfrento chamas, me dilacero, tenho meus sentimentos rasgados, esquartejados e gosto, vibro, porque preciso disso pra viver.

O amor me deu tudo, mas também me tirou. Não me arrependo. Viveria tudo de novo mil anos, mil vezes e com mil mulheres.

Desde que as mil mulheres fossem ela.

Ela...

Estou aqui sentado olhando a areia, me lembrando da vida, tudo que vivi, nem parece que tenho apenas vinte e cinco anos. E pensar que tenho uma vida inteira pela frente. Vale a pena?

Na areia vejo meu filho Gabriel, ele tem cinco anos. Faz castelinho de areia com a babá e se diverte alheio ao mundo e a tudo que lhe envolve, são tantas coisas..

A babá me vê olhar para eles e me mostra para Gabriel dizendo “Olha é papai”. Gabriel sorri e diz “Papai!!”. Ela o pega pela mão e começam a caminhar na areia em minha direção. Eu sentado dou um sorriso tímido, triste.

Gabriel. Tenho que pensar em você.

Deixe-me apresentar. Meu nome é Antonio e a partir da próxima página vocês conhecerão minha história.

Mas se pudesse resumir para vocês resumiria tudo em uma palavra.

AMOR. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CIEBLOG: SUPERMAN




Hoje o Cineblog fala do meu super herói preferido em um filme que marcou a minha infância.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


SUPERMAN


Superman, também conhecido como Superman - The Movie (no Brasil, Super-Homem; em Portugal, Super-Homem - O Filme) é um filme americano de 1978, baseado na história do herói da DC Comics, Superman

O filme foi uma superprodução e foi dirigido por Richard Donner e no elenco estão Christopher Reeve como Superman e também Gene Hackman, Margot Kidder, Marlon Brando, Glenn Ford, Phyllis Thaxter, Jackie Cooper, Marc McClure, Valerie Perrine e Ned Beatty. O filme aborda a origem de Superman, da infância como Kal-El de Krypton e sua criação em Smallville

Disfarçado como repórter Clark Kent, ele adota um comportamento humilde e tolo em Metropolis, New York. Além disso, nutre um romance com Lois Lane e enfrenta o vilão, Lex Luthor.

A ideia de se fazer um filme de Superman, surgiu em 1973 pela produtora Ilya Salkind. Vários diretores, como Guy Hamilton e roteiristas (Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton) estavam comprometidos com o projeto, antes do diretor Richard Donner ser contratado para a direção. Donner trouxe junto Tom Mankiewicz, para reescrever o roteiro, pois o original estava fraco e então, Mankiewicz acabou sendo creditado como consultor criativo. Foi decidido o trabalho de Donner para este filme e para a sua sequência.

O trabalho de fotografia começou em Março de 1977 e terminou em Outubro de 1978. Conflitos e tensões surgiram entre Donner e os produtores, acabando em sua demissão, a decisão em não filmar mais Superman II e o término rápido em fazer o primeiro filme. Donner tinha filmado quase 80% do segundo filme, dando a ideia em criar 28 anos depois a sua versão original e alternativa: Superman II - The Richard Donner Cut.  

Superman-The Movie na sua estreia, recebeu aclamadas críticas e um grande sucesso de bilheteria. Venceu o Oscar de 1978 pelo filme com melhores efeitos visuais.


SINOPSE


O filme começa mostrando a destruição do planeta Krypton. Proibido de abandonar o planeta moribundo, Jor-El, o pai do bebê Kal-El, envia seu filho a um mundo distante chamado Terra, no qual ele poderá sobreviver ao fim de sua raça e onde terá superpoderes. O início do filme também mostra a condenação do General Zod e de seus asseclas, fato que determinará o segundo filme da série.

Chegando à Terra, Kal-El é adotado por Johnatan Kent e sua esposa, Martha Kent, que o criam sem revelar seus superpoderes. Ao completar a maioridade, o agora chamado Clark Kent perde seu pai, vítima de um infarto e decide partir em busca de sua origem. Guiado por cristais luminosos que encontrou na nave que o trouxe para a Terra, ele chega ao Ártico, onde um dos cristais é lançado no gelo e constrói a Fortaleza da Solidão.

Na fortaleza, Clark encontra um holograma com a memória e a personalidade de seu pai biológico, gerado por um computador. Ao lado desse simulacro, ele descobre sua origem e sua natureza. Após anos de preparação, ele está pronto para retornar à civilização e ajudar a Humanidade

Estabelecendo-se na cidade de Metrópolis, ele se emprega como jornalista no Planeta Diário e conhece aquela que será sua eterna paixão: Lois Lane. Conhece também outros personagens clássicos dos quadrinhos como Jimmy Olsen e Lex Luthor, este após já ter se apresentado ao mundo uniformizado e ser conhecido como o Super-Homem.

Luthor revela ao Super-Homem que lançará mísseis nucleares para separar o Estado da Califórnia do resto dos Estados Unidos. Lançando-se como um bólido, Super-Homem consegue desviar um dos mísseis para o espaço, mas o outro atinge o solo e causa grande destruição. Em uma série de atitudes heroicas Super-Homem consegue salvar muitas vidas e conter os danos da explosão, mas não consegue salvar Lois da morte, soterrada em seu carro.

Inconformado, Super-Homem ignora o aviso de seu pai sobre não interferir na história humana e voa ao redor da Terra à supervelocidade, o que força o planeta a girar em sentido inverso e faz o tempo voltar até antes do soterramento do carro de Lois, que está salva.

Finalmente, Super-Homem entrega Luthor e seus comparsas às autoridades e o filme se encerra com uma imagem do Homem de Aço voando em órbita da Terra ao som da música de John Williams e com o segundo filme já anunciado.

ELENCO


Christopher Reeve  Kal-El/ Clark Kent/ Superman

Gene Hackman  Lex Luthor

Margot Kidder  Lois Lane

Marlon Brando Jor El

Glenn Ford Jonathan Kent


PRINCIPAIS PRÊMIOS E INDICAÇÕES


Oscar 1979 (EUA)
  • Recebeu o Oscar de melhores efeitos visuais.
  • Recebeu três indicações, nas categorias de melhor som, melhor trilha sonora e melhor edição.
Globo de Ouro 1979 (EUA)
  • Recebeu uma indicação, na categoria de melhor trilha sonora.
Grammy 1980 (EUA)
  • Venceu na categoria de melhor trilha sonora de filme.
BAFTA
  • Venceu na categoria de ator protagonista mais promissor (Christopher Reeve).
  • Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor som e melhor ator coadjuvante (Gene Hackman).
O estúdio da dublagem Brasileira foi Herbert Richers, feita para Vídeo e para o SBT.


Cineblog volta semana que vem com Titanic.


ARQUIVO:

GUERRA NAS ESTRELAS