sábado, 30 de abril de 2016

TROCANDO EM VERSOS: TRIBUTO A UM DESCONHECIDO



Vejo a rua está deserta
A cidade ainda desperta
Mas já vejo pais de família a trabalhar

Vejo crianças com fome
E o nosso dinheiro some
Eu não sei onde esse mundo vai parar

Não sou burro, não sou gênio
Não sou ninguém a se temer
Apenas sou um cidadão honesto
Que luta e sonha em vencer

Quem pode, quem pode julgar alguém 
Quem pode, quem pode só fazer o bem
Quem pode achar que não é ninguém
Quem pode rezar e não dizer amém

Vejo o Sol, vejo a Lua
Vejo você toda nua
Vejo a esperança do homem retornar

Vejo a flor nascer no campo
Vejo a mulher em pranto
Sabendo que seu amor não vai voltar

Não sou burro, não sou gênio
Não sou ninguém a se temer
Apenas sou um cidadão honesto
Que luta e sonha em vencer

Quem pode, quem pode julgar alguém 
Quem pode, quem pode só fazer o bem
Quem pode achar que não é ninguém
Quem pode rezar e não dizer amém

Eu sou velho, eu sou menino
Apenas sigo o meu destino
E o pior que eu nem tenho onde morar

Soldados vão pra luta armada
E eu perco a minha amada
To tão triste, com vontade de chorar

Não sou burro, não sou gênio
Não sou ninguém a se temer
Apenas sou um cidadão honesto
Que luta e sonha em vencer

Quem pode, quem pode julgar alguém 
Quem pode, quem pode só fazer o bem
Quem pode achar que não é ninguém
Quem pode rezar e não dizer amém


TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

BRASIL

sexta-feira, 29 de abril de 2016

SOBE O SOM: SKANK


Skank é uma banda brasileira de rock alternativo formada em março de 1991 em Belo Horizonte no estado de Minas Gerais. A banda já vendeu mais de 6 milhões de discos entre CDs e DVDs.

Em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto do reggae, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). Em 1991, o Pouso Alto conseguiu um show na casa de concertos Aeroanta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show. Antes da apresentação, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley, "Easy Skanking" ("Skunk" é o nome de uma variação da cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha).

 A banda fez sua estréia em 5 de junho de 1991, e devido a final do Campeonato Brasileiro no mesmo dia, o público pagante foi 37 pessoas. Entre os presentes estavam Charles Gavin e André Jung, ex-bateristas dos Titãs e do Ira!. Após o show, a banda gostou da performance e resolveu continuar junta. Começou a tocar regularmente na churrascaria belo-horizontina Mister Beef, bem como as casas noturmas Janis, Maxaluna e L'Apogée. A proposta musical era transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição pop brasileira. O primeiro álbum, Skank, foi lançado de forma independente, em 1992.

Então vamos lá!!

Sobe o som Skank!!


Garota nacional


Pacato Cidadão

Esquecimento


Sutilmente


Vamos fugir


Acima do Sol


Dois rios


Resposta


Te ver


Tão seu


Ainda gosto dela - Com Negra Li


Balada do amor inabalável


Vou deixar


Jackie Tequila


Tanto


Indignação


É proibido fumar


Saideira


Bem. Aí está um pouco dessa grande banda da música nacional. Semana que vem tem dois artistas que deixaram saudades recentemente. Prince & David Bowie.


Enquanto isso vamos torcer.


SOBE O SOM ANTERIOR:

ANOS DOURADOS

quinta-feira, 28 de abril de 2016

CINEBLOG: PERDIDOS NA NOITE


Cineblog fala hoje de um filme cultuado dos anos 60.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Perdidos na noite



Midnight Cowboy (br: Perdidos na noite / pt: O Cowboy da Meia-noite) é um filme estadunidense de 1969, do gênero drama, dirigido por John Schlesinger e com roteiro baseado em obra de James Leo Herlihy.

Em 1994 o filme foi relançado numa edição especial remasterizada, que incluiu também um pequeno documentário e os trailers do mesmo. O lançamento aconteceu por ocasião do aniversário de 25 anos de lançamento do filme.


Sinopse



Joe Buck é um simplório jovem texano, que decide abandonar seu passado conturbado e se muda para Nova Iorque, onde tentará ganhar a vida como garoto de programa para mulheres ricas. Mas sua excessiva ingenuidade o impedirá de ganhar dinheiro se prostituindo. Em uma de suas caminhadas, encontra Rizzo, um aleijado que sobrevive de pequenos golpes e furtos e com quem terá um laço de amizade.


Elenco



Dustin Hoffman .... Enrico Salvatore Rizzo ('Ratso')
Jon Voight .... Joe Buck
Sylvia Miles .... Cass
Brenda Vaccaro .... Shirley
John McGiver .... sr. O'Daniel
Barnard Hughes .... Towny
Ruth White .... Sally Buck
Jennifer Salt .... Annie
Gilman Rankin .... Woodsy Niles
Gary Owens .... Joe criança Joe
T. Tom Marlow .... Joe criança
George Eppersen .... Ralph
Al Scott .... gerente da cafeteria
Linda Davis .... mãe no ônibus


Trilha sonora



Everybody's Talkin - Fred Neil (Música tema).
A Famous Myth - Jeffrey Comanor.
Tears and Joy - Jeffrey Comanor.
Joe Buck Rides Again - John Barry.
Midnight Cowboy - John Barry.
Fun City - John Barry.
Florida Fantasy - John Barry.
Science Fiction - John Barry.
He Quit Me - Warren Zevon.
Jungle Gym at the Zoo - Wes Farrell for Buddah Records.
Old Man Willow - Wes Farrell for Buddah Records.


Principais prêmios e indicações



Óscar 1970 (Estados Unidos)

Venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.
Indicado nas categorias de melhor ator (Jon Voight e Dustin Hoffman), melhor edição e melhor atriz coadjuvante (Sylvia Miles).

Globo de Ouro 1970 (Estados Unidos)

Venceu na categoria de melhor revelação masculina (Jon Voight).
Indicado nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor ator - drama (Dustin Hoffman e Jon Voight), melhor atriz coadjuvante (Brenda Vaccaro) e melhor roteiro.

Festival de Berlim 1969 (Alemanha)

Ganhou o Prêmio OCIC.
Foi indicado ao Urso de Ouro.

BAFTA 1970 (Reino Unido)

Venceu nas categorias de melhor ator (Dustin Hoffman), melhor diretor, melhor filme, melhor edição, melhor roteiro e melhor revelação (Jon Voight).

Prêmio Bodil 1969 (Dinamarca)

Venceu na categoria de melhor filme não-europeu.

Prêmio David di Donatello 1970 (Itália)

Venceu nas categorias de melhor diretor estrangeiro e melhor ator estrangeiro (Dustin Hoffman).

Prêmio NYFCC 1969 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)

Venceu na categoria de melhor ator (Jon Voight)

GRAMMY Awards 1969 (N.A.R.A.S., Estados Unidos)

Venceu na categoria de melhor performance de vocalista masculino contemporâneo (Harry Nilsson) com a canção original de Fred Neil, Everybody's Talkin' , utilizada na trilha sonora do filme.


Curiosidades



Dustin Hoffman usou pedras nos sapatos durante toda filmagem para que seu personagem, que era manco, ficasse convincente em todas as cenas.

A participação da atriz Sylvia Miles é uma das mais curtas a ser indicada ao Oscar; ela apareceu em cena por apenas seis minutos.

O papel de "Ratso" foi oferecido a Robert Blake, mas ele não aceitou.

Warren Beatty estava muito interessado em interpretar o personagem "Joe Buck", mas o diretor John Schleisinger achou que ele era muito famoso para convencer no papel de ingênuo.

Foi o único filme classificado como "X" nos Estados Unidos à vencer o Oscar de melhor filme.

A cena do táxi é realmente um taxi real que iria se chocar com Dustin Hoffman, e quando ele reclama por isso é tudo improviso.


Semana que vem Cineblog volta com o grande ídolo Jerry Lewis e seu Professor Aloprado


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CINEMA PARADISO

quarta-feira, 27 de abril de 2016

AS OLIMPÍADAS ESQUECIDAS


Faltam cem dias apenas para as Olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta. Evento que reúne os maiores atletas do mundo nas mais diversas modalidades em uma única cidade. Esse evento pela primeira vez ocorrerá em nossa cidade, no Rio de Janeiro. Cem dias, apenas cem dias.

E a impressão que dá é que não ocorrerá nada.

Temos que dar um desconto porque com a Copa do Mundo foi a mesma coisa. Alguns meses antes pouco se falava no evento e chegou na hora ele tomou conta do país. Mas para mim tem alguns fatores que diferenciam.

Primeiro que Copa do Mundo é vista de modo diferente de Olimpíadas para o brasileiro. Copa do Mundo envolve uma das maiores, não sei se ainda é, paixões do brasileiro que é a seleção. Para o torcedor de futebol normal mais importante que sediar a Copa era ganhar o hexa e maior oportunidade que conquistar esse hexa em casa não existia. Pela seleção não passar confiança e se basear muito apenas em um craque, Neymar, talvez as pessoas estivessem ressabiadas.

O torcedor que não é tão aficionado e não tão apaixonado simplesmente pela seleção o evento era convidativo. Vi muitos planejarem viagens para ver seleções. Mas nem todo mundo tinha condições de ver um jogo da Copa pelo preço salgado dos ingressos.  

A outra questão é a óbvia. Nem todo mundo gosta de futebol.

Por tudo isso eu esperava um clima "mais quente" para as Olimpíadas, até porque a escolha do Rio foi apoteótica, foi uma grande festa e deu orgulho imenso em todos nós. Orgulho de ser brasileiro.

É, talvez aí esteja o problema.

O Brasil de 2009 era melhor que o de 2016. O governo Lula passava por um bom momento, a economia ia bem e existia muita esperança com nosso futuro. Em 2016 hoje vivemos uma grave crise política e institucional, corrupção a torto e a direito, Manchetes negativas pelo mundo, economia em frangalhos e descrença do povo.

O que mais exemplifica a situação do país hoje é que existem grandes chances de termos dois presidentes nas Olimpíadas. A afastada Dilma e o em exercício Temer. Isso se o Temer não cair até lá, isso se o Cunha não cair até lá, isso se o Brasil existir até lá.

São muitas notícias ruins. O Brasil, que era para viver o ano de maior euforia em décadas, vive o ano de mais baixo astral desde a redemocratização. O medo venceu a esperança, o ódio e a intolerância de parte a parte se propaga na velocidade de um cuspe e não há motivos para festa.

Ainda mais se vermos que o tão decantado legado da Copa não existiu. Temos a sensação que muitos enriqueceram com o evento e nem o Brasil nem seu futebol melhorara. Existe o mesmo medo em relação as Olimpíadas e o pavor de acordarmos em 2017 e perceber que tivemos dos dois maiores eventos da Terra e perdemos a maior oportunidade em 516 de mudar esse país.

O carioca é quem sente mais isso na pele. Eu como carioca posso dizer que a sensação hoje é que o Rio está pior que em 2009. As UPAs estão fechando, as UPPs não mostram mais a certeza de antes de ser a melhor opção de segurança, a própria segurança em si se não piorou em números piorou em sensação. professores e servidores do estado em geral não recebem salários, as inundações e enchentes permanecem e até pioraram mesmo com tantas obras. Para deprimir tudo de vez ocorreu esse desastre com a ciclovia.

Tudo em tempos de dengue, zika, Baía de Guanabara que não foi despoluída e a pior das doenças. Jair Bolsonaro.

Fica a esperança que quando as obras que transformaram o Rio de Janeiro em um inferno melhorem a cidade ao serem concluídas. Terão que ser concluídas porque só assim o candidato do prefeito tem alguma chance de ser eleito. A o visual do centro já melhorou, o museu do Amanhã é um ponto positivo, a revitalização da área portuária também.

Sou um defensor do BRT, só posso falar pela minha vida e ela melhorou muito com ele. Outros sistemas de transportes serão inaugurados e espero sinceramente, contando os minutos, pelo fim das obras que todo esse transporte novo envolve e que transformou o Rio de Janeiro em um dos piores trânsitos do mundo, para ver se tantos engarrafamentos e mau humor valeram a pena.

Acho que próximo dos jogos o clima vai acender com a força da tocha olímpica. Hoje vi uma chamada da Globo falando do Rafael Nadal, que ele estará aqui e me animou. Não sou fã do Nadal, mas imaginem mais de 100, 200 grandes atletas, aqui nas nossas ruas?

Ao contrário da Copa as Olimpíadas são mais democráticas, tem disputas até gratuitas. Ao contrário da Copa não existe o pachequismo pela seleção. O Brasil não é uma potência olímpica então não se exige dele o que se exige da seleção. Por não sermos uma potência provavelmente será o melhor desempenho brasileiro da história e esportivamente será celebrado.

Mas que o sucesso esportivo e provavelmente as boas recordações que os turistas levarão daqui, sabemos receber muito bem, não joguem para debaixo do tapete nossas sujeiras do dia a dia.

E exista realmente o tal legado.


Merecemos essa medalha de ouro.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

UMA ILHA COM BAIXA AUTO ESTIMA


Estava fazendo uma análise sobre minha vida. Dessa mais recente de 2013 para cá.

De dezembro de 2013 até o dia atual se passaram vinte e oito meses. Nesses vinte e oito meses sete peças minhas foram apresentadas em quatro estados brasileiros, três regiões do Brasil, sete cidades diferente. As sete peças renderam vinte e oito apresentações. Média de uma por mês. Não são muitos os autores brasileiros atuais que conseguem isso.

Dessas vinte e oito nove em São Paulo, quatro em Ribeirão Preto, cidade que eu nunca tinha passado nem perto na vida, três em Salvador, cidade que nunca fui.

Três na Ilha do Governador, o meu bairro, local que moro desde que eu nasci.

Eu fui duas vezes a Ribeirão Preto com tudo pago, sem gastar um real e tendo hospedagem, transporte e alimentação pagas pela companhia local. Fui ovacionado por um teatro Municipal cheio e ainda respondi perguntas da plateia e dos atores no fim. Geralmente minhas peças são assim o que mostra que ruim não sou. Aqui na Ilha é um parto conseguir apresentar. Dessas três apresentações uma eu tive que trazer companhia de teatro de São Paulo para se apresentar em um local sem camarim, coxia ou ventilação e sem poder pagar ingresso, uma foi leitura de uma peça e a terceira agora no Teatro Óperon.

Apresentação que seria o início de uma temporada, da temporada de reabertura do teatro. Que nos acarretou gasto, trabalho de mídia e depois de uma muito bem sucedida primeira apresentação foi sumariamente interrompida por dois motivos.

O problema das ocupações de alunos em colégios estaduais foi o primeiro. Estão com medo que ocupem o Tia Lavor, colégio onde fica o teatro. Se eles quisessem ocupar não precisavam de uma peça de teatro, eles estão de segunda a sexta dentro da escola para estudar. Era só não saírem.

O outro motivo foi cobramos ingresso. Isso mesmo, cobramos ingresso.

Será que pensam que cultura é filantropia? Que artista trabalha de graça? Eles não cobram por seus trabalhos? Será que acharam que gastamos ajeitando a eletricidade do teatro, colocando cortina, luz, som, figurinos, cenários, banners, ingressos porque gostamos de gastar e vivemos de vento?

Essa é a mentalidade da Ilha do Governador. Nem é por falta de espaço, existem dois teatros aqui. O Lemos Cunha, que tem mofo, abafado e mesmo assim cobravam cinco mil reais por seu aluguel sendo que teatros como o Miguel Falabella no Norte Shopping, o principal da Zona Norte do Rio cobra oitocentos nas terças. Agora nem cobram mais cinco mil porque o teatro está fechado. O outro é o Óperon. Em condições de ser usado, mas que está fechado porque não sabiam que artista cobra.

A gente sempre vem batendo no problema cultural da Ilha do Governador, mas não é só isso. Não é a cultura da Ilha que é um problema. É a Ilha do Governador totalmente.

A Ilha é um bairro de mais de trezentos mil habitantes, onde fica o aeroporto que liga a cidade ao mundo, tem Petrobras, tem estaleiro Eisa, empresas, comércio, shopping, colada a Linha Vermelha, a Avenida Brasil e mesmo assim não tem representatividade nenhuma.

Poucos são os artistas que saíram daqui, poucas são as pessoas que tem algum tipo de representatividade e importância nacional e nasceram na Ilha. O insulano é acomodado, acha que está tudo sempre bem desde que possa ir na União da Ilha, no Iate Clube Jardim Guanabara, na Boate Provisório ou na roda se samba do Bar Provisório.

Um bairro com baixa auto estima.

Sim, baixa auto estima porque nada de relevante acontece aqui e o insulano não se interessa para que ocorra, ele não se impõe, não levanta a cabeça para mostrar a importância que sim poderia ter por seu tamanho e geografia. Os políticos da Ilha são inexpressivos. Não temos nenhum deputado federal, estadual foi cassada e vereadores são de baixo clero. Passam dentro do bairro imagem de importantes e lá na Câmara passam desapercebidos.

A Ilha não tem representatividade e por não ter representatividade nada acontece aqui. Vira a última das opções da cidade que prioriza outros locais. Enquanto vários bairros já tem Arenas culturais a Ilha mal tem uma Lona que está toda arrebentada e não terá tão cedo pela falta de relevância política.

Vereador ou candidato a vereador aqui só quer saber de patrocinar camisas de parcerias de samba enredo (O samba da Ilha em relação ao resto da cidade hoje também é inexpressivo), botar carros de som em ensaios de rua ou festas de vitória ou dar diploma de moção de aplausos para alguma entidade. Acham que só revitalizar orla é o suficiente para ser bom gestor.

Insulano acha que pela Ilha ser um dos bairros mais calmos da cidade é privilegiado, mas esquece que aqui é mais calmo (E mesmo assim já foi bem mais) porque tem um grupo que está acima da média do bairro em inteligência, organização e profissionalismo. O Tráfico de drogas.

O tráfico que não deixa ter confusão aqui, que não haja homicídios, assaltos do nível do resto da cidade, sequestros ou crimes hediondos. Porque o comércio de drogas no Dendê é um dos mais lucrativos do Rio e não interessa a eles chamar atenção da polícia ou do estado para que tenha um policiamento reforçado ou UPP. É isso, não tem muitos crimes na Ilha porque os criminosos protegem a Ilha.

Criminoso como fechamento da UPA provocando superlotação no Evandro Freire e o péssimo serviço de transportes que temos. É mais fácil depois de meia noite você ver uma freira trabalhando no Peixão (Famoso prostíbulo do bairro) que ônibus da Viação Paranapuã.

Essa é a Ilha do Governador, o bairro que eu amo e que moro. Pretendo morar aqui pelo resto da minha vida, mas queria muito que nesse tempo restante o bairro melhorasse.

Para isso tem que deixar de ser uma ilha econômica, política, social e cultural.

Ou então se separar de vez.


Quem sabe aí não está a solução?


quinta-feira, 21 de abril de 2016

SOBE O SOM: ANOS DOURADOS


Anos Dourados é uma mini-telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 5 e 30 de maio de 1986, em 20 capítulos, às 22h30 sendo escrita por Gilberto Braga e dirigida por Roberto Talma.

Foi reapresentada na íntegra, pela Rede Globo, entre 5 de outubro e 5 de novembro de 1988, e em uma versão compacta de 10 capítulos no Festival 25 anos, entre 6 e 17 de Agosto de 1990. Foi reapresentada no quadro 'Novelão', do programa Vídeo Show, entre 7 e 11 de Abril de 2014, em 10 capítulos. Foi reapresentada novamente, agora em formato de longa-metragem, finalizando o festival Luz, Câmera, 50 Anos.

Em Portugal, a minissérie foi exibida pela RTP1 em horário nobre, aproximadamente às 20 e 15, desde quinta-feira, dia 4 de Agosto, até quarta-feira, dia 31 de Agosto de 1988, em substituição à telenovela «Roque Santeiro», que em Portugal foi um sucesso enorme, chegando a fazer parar o país. Quando a exibição da minissérie terminou, de imediato foi substituída pela 4ª temporada da série «Duarte e C.a», que foi exibida pela 1ª vez em formato diário, com grande sucesso. Foi reexibida pelo Canal Viva de 29 de abril a 24 de maio de 2013.

Em comemoração aos trinta anos da minissérie vamos lá!!


Sobe o som Anos Dourados!!


Abertura


When I fall in love - Nat King Cole


Franqueza - Maysa


Tu me acostumbraste - Roberto Yanes


Por causa de você - Dolores Duran


I apologize - Billy Eckstyne


Patricia - Perez Prado


All of you - Ella Fitzgerald


Alguém como tu - Dick Farney


What a difference a day makes - Dinah Washington


Accarezzame - Teddy Renno


As praias desertas - Elizeth Cardoso


Smoke gets in your eyes - The platters


Mon manège a moi - Edith Piaf


Bem. Aí está a trilha sonora de uma minissérie que marcou época e os corações de todo mundo que viveu os anos 80. Semana que vem tem música, tem futebol, tem Skank.


Enquanto isso pegue na minha mão e vamos dançar coladinhos..


SOBE O SOM ANTERIOR:

CASSINO DO CHACRINHA

quarta-feira, 20 de abril de 2016

CINEBLOG: CINEMA PARADISO


Cineblog fala hoje de um dos filmes mais lindos da história do cinema. Cativante, comovente, engraçado,emocionante, um filme para todas as idades, com uma dos finais mais belos já feitos e para recordar eternamente. Como um beijo de cinema.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Cinema Paradiso



Nuovo Cinema Paradiso (no Brasil e em Portugal, Cinema Paradiso) é um filme italiano de 1988 escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore.


Sinopse



Salvatore Di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, depois que terminava a missa (ele era coroinha). No começo, ele costumava espreitar as projeções através das cortinas do cinema, que o padre via primeiro para censurar as imagens que possuíam beijos, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema.

Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo. Ao final, o Novo Cinema Paradiso, já abandonado, acaba demolido pela prefeitura para construir um estacionamento. Voltando para Roma Totó assiste a uma fita com todas as imagens de beijo que o padre da cidade havia censurado.


Elenco



Philippe Noiret .... Alfredo
Jacques Perrin .... Salvatore (adulto)
Salvatore Cascio .... Salvatore (criança)
Marco Leonardi .... Salvatore (adolescente)
Agnese Nano .... Elena (adolescente)
Leopoldo Trieste .... Padre Adelfio
Enzo Cannavale .... Spaccafico
Isa Danieli .... Anna
Leo Gullotta .... Usher
Pupella Maggio .... Maria (idosa)
Roberta Lina .... Lia


Principais prêmios e indicações



Oscar 1990 (EUA)

Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Globo de Ouro 1990 (EUA)

Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Festival de Cannes 1989 (França)

Recebeu o Grande Prêmio do Júri.

Indicado à Palma de Ouro.

Prêmio César 1990 (França)

Ganhou o prêmio de Melhor Poster
.
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Academia Japonesa de Cinema 1991 (Japão)

Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1989 (Itália)

Venceu na categoria de Melhor Música (Ennio Morricone).

BAFTA 1991 (Reino Unido)

Venceu nas categorias de Melhor Ator (Philippe Noiret), Melhor Ator Coadjuvante (Salvatore Cascio), Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Original.

Indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte.


Cineblog fala semana que vem do clássico "Perdidos na noite".


CINEBLOG ANTERIOR:

CONTA COMIGO

segunda-feira, 18 de abril de 2016

TROCANDO EM VERSOS: BRASIL


Trocando em versos hoje terá uma letra que, infelizmente, não é minha, mas acho adequada ao momento.


Muito teria a falar hoje sobre o principal assunto do final de semana, mas nada que eu dissesse falaria tão bem quanto diz a letra dessa música que para mim é o verdadeiro hino nacional brasileiro.

Mostra a tua cara!!



BRASIL
(Cazuza / George Israel / Nilo Romero)


Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam a garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é meu fim?
Ver Tv a cores na taba de um índio
Programada pra só dizer sim

Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante eu vou te trair
Não, não vou te trair

Brasil, mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim


TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

O TEU BEIJA-FLOR

quinta-feira, 14 de abril de 2016

SOBE O SOM: CASSINO DO CHACRINHA


No ano do centenário do maior comunicador desse país o "Sobe o som" faz homenagem ao seu lendário programa de auditório.

Cassino do Chacrinha foi um programa de auditório da televisão brasileira apresentado por Abelardo "Chacrinha" Barbosa na Rede Globo.O programa Cassino do Chacrinha estreou na Rede Globo no dia 6 de março de 1982. Em 1987, o apresentador comemorou seus 70 anos no programa. Já doente, Chacrinha chegou a ser substituído, a partir de 11 de junho de 1988, pelo humorista João Kléber. O último Cassino do Chacrinha foi levado ao ar no dia 2 de julho de 1988. O "Velho Guerreiro", como também ficou conhecido, morreu em 30 de junho de 1988, vitimado por um câncer de pulmão.

Foi também um dos mais populares programas da televisão brasileira, que fez grande sucesso nas tardes de sábado. Era um programa de auditório que apresentava atrações musicais e show de calouros.

Então vamos lá!!

Sobe o som Cassino do Chacrinha!!


Maria Sapatão - Chacrinha


Te cuida meu bem - Patricia Marx


Ioiô - Trem da alegria


Exagerado - Cazuza

Ajayô - Luiz Caldas


Beat acelerado - Metrô


Minha estranha loucura - Alcione


London, London - RPM


Viagem ao fundo do ego - Egotrip


Independência - Capital Inicial


Cowboy fora da lei - Raul Seixas


Desejos e delírios - Fabio Jr


Revanche - Lobão


Não diga adeus - Gilliard


Deslizes - Fagner


O amor e o poder - Rosana


Tempo perdido- Legião Urbana


É só chamar que eu vou - Placa luminosa


Conquistador barato - Léo Jaime


Como uma onda - Lulu Santos


Cama e mesa - Roberto Carlos


Bota camisinha - Chacrinha


Bem. Aí está um pouco desse programa que entrou pra história do Brasil. Semana que vem vamos relembrar a trilha sonora de uma minissérie que também fez história e completa trinta anos em 2016. Anos Dourados.


Enquanto isso..Oh Teresinha, oh Teresinhaaaa


SOBE O SOM ANTERIOR:

GLENN MILER & JOHN WILLIAMS

quarta-feira, 13 de abril de 2016

CINEBLOG: CONTA COMIGO


Cineblog conta hoje a história de um filme que marcou a geração dos anos 80. Que fala principalmente de amizade. Esse sem dúvidas está entre meus preferidos.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Conta comigo



Conta comigo (Stand by Me) é um filme americano de 1986, do gênero drama, dirigido por Rob Reiner. O título vem de uma música com o mesmo nome de Ben E. King (que toca durante os créditos finais) e é baseado no conto The Body (no Brasil, "O Outono da Inocência - O Corpo", presente na coletânea "As Quatro Estações"), de Stephen King.


Sinopse



Gordie Lachance é um escritor que recorda de um acontecimento pessoal no verão de 1959, quando tinha doze anos. Vivia numa pequena cidade do estado americano do Oregon e possuía três amigos que em certo dia saem juntos em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na mata há mais de três dias. O que eles não imaginavam é que esta aventura se transformaria em uma jornada de auto-descoberta, que os marcaria para sempre.

Elenco



Ator                                    Papel
Wil Wheaton            Gordie Lachance
River Phoenix             Chris Chambers
Corey Feldman             Teddy Duchamp
Jerry O'Connell             Vern Tessio
Kiefer Sutherland     Ace Merrill
Casey Siemaszko     Billy Tessio
Gary Riley           Charlie Hogan
Bradley Gregg           Eyeball Chambers
Jason Oliver             Vince Desjardins
Marshall Bell             Sr. Lachance
Frances Lee McCain    Sra. Lachance
Bruce Kirby             Sr. Quidacioluo
William Bronder     Milo Pressman
Scott Beach             prefeito Grundy
Richard Dreyfuss Gordie adulto / narrador

John Cusack           Denny Lachance


Prêmios e indicações



Oscar 1987 (EUA)

Indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
Globo de Ouro 1987 (EUA)

Recebeu duas indicações, nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Diretor.
Independent Spirit Awards 1987 (EUA)

Recebeu três indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.
Academia Japonesa de Cinema 1988 (Japão)


Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.


Trilha sonora



"Stand by Me" (Ben E. King)
"Lollipop" (The Chordettes)
"Book of Love" (The Monotones)
"Everyday" (Buddy Holly)
"Great Balls of Fire" (Jerry Lee Lewis)
"Yakety Yak" (The Coasters)
"Let the Good Times Roll" (Shirley e Lee)
"Come Go with Me"(The Del VIkings)
"Get a Job" (The Silhouettes)
"Rockin' Robin" (Bobby Day)
"Mr.Lee" (The Bobbettes)
"Whispering Bells" (The Del Vikings)
"Come Softly to Me" (The Fleetwoods)

"Hush-A-Bye" (The Mystics)


Roteiro



A história, baseada em um conto de Stephen King, remete claramente a uma fase de sua vida: seu irmão morto em um acidente de carro, o fato de o personagem principal ser um escritor famoso na velhice, e diversas outras metalinguagens pessoais.


Outra característica curiosa do conto, é que os nomes de todas as cidades citadas em "Conta Comigo", com exceção de Castle Rock, são homenagens a lugares reais do Maine, estado onde Stephen King viveu quando criança.


Produção



O orçamento de "Conta Comigo" foi de oito milhões de dólares.

Antes de Richard Dreyfuss ficar definitivamente com o papel do escritor, diversos atores foram chamados para o papel, sendo que um deles chegou a gravar diversas cenas que tiveram que ser regravadas.


Cineblog volta semana que vem com outro filme comovente. Cinema Paradiso.


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