quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CINEBLOG: AS SETE VAMPIRAS


Cineblog fala hoje de um divertidíssimo filme dos anos 80, filme que eu curto muito.

Cineblog orgulhosamente apresenta;


As sete vampiras



 As Sete Vampiras é um filme brasileiro de 1986, do gênero comédia, dirigido por Ivan Cardoso.

O filme conta com a participação da banda João Penca & Seus Miquinhos Amestrados e o trapalhão Dedé Santana e o humorista Tião Macalé fazem pequenas participações.


Sinopse



Depois de ver seu marido ser devorado por uma planta carnívora, a professora de dança Sílvia se isola de todos em sua casa de campo. Só é convencida a abandonar seu retiro quando um velho amigo a convida para trabalhar numa boate, e prontifica-se a montar um balé intitulado "As Sete Vampiras", mas o sucesso do espetáculo é interrompido por estranhos assassinatos.


Elenco




Nicole Puzzi .... Sílvia Rossi
Nuno Leal Maia .... detetive Raimundo Marlou
Andréa Beltrão .... Maria
Simone Carvalho .... Ivete
Leo Jaime .... Bob Rider
Colé Santana .... inspetor Pacheco
Ariel Coelho .... Frederico Rossi
Zezé Macedo .... Rina
Ivon Cury .... Barão Von Pal
Bené Nunes .... chefe de polícia
Wilson Grey .... Fu Manchu
Felipe Falcão...porteiro
Suzana Mattos .... Clarice
Daniele Daumeri...bailarina vampira
Alvamar Taddei .... Vampirete Jane
Dedina Bernardelli...bailarina vampira
Pedro Cardoso .... Pedro
Lucélia Santos .... Elisa Machado (participação especial)
Carlo Mossy...Luís (participação especial)
John Herbert .... Rogério (participação especial)
Tânia Boscoli...bailarina vampira(participação especial)
Tião Macalé...conferente do porto
Dedé Santana .... faxineiro
Neusinha Brizola...no público da boate

Prêmios



Festival de Gramado
Prêmio Especial do Júri de melhor atriz, para Zezé Macedo;
Melhor Cenografia, para Oscar Ramos;
Prêmio Edgar Brasil de Fotografia, para Carlos Egberto Silveira.

Rio-Cine Festival

Melhor Filme
Melhor Atriz Coadjuvante, para Andréa Beltrão
Menção Honrosa de Fotografia, para Carlos Egberto Silveira; Montagem, para Gilberto Santeiro; e Direção de Arte, para Oscar Ramos.


Cineblog volta em duas semanas com Moullin Rouge


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PERFUME DE MULHER

terça-feira, 21 de novembro de 2017

NO REINO ENCANTADO: CAPÍTULO 1 - A VILA


Era uma vez..

Dizem que toda boa história. Que envolva fantasia, encantamento começa assim, com “Era uma vez” e nossa história começa assim.

Era uma vez..

Era uma vez uma vila. Uma vila como muitas vilas que existem no país, com pessoas como muitas que também existem por aí.

Mas seu moço, se chegue, puxe uma cadeira que a história que eu vou contar é bem interessante.

No meio de todas essas pessoas comuns dessa vila comum existiam pessoas especiais. Pessoas batalhadoras, que acordavam junto com o Sol para ir trabalhar, mulheres que tomavam conta de casa e de seus filhos. Filhos..crianças normais que brincavam na rua até de noite jogando bola, pique esconde, pique bandeira, queimado, andavam de bicicleta e também brincavam em computadores, notes, vídeo games e tablets como qualquer criança normal de hoje em dia.

Como qualquer criança feliz.

No meio dessas crianças felizes, especiais, bacanas tinha uma menininha. Uma menina maravilhosa, carismática, de olhos brilhantes e sorriso largo. Seus cabelos negros cacheados combinavam com a pele branquinha, às vezes queimada do Sol que acompanha as crianças felizes que sabem a alegria e o aprendizado que as ruas passam.

Seu nome era Ana Beatriz, mais conhecida como Bia. Também era conhecida como Bibica, Bibiquinha, Bibica cara de pinica como chamava seu pai sem nem saber o que isso significava ou princesa Bia. Todos apelidos dados por seu pai que lhe tinha muito amor.

Bia vivia numa casa que não era luxuosa, nem fruto de muita riqueza, mas também não era feia ou ruim. Era uma casa normal, confortável de dois quartos, sala, cozinha e um banheiro. Uma casa padrão seguindo a linha das casas da vila.

Bia vivia na casa com seus pais, Anderson e Rebeca e seu irmão mais novo Gabriel. Além deles, claro, tinha uma gatinha preta que ela dera o nome de “Fofuxa”. Ai de mim se não citasse a Fofuxa.

Bia sempre foi louca por animais. Sempre foi louca pela vida.

Era uma menina arteira. Isso causava desespero nos pais, principalmente na mãe, que não percebiam que criança arteira é criança saudável. Bagunceira, não era raro que o chinelo cantasse em sua bundinha, por mais que isso seja politicamente incorreto hoje em dia. Sua mãe, quando confrontada sobre isso, respondia “Nunca vi alguém enlouquecer ou virar bandido porque tomava chinelada dos pais”.

Mas Bia também era inteligente. Muito inteligente. Capaz de criar histórias que prendiam atenção de todos. Falava de reinos, príncipes, princesas, mas também curtia histórias de terror. Zumbis, mortos vivos e vampiros como estão na moda. Estudiosa, tirava sempre notas altas na escola dando orgulho aos pais.

E amorosa demais. Uma flor. Um doce de menina. Uma princesa como seu pai sempre dizia.  

Gabriel era mais comedido. Menino lindo com cabelo que caía nos olhos Gabriel era mais novo que a Bia. Também gostava de brincar na rua, apesar de ser mais caseiro que a Bia, curtia mais games. Gabriel teve alguns probleminhas de saúde ao nascer, mas graças a tratamento e natação se tornou um menino forte e saudável. Seu pai brincava que ele tinha cara de sonso, de menino pidão e dessa forma conseguia tudo.

A mãe deles, Rebeca, era amorosa. Excelente cozinheira, fazia comidas maravilhosas mesmo quando a família não estava com muito dinheiro. Sua macarronada de domingo ficou famosa. Sempre por coincidência aparecia algum amigo das crianças ou do marido na casa da família aos domingos e acabava “filando a bóia”.

Também era excelente cantora. Seu sonho era ser cantora, mas infelizmente o sonho não foi adiante. Mas todas as manhãs acordava as crianças cantando e depois continuava a cantoria para fazer o almoço. Diversas vezes vizinhos sentavam na calçada da família e passavam a manhã lá só para ouvirem Rebeca cantar.

Mas mesmo com tudo isso Rebeca era séria, introspectiva, talvez por ter sofrido um pouco na vida. Era a mais “durona” da casa também. Rebeca era a responsável pelas broncas e chineladas.

Quando as crianças aprontavam e sabiam que sobrariam para elas corriam para Anderson. O pai.

O pai era diferente da mãe. Diziam que era um “crianção”, que nunca cresceu. Anderson era alegre, sonhador, cara de muitos amigos e sorriso fácil. Tinha alma de artista, era sonhador. Gostava de fazer poesias e declamar no meio da rua. Também gostava de tocar violão e não eram raras as festas em casa com Anderson tocando violão e Rebeca cantando.

Anderson também era o responsável por estimular a imaginação da pequena Bia. Ele sempre contava histórias para os filhos antes de dormir. Contava desde as tradicionais como chapeuzinho vermelho, os três porquinhos e branca de neve até histórias que ele inventava. Em algumas das traquinagens que as crianças faziam Anderson estava junto e junto tomava bronca de Rebeca que dizia “As crianças ainda vai. Mas você também? Quando você vai crescer Anderson?”.

O homem, muitas vezes sujo como eles, embaixo de almofadas ou vestido de pirata sorria e respondia. “Nunca”.

Isso desarmava Rebeca que sorria. Era um casal feliz e que se amava muito.

Como eu disse não tinham muita fartura de comida ou dinheiro. Mas tinham fartura de amor e felicidade. Isso que sempre é mais importante.

Bia notou que os pais estavam um pouco diferente, mais sérios. Não mudaram com as crianças, continuando com o mesmo amor e carinho. Mas a esperta menina percebeu que eles conversavam mais e conversavam mais baixinho, como se quisessem esconder algo e sempre mostravam semblante preocupado.

Principalmente seu pai que sempre foi o mais tranquilo e sorridente. Isso encafifava a menina.  

Uma noite Bia acordou morrendo de vontade de fazer xixi e foi ao banheiro. Primeiro, com cautela, tentou descobrir se tinha algum monstro ou a “loira do banheiro” por perto. Não achando foi aliviada ao local.

Ao sair viu seu pai na porta de casa. Curiosa foi devagarzinho até o local para que ele não percebesse. Queria saber o que ocorria. Chegando lá percebeu que ele conversava com o seu Portuga. O dono da maioria das casas da vila.

Seu Portuga, homem já nos seus sessenta anos, barriga imensa e sotaque carregado dizia “Sinto muito gajo, mas já são três meses de aluguel atrasado, não tenho mais como segurar”.

Anderson tentava argumentar, pedir mais prazo quando o homem respondeu “Cinco dias. Você tem cinco dias para arrumar o dinheiro senão eu vou pegar a casa de volta”.

Anderson contou que era muito pouco tempo, pediu mais prazo e o homem ficou irredutível. Perguntou onde iria morar com os filhos e seu Portuga, antes de ir embora respondeu “Isso não é problema meu, sinto muito gajo”.

Bia percebeu o fim da conversa e correu antes que o pai percebesse sua presença. Acabou fechando a porta do quarto com força. Anderson ouviu a batida e perguntou “Bia? Gabriel?” Indo atrás.

Abriu a porta e viu os dois filhos dormindo. Pensou “deve ter sido o vento” e entrou para ajeitar a coberta de Bia. Fez carinho nos cachinhos da menina, deu um beijo em sua testa e disse baixinho “Durma bem minha princesa” fechando a porta.

O homem fechou a porta e Bia abriu os olhos. Ficou em pé na cama para assim conseguir olhar a janela e olhando o céu pela mesma disse preocupada e determinada.

“Preciso ajudar o papai”

sábado, 18 de novembro de 2017

SOBE O SOM: MARIAH CAREY


Mariah Carey (Huntington, 27 de março de 1970) é uma cantora, compositora, produtora musical e atriz estadunidense.

Carey ganhou destaque após o lançamento de seu álbum de estreia homônimo em junho de 1990, que foi certificado multiplatina e rendeu quatro singles que culminaram a tabela estadunidense Billboard Hot 100. Sob a orientação do então diretor executivo da Columbia Records e posteriormente marido Tommy Mottola, ela conquistou sucesso internacional com seus álbuns de estúdio posteriores Emotions (1991), Music Box (1993) e Merry Christmas (1994); este sucesso fez-lhe ser estabelecida como a artista da Columbia que mais vendeu discos. Seu quinto álbum de estúdio Daydream (1995) entrou para a história da música quando o seu segundo single permaneceu durante dezesseis semanas consecutivas no topo da Billboard Hot 100, um recorde não igualado ou ultrapassado até hoje.

Durante a gravação do álbum, Carey começou a desviar-se de seus estilos musicais iniciais como o R&B e o pop, iniciando seus trabalhos com o hip hop. Esta mudança musical tornou-se evidente com o lançamento de seu projeto subsequente Butterfly (1997), primeiro álbum da cantora feito após a sua separação com Mottola.

Então vamos lá!!


Sobe o som Mariah Carey!!


I want to know what love is


Hero


We belong together


My all


Obsessed


All I want for Christmas is you


Touch my body


Bye bye


Emotions


Alway be my baby


I`ll be there - Com Trey Lorenz


I still believe


Heartbreaker - Com Jay Z


Bem. Aí está um pouco da obra dessa grande diva pop. Semana que vem tem mais, tem uma das mais importantes duplas sertanejas de nossa história. Tem Leandro & Leonardo.


Enquanto isso não posso viver se for pra viver sem você


SOBE O SOM ANTERIOR:

ERA DO RÁDIO

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MIL


Pois é...Cheguei a mil publicações nesse blog.

Impressiona para mim pensar que nesses seis anos publiquei mil postagens aqui. Mil..Se formos parar pra pensar é coisa a beça. mil vezes entrei no publicador e fiz textos, poesias, coloquei músicas, falei de artes, fiz edições extras de fatos ocorridos.

O blog foi criado no primeiro semestre de 2011 única e exclusivamente para publicar capítulos de livros e peças de teatro que escrevi, por si só já vejo minha evolução já que hoje em dia meus livros são publicados e peças encenadas. Comecei com o ainda inédito "O retrato da vida", primeiro livro que escrevi e em tempo real postava aqui os capítulos, escrevia e postava, bacana foi que algumas pessoas acompanharam e falavam que curtiam.

Mas nem fiz muita divulgação, só queria mesmo postar na internet o que escrevia coisas mais pessoais minhas já que na época já escrevia colunas para o Ouro de Tolo, onde escrevo até hoje. Publiquei mais alguns livros como "Era da violência" e "No baile" e peças como "Folhetim" e dei tempo do blog me dedicando mais a outras atividades. A mudança ocorreu em 2013 quando decidi começar a escrever crônicas para ele, coisas mais pessoais que achei que talvez não coubessem no "Ouro de tolo" e no "Brasil decide", blog político que escrevia na época. Queria um espaço para escrever "minhas besteiras", só não imaginei que teria tantas coisas para escrever, que tantas coisas aconteceriam no mundo e principalmente na minha vida. Dessa forma o blog virou uma espécie de "diário" onde mostrei meus pensamentos, meus gostos pessoais e onde discuti o mundo.

Muitas coisas ocorreram no mundo de 2013 para cá e retratei aqui. Comecei falando do caso do menino de Oruro que faleceu com um sinalizador atirado pela torcida do Corinthians. Logo no início já ocorreu a morte de Hugo Chavez e com isso uma coluna extra. Outras extras surgiram na mudança de papa, mortes de Roberto Bolaños, Mandela, Cauby Peixoto, Ali, Jerry Lewis, Fidel Castro e a tragédia da Chapecoense...coisas boas, ruins, históricas acima de tudo. O blog passou pela eleição e impeachment da Dilma, as manifestações de 2013, Copa do mundo, Olimpíadas no Brasil e o legado inexistente, ascensão e queda do Rio de Janeiro e alguns de seus políticos, tudo retratado aqui. Quarenta anos em quatro passando a impressão que o mundo e principalmente o Brasil mudou muito de 2013 para cá e não consigo afirmar que foi para melhor.

Mas o blog nesse período todo foi mais dedicado a arte que crônicas sobre atualidade. Começou com os contos dos livros "O buraco da fechadura" e "Enredo do meu samba" que eram publicados simultaneamente no "Ouro de Tolo". O segundo livro mudou seu nome para "Na passarela do teu coração" e será lançado dia 1 de dezembro. Entre os contos publicados estão "Dona Carola", "Cerimônia de casamento" e "Folhetim" que ganharam versões teatrais e vem sendo encenadas desde 2014 pelo Brasil. Quase todos os meus livros foram publicados aqui, inclusive "Amor" e "Dinastia" que já foram publicados de forma física. Amor..Talvez o tema mais falado no blog tendo como principais publicações a série de quatro crônicas "O amor em todas as suas formas" e todas as homenagens feitas a minha mãe Regina, avó Lieida e meus filhos Bia, Gabriel e Lucas..Gabriel e Lucas que nasceram com o blog já no ar.

Várias seções nasceram como a "Cinco carnavais" logo em 2013 e que impulsionou o blog homenageando as escolas de samba do Rio de Janeiro em seus cinco desfiles mais emblemáticos para mim. Logo depois surgiu "O clube dos 23" mostrando a história de 23 clubes tradicionais de futebol no Brasil. As mais longínquas são a "Sobe o som" com as principais músicas de artistas e bandas importantes que está no ar desde 2013, em 2014 surgiu "Cineblog" falando em filmes e que em 2017 ganhou a companhia de "Trocando em artes" falando de teatro e novela. "Sobe o som" ganhou versão "Sobe o som carnaval" falando das principais escolas de samba e entre o fim de 2016 e 2017 surgiram as de humor "Sexta poética", "Batalha musical" e "Tradução em miúdos", no fim de 2014 surgiu "Trocando em versos" mostrando minhas poesias e letras de música.

São mil postagens e mais de meio milhão de visitações nesse período rendendo de 500 a 600 por dia e entre 15 e 20 mil por mês, nada mal para um pequeno blog. Não só o Brasil, entre os 10 países que mais visitaram meu blog até hoje estão Estados Unidos, Alemanha, Rússia, Canadá, Ucrânia, França, Portugal, China e Polônia..China, o blog é visto na China..Muito orgulho, nesse mês tive boa visitação de Irlanda, Espanha e Reino Unido e já tive visitas até da Coréia do Norte!!

A postagem com mais visitações foi "1989, o ano que não terminou"  de 2013 com mais de 3300 visualizações, segundo "O amor em todas as suas formas - parte  II" também de 2013 com pouco mais de 2600, terceira "Costinha, Golias e o humor sem graça de hoje" com mais de 1900 e a quarta "Sobe o som: A gata comeu" de 2016 com pouco mais de 1800 . Histórias, muitas histórias..Das minhas vitórias no samba, minhas mudanças no samba como indo para a imprensa de carnaval, surgimento e vitória da Nação Insulana. amores que chegaram e partiram, Carreira no teatro que se iniciou e retratada aqui na coluna "Uma noite em São Paulo" e já rendeu oito peças  mais de sessenta apresentações em cinco estados diferentes do Brasil e o melhor de tudo, sempre tentando aprender e melhorar ao longo do tempo e mostrando isso aqui.

Obrigado a todos vocês que me acompanham ao longo desses anos, que venham mais mil postagens e nossa amizade continue.


Sempre trocando em miúdos..

 
LINKS RELACIONADOS

APRESENTAÇÃO (1º POSTAGEM DO LIVRO RETRATO DA VIDA)

O ESTÁDIO VAZIO E O VAZIO QUE FICA (1º POSTAGEM FORMATO ATUAL)
                  

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

TROCANDO EM ARTES: DONA BEIJA


Trocando em artes versão novela trata hoje de uma que marcou definitivamente a Rede Manchete como uma das grandes de nossa história.

Trocando em artes apresenta;


Dona Beija



Dona Beija foi uma telenovela brasileira baseada em fatos históricos exibida pela extinta Rede Manchete, no ano de 1986.

Escrita por Wilson Aguiar Filho e dirigida por Herval Rossano, teve 89 capítulos e trilha sonora de Wagner Tiso. Foi baseada na história de Dona Beja.

Conta com Maitê Proença, Gracindo Júnior, Bia Seidl, Maria Fernanda, Sérgio Britto, Mayara Magri e Arlete Salles nos papéis principais.


Sinopse



A trajetória da corajosa Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, na cidade mineira de Araxá, no século XVIII. Na telenovela da Rede Manchete foi adotado o nome de Dona Beija.

Amando Antônio Sampaio, homem de família conservadora e tradicional, Beija é vítima do desejo de Mota, o ouvidor do Rei em visita a Araxá. Depois de presenciar a morte do seu avô, Beija é raptada e levada para a vila de Paracatu, onde o ouvidor mora em um belo casarão. Para vingar-se do seu algoz, quando ele está fora de casa, Beija serve aos homens que a desejam em troca de jóias e ouro. Chamado pelo imperador a instalar-se na Corte, Mota deixa Beija, que a essa altura já juntara uma grande fortuna. Ela parte de volta para Araxá para encontrar sua grande paixão, Antônio.

Mas Antônio já não esperava mais por Beija. Desiludido e não compreendendo mais as atitudes da sua amada, ele casa-se com a doce Aninha, moça frágil e delicada que sempre o amou. Com a recusa de Antônio, Beija promete não amar a nenhum outro homem e funda a Chácara do Jatobá, um bordel refinado onde ela se transforma num mito como cortesã, escandalizando todas as famílias conservadoras de Araxá. Seu intuito maior era ferir Antônio.

A chácara prospera, Beija se torna poderosa, envolve-se com João Carneiro de Mendonça, mas não consegue se desligar de Antônio, o homem de sua vida. Até que uma tragédia acontece, Beija manda um escravo chamado Ramos matar Antônio, ela se arrepende de mandar matá-lo, mas o crime acontece. Ela vai a julgamento mas é absolvida devido a mudança no depoimento de Ramos. Desiludida, Beija deixa Araxá e recomeça uma vida honesta.


Produção



A novela foi baseada nas obras de Dona Beija, a feiticeira do Araxá, de Thomas Othon Leonardos e A vida em flor de Dona Bêja, de Agripa Vasconcelos. Bruna Lombardi chegou a ser cogitada para o papel principal, que acabou com Maitê Proença, se transformando num dos maiores sucessos da carreira da atriz.

O presidente da empresa, Adolpho Bloch, resolveu investir pesado no ramo telenovela, investindo US$ 2 milhões na produção. Dona Beija era apenas a segunda novela produzida pela Manchete, sendo que a primeira foi o remake de Antônio Maria, em 1985, mas conseguiu estabelecer o primeiro sucesso da emissora no gênero.

O sucesso de Dona Beija colocou a Rede Manchete, que tinha apenas 3 anos de existência, em 1985, em destaque no cenário televisivo internacional, num período tão curto de vida.

A atriz Maitê Proença, que interpretou a personagem principal, estampou a capa da edição brasileira da revista Playboy, de fevereiro de 1987.

Em 2012, o Portal Terra (edição peruana) a considerou uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.

Elenco




Maitê Proença como Dona Beija (Ana Jacinta de São José)
com

ator personagem
Gracindo Júnior Antônio Sampaio
Bia Seidl Ana Felizardo Sampaio (Aninha)
Sérgio Britto Padre Aranha
Maria Fernanda Cecília Sampaio
Abrahão Farc Coronel Paulo Sampaio
Mayara Magri Maria Sampaio
Arlete Salles Genoveva Felizardo
Sérgio Mamberti Coronel Elias Felizardo
Marilu Bueno Augusta
Lafayette Galvão Costa Pinto
Virgínia Campos Carminha
Marcelo Picchi João Carneiro de Mendonça
Maria Isabel de Lizandra Josefa
Jonas Mello José Carneiro de Mendonça
Castro Gonzaga Coronel Francisco Botelho
Monah Delacy Idalina
Breno Bonin Joaquim Botelho
Nina de Pádua Candinha da Serra
Renato Borghi Fortunato
Mário Cardoso Clariovaldo
Fernando Eiras Gaudêncio
Isaac Bardavid  Belegard
Jayme Periard Avelino Serra
Julciléa Telles Severina
Léa Garcia Flaviana
João Signorelli Brigada
Antônio Pitanga Moisés
Edson Silva Honorato
Haroldo de Oliveira  José da Silva Ramos
Ivan de Almeida Tião
Ângela Rebello Maria Bernarda
Dill Costa escrava Dora
Guilherme Corrêa Governador-geral Guimarães
Jacqueline Laurence Madame Constance
Patrícia  Bueno Siá Boa
Tarcísio Filho Dom Pedro I
Arnaldo Weiss  Coronel Lourenço
Camilo Bevilacqua Clementino Borges
Jorge Cherques Dom João VI
Gisele Fróes Dolores
Haroldo Botta  Quarentinha
Mariah da Penha Aparecida
Sílvia Buarque Tereza  Tomásia
Josias Amon Josué
Claudia Freire  Rosely
Ademilton José Padre José Maurício Nunes
Sandra Simon  Olívia
Shulamith Yaari Dorothéia
Ana Ramalho Lúcia
Bia Sion  Emerenciana
Cleonir dos Santos João Isidoro
Angelito Mello Messias
Elisa Fernandes Liliane
Roberto Orozco Afonso
Renato Neves Vespasiano
Sidney Marques Escravo Gibi


Reprises



Foi exibida entre 31 de março a 11 de julho de 1986, e reprisada em duas oportunidades: a primeira de 9 de maio a 20 de agosto de 1988, em 89 capítulos, e a segunda de 5 de outubro de 1992 a 11 de março de 1993, com 102 capítulos.

Também foi reprisada pelo SBT entre 6 de abril e 4 de julho de 2009.


Trilha Sonora



Capa: Maitê Proença
Tema De Dona Beija - Wagner Tiso e Viva Voz ['Tema de Abertura']
Poente II - João de Aquino e Maurício Carrilho
Luz e Sombra - Ivor Lancellotti
Viola e Mel - 14 Bis
A Promessa - Marisa Gata Mansa
Facho de Luz - João de Aquino e Maurício Carrilho


Trocando em artes versão novelas volta mês que vem com o mega sucesso "Avenida Brasil".



TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

CYRANO DE BERGERAC

terça-feira, 14 de novembro de 2017

ENTREVISTA COM O DIABO


*Publicado no "Blog Ouro de Tolo" em 05/11/2017

Hoje farei uma coisa diferente. Uma entrevista com um dos grandes nomes do momento. Sempre citado, lembrado, amado por uns, odiado por outros, ele está na moda. Com vocês, o diabo.

Eu – Tendo muito trabalho?

Diabo – Até que não. Graças às reformas feitas por governos como o brasileiro, pude terceirizar meu trabalho. Contratei milhares de pessoas para trabalharem por mim a preço de banana e outros até sem saber que estão trabalhando pra mim achando que trabalham pro concorrente.

Eu – Como o diabo vê os tempos atuais?

Diabo – Ah, maravilhoso… Tive bons momentos como na Idade Média, com Hitler, mas eram focos, coisas mais locais, não era um trabalho global como da atualidade. Hoje com muito orgulho posso te dizer que meu trabalho abrange todo o planeta de forma igual. Hoje só nós, a Coca-Cola e o McDonald’s conseguimos isso.

Eu – A que você atribui o sucesso de seu trabalho?

Diabo – Sou humilde, trabalho há milênios com perseverança, na humildade sabendo que um dia seria recompensado. Como dizem, é o concorrente que aponta a estrela que tem que brilhar e a minha está brilhando.

Eu – Como é esse trabalho de terceirização que citou?

Diabo – O ser humano, esse ser deliciosamente idiota, imbecil que abusa de sua vaidade para atingir os objetivos. O poderoso não se contenta com o poder que tem, quer mais, o rico quer mais, com isso produzem a corrupção, a miséria, aumentam a fome e isso não traz raiva pra quem é prejudicado e sim vontade de ser igual fazendo o mesmo quando pode.

Eu – Mas muitos vêm se apegando a religião. Isso não te prejudica?

Diabo – Prejudicar? Nada me ajudou mais nesses séculos do que a religião. As maiores guerras foram em virtude de religião. Muitas das tentativas de imposição de um povo sobre outro foram por religião. Os meus melhores soldados se aproveitaram da religião e da miséria pra levarem minha palavra.

Eu – Qual é a palavra do Diabo?

Diabo – Sempre gostei de trabalhar no medo, não tem nada melhor. O medo da ira do concorrente, o medo da perda de bens materiais, da perda da liberdade ou da vida. O medo faz o ser humano ficar acuado e acuado ele se divide, assimila preconceitos, é tomado pelo ódio e aí meus soldados entram.

Eu – É uma estratégia muito boa…

Diabo – Não são apenas méritos meus, confesso que tenho uma ótima equipe de publicitários. Eles são tão bons que conseguiram colocar na cabeça do ser humano que direitos humanos são uma coisa ruim.

Eu – É difícil manipular o ser humano?

Diabo – Nada, tive muito mais dificuldades cancelando uma linha de celular.

Eu – Quer deixar uma mensagem final?

Diabo – Eu queria dizer que estou muito orgulhoso de todos vocês. Continuem dessa forma, espalhando o ódio, a intolerância, o preconceito, não respeitem a opinião alheia e agridam o diferente. Sou um bom amigo, bom pai e tenho lugar reservado a todos vocês aqui no meu cafofo quentinho e aprazível, quer dizer, quase todos porque teve um que quis vir pra cá semana passada e eu disse “fora”.

Eu – Pra acabar de vez. Diabo por diabo.

Diabo – Um cara amigo, fofo, bonito, inteligente, humilde, um mito que veio pra ficar. É bom já ir se acostumando.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

TRADUÇÃO EM MIÚDOS: I LOVED YOU


Seguindo uma tradição antiga dos programas de flashback das rádios FMs o "Trocando em miúdos" traz uma emocionante recordação para seu público, uma linda tradução.


A música é um clássico. Ela se chama "I loved you " e foi tema da novela "Dancin` Days". A música ganhou uma linda interpretação de Freddy Cole, irmão do também cantor Nat King Cole.


Tradução


A música


Em breve voltaremos com mais uma bonita tradução.


Diga olá para o seu coração..

TRADUÇÃO EM MIÚDOS ANTERIOR:

MORE THAN WORDS

SOBE O SOM: ERA DO RÁDIO


Era do Rádio (Old-time radio ou Golden Age of Radio, em língua inglesa) é o período que, nos Estados Unidos e outros países, compreendeu os anos de sucesso das emissoras de rádio. Nos EUA foram as décadas de 20 e 30, enquanto no Brasil o auge desse meio de comunicação ocorreu nos anos 40 a 50 do século XX. Até a chegada da televisão o rádio era o veículo de comunicação de massas com maior alcance e imediatismo.

A primeira transmissão de rádio realizada no Brasil ocorreu no dia 7 de setembro de 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência na Esplanada do Castelo. O público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, transmitida diretamente do Teatro Municipal. Desde 1922 as experiências com rádio-clubes vinham sendo realizadas; entretanto, foi somente em 1923 que Edgar Roquette-Pinto inaugurou a primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade. No ano seguinte, foi inaugurada a Rádio Clube do Brasil. Em 1926, foi inaugurada a Rádio Mayrink Veiga, seguida da Rádio Educadora, além de outras da Bahia, Pará e Pernambuco.

Quando a Rádio Nacional foi fundada, no ano de 1936, o mundo inteiro ainda mal refeito da primeira Grande Guerra esperava pela eclosão de um novo conflito. No Brasil, Getúlio Vargas governava com aparência de alguma legalidade. Foi neste cenário, que a Rádio Nacional foi concebida. A Rádio Nacional marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi. Em 1940, a Rádio Nacional foi encampada pelo governo de Getúlio Vargas, a programação ganhou novo formato, sob a direção de Gilberto de Andrade.

Então vamos lá!!


Sobe o som Era do Rádio!!


Tango para Teresa - Ângela Maria


Verdes campos da minha terra - Agnaldo Timóteo


A volta do boemio - Nelson Gonçalves


Aquarela do Brasil - Francisco Alves


Chão de estrelas -Silvio Caldas


Cachito - Emilinha Borba


Lata D`agua - Marlene


Tu me acostumaste - Dalva de Oliveira


Bastidores - Cauby Peixoto


O ébrio - Vicente Celestino


A noite do meu bem - Dolores Duran


Chica chica, boom, chic - Carmen Miranda


Carinhoso - Orlando Silva


Atire a primeira pedra - Ataulfo Alves


Eu sonhei que tu estavas tão linda - Carlos Galhardo


Bem. aí está um pouco da obra desses grandes artistas que estão na história da nossa música. Semana que vem tem mais, tem Mariah Carey.


Enquanto isso um hino


Essa postagem de hoje é uma homenagem a minha avó Lieida que me fez gostar desses artistas



SOBE O SOM ANTERIOR:

CARLY SIMON & JAMES TAYLOR 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

CINEBLOG: PERFUME DE MULHER


Cineblog fala hoje de um dos mais belos filmes dos anos 90, filme que premiou um dos meus ídolos, Al Pacino, com seu merecido Oscar.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Perfume de mulher


 Scent of a Woman (no Brasil e em Portugal, Perfume de Mulher) é um filme estadunidense de 1992, do gênero drama, dirigido por Martin Brest e baseado no roteiro do filme italiano Profumo di donna, de 1974, dirigido por Dino Risi e estrelado por Vittorio Gassman.


Sinopse


Em busca de realizar um antigo sonho antes de morrer, um militar cego (Al Pacino) contrata um jovem e inexperiente estudante (Chris O'Donnell) para ajudá-lo a passar um fim de semana inesquecível em Nova Iorque.

Elenco principal



Al Pacino .... tenente-coronel Frank Slade
Chris O'Donnell .... Charlie Simms
James Rebhorn .... sr.. Trask
Gabrielle Anwar .... Donna
Philip Seymour Hoffman .... George Willis, Jr.
Richard Venture .... W.R. Slade
Bradley Whitford .... Randy
Rochelle Oliver .... Gretchen
Margaret Eginton .... Gail
Tom Riis Farrell .... Garry
Nicholas Sadler .... Harry Havemeyer
Todd Louiso .... Trent Potter
Matt Smith .... Jimmy Jameson
Gene Canfield .... Manny
Frances Conroy .... Christine Downes

Principais prêmios e indicações


 Oscar 1993 (EUA)

Venceu na categoria de melhor ator (Al Pacino).
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

Globo de Ouro 1993 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor filme - drama, melhor roteiro e Melhor Ator - Drama (Al Pacino).
Indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Chris O'Donnell).

BAFTA 1994 (Reino Unido)

Recebeu uma indicação na categoria de melhor roteiro adaptado.

Prêmio Eddie 1993 (EUA)

Indicado na categoria de melhor filme.


Cineblog volta em duas semanas com "As sete vampiras".


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TOOTSIE

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

UM POUCO SOBRE BULLYING


*Coluna publicada no Blog Ouro de Tolo em 25/10/2017


Semana passada ocorreu uma tragédia em uma escola em Goiânia. Um menino de 14 anos saiu atirando em seus colegas e pelas últimas informações que recebi dois meninos morreram e uma menina ficou paraplégica. Conheço a prima de um dos meninos que morreram e a família está devastada, Uma grande tragédia.

Pelos relatos o menino que atirou sofria bullying na escola devido a seu mau odor e até desodorante levaram ao colégio no intuito de sacaneá-lo. Antes de mais nada quero deixar bem claro que nada justifica sua atitude. Ele matou, cometeu assassinato e não há crime maior do que ele cometeu, muito maior que bullying,por exemplo.

Ele deve pagar pelo que fez e dentro do que a lei permite. Sou contra redução de maioridade penal, mas acho que deve existir debate sobre assassinatos, só que esse é outro assunto.

Assunto hoje é bullying.

Vi algumas pessoas dizerem que era besteira do garoto sofrer porque recebia bullying e vi os mesmos argumentos imbecis que de vez em quando leio em redes sociais “Antigamente a gente se chamava de quatro olhos, elefante, anão, fedorento e tinha nada disso”.

Pode ter certeza leitor que quando você ler algo assim a pessoa era quem cometia o bullying ou podia até ser zoado, mas não era o alvo preferido da turma porque quem realmente sofreu bullying nunca minimiza.

O bullying, ou melhor dizendo, o debate sobre ele foi uma das poucas coisas boas que essa onda politicamente correta trouxe. O politicamente correto não é inimigo. Acho bom que se combata bullying, que não se faça mais piadas com negros ou o homem seja mal visto se cometer assédio sexual. É preciso ter liberdade, mas é preciso proteger também os mais frágeis.

Com tudo isso eu digo pela primeira vez em público que eu mesmo fui vitima de bullying.

Não é fácil assumir algo assim porque é uma coisa que deixa marcas e molda sua personalidade, mas evidente que eu sendo o gordo da turma sofri. Quando criança e adolescente perdi a conta de quantos apelidos recebi ou das vezes que fui zoado na frente dos outros, das meninas que eu gostava ou de me zoarem na rua quando ficava sem camisa.

Só adulto voltei a andar sem camisa na frente dos outros e tudo por causa da fase do “é besteira isso, antigamente não tinha essas frescuras”.

Eu nem era o alvo principal, tinham dois ou três moleques na rua que pegavam mais pesado com eles, mas me incomodava, era algo que me deixava infeliz e chegou a tal ponto que com treze anos, numa fase importante de transição da infância para a adolescência eu decidi não brincar mais na rua.

Minha mãe perguntava o motivo e eu respondia apenas que não estava a fim. Evidente que eu estava, mas não queria ser zoado, humilhado. Perdi assim o fim da minha infância e o começo de minha adolescência, fase que nunca mais irei recuperar. Só voltei a sair com amigos dois anos depois quando me mudei para o Mato Grosso.

O bullying que sofri moldou minha personalidade. Virei um cara irônico, sarcástico, gozador como escudo, tive que aprender a ser assim para me defender e antes que me zoem eu já faço a zoação, boto apelidos, sacaneio e boto outros na “reta” antes de me botarem. Por um lado foi bom porque atiçou meu raciocínio e sagacidade, mas não foi bom o motivo que levou a esse jeito de ser.

E ter sofrido bullying me fez e faz até hoje ser tímido, introspectivo, arredio com quem não conheço, em ambientes não favoráveis e com as mulheres. Durante toda minha adolescência tive baixa auto estima em relação a elase nem chegar nas meninas que eu gostava tinha coragem porque botaram na minha cabeça que era feio por ser gordo.

Demorei para namorar e só comecei mesmo a me dar bem com as mulheres quando percebi que escrevia bem, que tinha desenvolvido bom raciocínio, que eu não era feio por ser gordo e assim consegui me sobressair até em relação a caras bonitões, mas sem conteúdo namorando, ficando, conhecendo mulheres maravilhosas.

Só que por um bom tempo não fui legal com elas, pulei de mulher para mulher e muitas vezes acumulei relacionamentos, traí para “tirar o tempo perdido”. Evidente que não quero tirar meu corpo fora, não posso botar tudo na conta do bullying, mas acredito sim que ter sido “galinha” por muito tempo teve influência do bullying.

Sempre que vejo caso de bullying lembro dessa época e aqui na Ilha, principalmente na Freguesia, é difícil as pessoas se mudarem. Ficam todos pela área, constroem casas nos terrenos dos pais, fazem suas famílias aqui e até hoje rola mágoa porque falo com quase nenhum dos meus amigos de infância.

Só consegui o respeito deles quando fui para o samba. Comecei a fazer bons sambas, ganhar, fazer nome e os caras que me zoavam tentaram se aproximar elogiando e parabenizando minhas conquistas. Mas já era tarde demais para isso, queria esse afeto criança nao agora que fiz amigos de verdade.

E não tenho orgulho em falar isso, mas confesso que dou uma risada de canto de boca quando vejo que quase todos se tornaram inexpressivos na vida e alguns estão bem mais gordos que eu.

Bullying é coisa muito seria como eu já disse, não é brincadeira como querem passar em redes sociais. Nunca quis matar ninguém ou pensei em me matar por causa disso até porque por mais chato que tenha sido, que tenha me atrapalhado em alguns momentos não chega nem perto de histórias e perseguições que vi outras pessoas sofrerem.

Acho que minha personalidade ajudou a me defender, mas nem todo mundo teve essa sorte e juro que não consigo julgar ou me assustar com quem deu um tiro na cabeça pela perseguição que sofria ou se tornou um adulto depressivo.

Como sei como é passar por isso fico de olho na minha filha Bia que está gordinha, mas por enquanto apesar das zoações que sofre ela está bem porque convenceu a escola toda que o pai é famoso por ter várias citações no google ou no youtube e seus colegas até autógrafos me pedem.

Não consegui me proteger, mas por enquanto consigo lhe proteger. Sei que não para sempre porque a vida é cruel e, acreditem, não tem ser mais cruel que criança quando quer atingir outra criança.

Mas a vida não pode parar e temos que passar por nossos fantasmas, obstáculos e fazer de cada dia uma sessão de terapia.

Um exercício de auto estima.