quinta-feira, 21 de setembro de 2017

TROCANDO EM ARTES: IRMÃOS CORAGEM


Trocando em artes versão novelas volta hoje com um dos primeiros grandes clássicos da nossa tv.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Irmãos Coragem


Irmãos Coragem é uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 8 de junho de 1970 a 12 de junho de 1971, substituindo Véu de Noiva e sendo substituída por O Homem Que Deve Morrer. Foi a 9ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho, Milton Gonçalves e Reynaldo Boury, com direção geral de Daniel Filho. Foi produzida em preto-e-branco e contou com 328 capítulos.

Em abril de 2011, foi lançada em 8 DVDs pela Globo Marcas.


Enredo



A luta pela liberdade e contra a opressão são o tema central deste folhetim que narra a história dos irmãos Coragem: João, Jerônimo e Duda, na fictícia cidade de Coroado, no interior mineiro, cuja principal atividade econômica é o garimpo. João Coragem, um homem rude, simples e generoso, que trabalha honestamente como garimpeiro, encontra um valioso diamante, que é roubado pelo Coronel Pedro Barros, que comanda com “mãos de ferro” o comércio de garimpo de Coroado e é o homem mais poderoso da cidade, ditando as suas regras. Apesar de ser um homem pacifico que tenta resolver tudo com diálogo e dentro da legalidade, João após várias injustiças, torna-se um fora da lei liderando o seu próprio bando de garimpeiros injustiçados, e passa a usar da força para confrontar seu algoz, o Coronel Pedro Barros. Mas João conhece e se apaixona pela tímida e reprimida Lara, a filha doente do Coronel, que desconhece a doença da própria filha. Lara tem outras duas personalidades: a esfuziante e selvagem Diana, de comportamento contrário ao de Lara; e o contraponto entre as duas, Márcia. E isto acaba por confundir e enlouquecer João.

O jovem Jerônimo, por sua vez, sente uma paixão reprimida por sua irmã de criação, a indígena Potira. Mas ela para conseguir esquecer Jerônimo aceita se casar com Rodrigo César, que luta ao lado dos Coragem no confronto contra Coronel Pedro Barros. Para ajudar o seu irmão à confrontar o Coronel, Jerônimo entra para política, no partido da esquerda, para acabar com os desmandos do coronel. Mas o rapaz para fugir do amor que sente por Potira, aceita se casar por interesse com Lídia Siqueira, a filha do deputado Dr. Siqueira.

Duda é o irmão mais novo de João e Jerônimo, um rapaz que para seguir o seu sonho de ser jogador de futebol, deixou para trás a cidade, a família e o seu amor de infância, Ritinha. Ela é uma boa moça que luta pelo seu amor quando retorna à Coroado. Mas ele já está envolvido com outra mulher, Paula, que não mede esforços para permanecer ao seu lado. O conflito cresce quando Ritinha passa a noite com Duda, mas mesmo sem ter acontecido nada o pai dela, Dr. Maciel, que nunca gostou do rapaz, o obriga a se casar com a sua filha.


Elenco




Ator Personagem

Tarcísio Meira                         João Coragem
Cláudio Marzo                 Eduardo Coragem (Duda)
Cláudio Cavalcanti                 Jerônimo Coragem
Glória Menezes                 Maria de Lara Barros Lemos (Lara) / Diana / Márcia
Regina Duarte                         Rita de Cássia Maciel (Ritinha)
Gilberto Martinho                 Coronel Pedro Barros
Zilka Salaberry                 Sinhana Coragem
Emiliano Queiroz                 Juca Cipó
Lúcia Alves                         Potira
Carlos Eduardo Dolabella Delegado Diogo Falcão
Myriam Pérsia                         Paula
Paulo Araújo                         Ernani
José Augusto Branco         Rodrigo César Vidigal
Glauce Rocha                      Estela Barros Lemos
Ênio Santos                         Dr. Salvador Maciel
Ana Ariel                                 Domingas
Antônio Victor                Sebastião Coragem
Milton Gonçalves                Braz Canoeiro
Suzana Faini                         Iracema (Cema)
Hemílcio Fróes                 Lourenço D'Ávila / Ernesto Bianchini
Neuza Amaral                         Branca D'Ávila
Miriam Pires                         Dalva Lemos
Macedo Neto                         Padre Bento
Jurema Pena                          Indaiá
Arthur Costa Filho                Gentil Palhares
Ivan Cândido                       Delegado Gerson Louzada
Ângela Leal                       Yolanda
B. de Paiva                       Prefeito Jorge Campos (Jorginho)
Monah Delacy                       Deolinda Campos
Isaac Bardavid                  Beato Zacarias
Yara Amaral                        Tula
Dary Reis                       Lázaro
Jacyra Silva                       Beatriz
Felipe Wagner                       Neco Moreira
Sônia Braga                       Lídia Siqueira
Michel Robin                       Alberto D'Ávila
Lourdinha Bittencourt      dona Manuela
Renato Master                      Dr. Rafael Marques
Fernando José                       Antenor Siqueira
Estelita Bell                       dona Regina
Nélson Caruso                       Cláudio
Dorinha Duval                      Carmem Valéria
Arnaldo Weiss                        Damião
Delorges Caminha                seu Julião
Zeni Pereira                        Virgínia
Clementino Kelé                 Jesuíno
Maria Esmeralda                 Jurema
Waldir Onofre                         Anacleto
Leda Lúcia                         Margarida Campos
Moacyr Deriquém                 Dr. Jarbas Valente
Ivan de Almeida                 Antônio
Maria Alves                         Salete
Vinícius Salvatori                 Joaquim Venâncio
Dhu Moraes                        Helena (Leninha)
José Steinberg                        Laport
Francisco Dantas                Dr. Paulo
Sônia Clara                        Glória
Fábio Mássimo                Júlio (Julinho)
Otoniel Serra                         Gastão


Músicas



"Irmãos Coragem" - Jair Rodrigues
"Jerônimo" - Luiz Carlos Sá
"Minhas Tardes de Sol" - Regina Duarte
"Ondas Médias" - Umas & Outras
"Porto Seguro" - Banda Cores Mágicas
"Coroado" - Denise Emmer & M. Pitter
"Nosso Caminho" - Maysa
"Irmãos Coragem" - Banda Cores Mágicas
"João Coragem" - Tim Maia
"Flamengo, Flamengo" - Maria Creuza
"Branca" - Luiz Eça
"O Amor Maior" - Eustáquio Sena
"Bachianas No. 5" - Joyce

e ainda

"Menina" - Paulinho Nogueira
"Feeling Alright" - Joe Cocker
"Yellow River" - Christie
"Johnny Be Good" - Chuck Berry
"Rosemery's Baby Theme" - Krzysztof Koneda
"O Diamante Cor-de-Rosa" - Roberto Carlos
"Love is a Many Splendored Thing" - Mantovani Orchestra


Curiosidades



A inspiração para escrever a novela veio de filmes americanos do gênero faroeste. Proscritos, justiceiros andando a cavalos, muito tiroteio e as características brasileiras transformaram Irmãos Coragem numa espécie de "faroeste cabocla".

Precavida, Janete Clair decidiu fazer que um dos irmãos Coragem, Duda (Cláudio Marzo), ser um jogador de futebol, para que o público tivesse afinidade com a história. Ela tinha medo de que o público não tivesse interesse pelo tema rural. Mas o seu medo logo se desfez nos primeiros capítulos, quando os índices de audiência diariamente chegavam aos 85%.

Para chamar mais a atenção do público para com a novela, foram reunidos os dois pares românticos mais famosos da época: Tarcísio Meira e Glória Menezes, e Cláudio Marzo e Regina Duarte. Os dois últimos sairiam antes do termino para protagonizar a novela das sete, Minha Doce Namorada, de Vicente Sesso. Os seus personagens, Duda e Ritinha, após se reconciliarem se mudam definitivamente para São Paulo felizes.

Com uma ótima direção de elenco, com atuações memoráveis e personagens inesquecíveis. Com destaque para Gilberto Martinho em seu melhor momento na TV com o seu personagem, o vilão Pedro Barros; e Zilka Salaberry que criou uma caracterização perfeita de Sinhana, a matriarca da família Coragem.

Um retrato do Brasil daquele tempo, a novela abordou temas como a ditadura e o futebol. O personagens Pedro Barros era uma alusão ao militar e político Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre os anos de 1969 a 1974.

Janete Clair teve a assessoria do jornalista e treinador João Saldanha para desenvolver o personagem Duda, o jogador de futebol, para melhor descrever a angústia de um jovem do interior que se transformar num astro do futebol.

Coroado foi a primeira cidade cenográfica construída pela Rede Globo, localizada numa área de cinco mil metros quadrados, onde hoje funciona o Barra Shopping, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

As cenas do garimpo fora gravadas, em sua maioria, na serra de Teresópolis.

Durante o desenvolvimento da novela, a atriz Regina Duarte ficou grávida do seu primeiro filho, e Janete Clair criou uma gravidez para a sua personagem, Ritinha, que ganhava uma filha, que recebeu o nome Gabriela. Posteriormente, Regina voltou a engravidar e teve uma menina, que foi batizada de Gabriela.

Uma das cenas mais marcantes da novela foi a sequência do tiroteio que terminou na morte do personagem Jerônimo que morre com o corpo de Potira, também morta, em seus braços. Revoltado, o seu irmão João quebra o diamante que dera origem aos conflitos.

Para dar maior impacto à cena da morte dos personagens, os diretores usaram uma película cinematográfica, filmando a sequência e rodando em câmera lenta
.
A novela marcou a estreia das atrizes Ângela Leal e Sônia Braga na televisão.

Foi produzida um remake atualizada da novela por Dias Gomes e Marcílio Moraes, em 1995, como parte da comemoração dos 30 anos de existência da Rede Globo. Mas diferente da versão original, a nova versão não fez sucesso. Os atores Marcos Palmeira, Ilya São Paulo e Marcos Winter interpretaram os irmãos Coragem.


Trocando em artes versão novelas volta mês que vem com "Os Imigrantes"


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TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

TROCANDO EM VERSOS: UM MOMENTO E SÓ


*Versão de "One moment in time"


Dediquei a mim
Mais que podia
Mais que devia
E eu não via
Que eu te perdia
Dia após dia
Fui egoísta
Só pensando em mim
A agonia
De não ver você
Me despertou
Fez reconhecer
Sim, eu errei
Agora eu sei
Mesmo sem querer
Me ouça

Um momento e só
É o que eu peço agora pra ti
Eu sei que andei por um tempo perdido
Mas teu peito é que faz meu abrigo

Um momento e só
É o que peço agora pra ti
Viro o mundo de ponta cabeça
Pra voltar a fazer
Amor com você

Escute um pouco
Me deixe falar
Humildemente
Tentar me desculpar
Só teu perdão me fará reviver
Mesmo sem querer
Me ouça.. 

Um momento e só
É o que eu peço agora pra ti
Eu sei que andei por um tempo perdido
Mas teu peito é que faz meu abrigo

Um momento e só
É o que peço agora pra ti
Viro o mundo de ponta cabeça
Pra voltar a fazer
Amor com você

Amor que é pra sempre
Momentos que ficam na mente
Entre eu e você

Um momento e só
É o que eu peço agora pra ti
Eu sei que andei por um tempo perdido
Mas teu peito é que faz meu abrigo

Um momento e só
É o que peço agora pra ti
Viro o mundo de ponta cabeça
Pra voltar a fazer
Amor com você


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GOSTOS DE AGOSTO

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

SOBE O SOM: CHITÃOZINHO E XORORÓ


Chitãozinho & Xororó é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos irmãos José Lima Sobrinho (Astorga, 5 de maio de 1954) e Durval de Lima (Astorga, 30 de setembro de 1957).] Chitãozinho & Xororó são recordistas em vendas de discos no Brasil, eles venderam mais de 36 milhões de álbuns e ganharam três prêmios Grammy Latino.

Começaram a carreira bastante jovens, sendo que o primeiro disco oficial foi em 1970. Durante os anos 70, gravaram também os discos "A mais Jovem Dupla Sertaneja" em 1972, "Caminhos de minha Infância" em 1974, "Doce Amada" em 1975 e "A Força Jovem da Música Sertaneja" em 1977. Em 1979, gravaram o disco "60 dias apaixonado", obtendo relativo sucesso. Em 1981, gravaram o disco "Amante Amada", conseguindo atingir a marca de 400 mil cópias vendidas. Mas o reconhecimento do grande público veio em 1982 com o do disco "Somos apaixonados", que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e abriu as portas das rádios FM´s para a música sertaneja. Em 1986 começaram a apresentar aos domingos o programa de TV "Chitãozinho e Xororó Especial" no SBT, no qual cantavam e recebiam convidados.

No mesmo ano participaram na Rede Globo do especial de Roberto Carlos cantando junto com o Rei.

Então vamos lá!!


Sobe o som Chitãozinho e Xororó


Fio de cabelo


No rancho fundo


Nuvem de lágrimas - Com Fafá de Belém


Galopeira


Fogão de lenha


60 dias apaixonados


Majestade, o sabiá - Com Jair Rodrigues


Saudades da minha terra


Chico Mineiro - Com Tonico & Tinoco


Coração sertanejo


É disso que o velho gosta


Luar do sertão - Com "Amigos"


Nascemos para cantar


Os meninos do Brasil


Pensando na minha amada


Amigos do peito - Com Os Trapalhões


Bem. Aí está um pouco da obra de uma das maiores duplas sertanejas da história. Semana que vem tem mais. Tem A-Ha e Simple Minds.


Enquanto isso um hino..


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CAT STEVENS & BILLY JOEL

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CINEBLOG: FOOTLOOSE


Cineblog volta hoje com um dos grandes filmes dos anos 80.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Footloose



Footloose (Footloose - Ritmo Louco (título no Brasil) ou Footloose (título em Portugal)) é um filme estadunidense de 1984, dirigido por Herbert Ross.


Sinopse



Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo (pastor) Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho


Elenco



Ator / Atriz Personagem
Kevin Bacon Ren McCormick
Lori Singer Ariel Moore
John Lithgow Reverendo Shaw Moore
Dianne Wiest Vi Moore
Chris Penn Willard
Sarah Jessica Parker Rusty
Lee McCain Ethel McCormick
Jim Youngs Chuck Cranston
Elizabeth Gorcey Wendy Jo
John Laughlin Woody
Timothy Scott Andy Beamis
Artur Rosenberg Wes
Lynne Marta Lulu
Douglas Dirkson Burlington Cranston


Reação



Produzido com apenas oito milhões de dólares, Footloose foi um sucesso comercial, faturando por volta de 80 milhões de dólares nas bilheterias.

Recebeu duas indicações ao Oscar, pelas canções Footloose e Let's Hear It for the Boy, ambas concorrendo na categoria Oscar de melhor canção original, e uma indicação ao Globo de Ouro, pela canção Footloose.


Trilha sonora



A trilha sonora do filme ficou a cargo de Tom Snow, Dean Pitchford, Kenny Loggins, Nigel Harrison, Mark Mothersbaugh, Jamshied Sharifi, Jim Steinman e Nate Archibald. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Um álbum, contendo a trilha sonora do filme, foi lançado nas lojas e acabou sendo indicado ao Grammy.

Confira as 12 musicas:

1. "Footloose" - Kenny Loggins
2. "Let's Hear It for the Boy" - Deniece Williams
3. "Dancing in the Sheets" - Shalamar
4. "Never" - Moving Pictures
5. "I'm Free" - Kenny Loggins
6. "The Girl Gets Around" - Sammy Hagar
7. "Holding Out for a Hero" - Bonnie Tyler
8 "Somebody's Eyes" - Karla Bonoff
9. "Bang Your Head (Metal Health)" - Quiet Riot
10. "Waiting for A Girl Like You" - Foreigner
11. "Hurts So Good" - John Cougar
12. "Almost Paradise" - Mike Reno & Ann Wilson


Cineblog volta em duas semanas com o filme nacional "400 contra um".


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FLASHDANCE

terça-feira, 12 de setembro de 2017

QUINZE ANOS: CAPÍTULO X- SETEMBRO


Eu estava no meio de uma festa. Pessoas com brilhantina no cabelo, tocando músicas dos anos 50. Eu olhava uma foto e minha tensão aumentava. Era de minha família e eu desaparecia nela.

Estava com uma guitarra tocando, suando frio e quase desmaiando. Meus pais com aspecto bem mais jovem dançavam no meio da pista e eu precisava que eles se beijassem.

Até que finalmente se beijaram e me vi renascido. Apareci novamente na foto e toquei guitarra como nunca.

Eu parecia um desses grandes guitarristas do rock e quando vi todos pararam de dançar e ficaram me olhando espantados. Olhei em volta e a banda também me olhava parada sem nada entender.
Enxuguei meu suor e disse ao microfone que eles podiam não entender aquele meu estilo, mas seus filhos iriam adorar.

Saí correndo da festa porque teria que pegar meu carro e voltar para 1989. O doutor me esperava perto do relógio da cidade que estava plugado ao meu carro e me faria viajar de volta para o futuro.
Entrei no carro, me despedi do doutor e tentei entregar uma carta a ele como dizeres do futuro, mas ele não aceitou. Ele mandou que fosse logo e liguei o carro partindo em disparada.

Acelerei demais o carro, o raio bateu no relógio e voltei a 1989 quando do nada minha mãe apareceu na frente do carro gritando Quinzinho e eu tive que frear bruscamente para não lhe atropelar.
Abri os olhos e minha mãe gritava meu nome dizendo que já me chamava há cinco minutos e eu estava atrasado.

Levantei, tomei meu café rapidamente, peguei meu busão e corri para o colégio. Como quase sempre cheguei atrasado e entreguei minha caderneta pro carimbo de “atrasado”.

Entrei na sala e sentei ao lado de Luis Felipe que perguntou se eu tinha estudado para a prova de Geometria. Perguntei sobre qual prova ele falava e o Felipe me disse que teria prova naquela manhã.
Eu simplesmente esquecera a prova e entrei em pânico. Estudei bastante nas férias, mas há algumas semanas não olhava a matéria em casa e não estava preparado.

Professor Martins entrou na sala, deu aquele “bom dia” cavernoso e perguntou se tínhamos estudado. Olhou para mim e repetiu essa pergunta.

Eu suando frio menti que sim.

Enquanto ele entregava as provas comecei a sentir dor de cabeça e enjoo. Não dormira muito na noite anterior e tomei meu café de forma apressada e acho que essas situações ajudaram.

Recebi minha prova e nem conseguia enxergá-la direito. Vi que a situação era mesmo séria e perguntei ao professor Martins se podia ir ao banheiro, ele respondeu que não.

Tentei fazer a prova, mas não dava. Perguntei novamente ao professor se podia ir ao banheiro e salientei que estava passando mal, adiantou nada novamente ele disse que não.

Tentei me concentrar, não consegui. O enjoo piorou e não aguentei acabando por vomitar em sala de aula.

Pior, em cima do Luis Felipe.

Só assim para aquele nazista acreditar que eu estava realmente passando mal.

O professor mandou que eu fosse ao banheiro e eu fui enquanto o Luis Felipe injuriado reclamava que estava todo vomitado.

Eu me limpava muito envergonhado e não sabendo como iria entrar novamente em sala de aula quando a diretora do AME apareceu.

Envergonhado pedi desculpas e perguntei se seria punido. Dona Maria Helena respondeu que não. Candidamente respondeu que eu não tinha culpa e essas coisas aconteciam. Conversou um pouco comigo em sua sala e disse que uma vez vomitou em um ônibus em cima de um homem e sentiu muita vergonha. Comentei com ela que eu não teria mais coragem de encarar meus colegas de classe depois do ocorrido.

Ela me disse que eu não devia ter vergonha de nada. Era um aluno maravilhoso e um menino exemplar. Um dos poucos que nunca chegou reclamações dos professores a sua mesa e que eu devia entrar em sala de aula de cabeça erguida.

Respondi que tentaria, mas não naquela manhã. Ela concordou comigo e mandou que eu fosse para casa e que pegaria minhas coisas na sala de aula.

Agradeci e fui para casa.

Mas a verdade é que não tinha apenas a má digestão como problema naquela manhã. Pode ter sido emocional também. O ano de 1989 foi de turbilhão em minha família.

O casamento do Junior, o divórcio dos meus avós, a depressão da minha avó...ela passou dois meses sem sair de casa. Acordava, mal se alimentava, sentava-se em uma cadeira na sala e ficava ali o dia todo olhando o nada.

Não queria ver televisão, tinha medo de tudo e usava e abusava de medicação e tinha que ser tudo no horário que ela queria.

Como eu disse foram dois meses assim e do nada ela ficou boa. Boa até demais.

Certa manhã entrou no quarto, fez as malas e viajou para Maceió sem previsão de volta para ver a família de Fabiola e depois viajou pelo Nordeste sem avisar onde estava nem dar satisfações.
A vida era dela, minha avó podia fazer o que quisesse. O problema era que nossa família vivia das pensões que meu avô enviava. Para ela como ex marido e para mim como menor de idade.
Por que pra mim? Explico.

Oficialmente eu sou filho dos meus avós. Eles me adotaram junto a minha mãe para que eu fosse resguardado. Tivesse direito a essa pensão até os vinte e um anos e ao hospital do Exército quando ficasse doente. Essa era uma grande mágoa de minha mãe. Não ter seu nome nos meus documentos.
E como oficialmente minha avó era minha mãe ela quem recebia minha pensão em seu nome e como ela viajou levou além de sua pensão a minha.

Resumindo. Minha avó foi ao Nordeste e ficamos sem dinheiro.

Alguns anos depois descobrimos que minha avó era bipolar. Capaz de ter depressão, euforia e passar de uma situação a outra em um passe de mágica. Essa não foi a única vez que ela teve os dois problemas e é hereditário porque outros membros de minha família tiveram.

Como eu disse ficamos sem dinheiro. Passamos por grandes dificuldades e eu na inocência dos meus quinze anos nem cheguei na época a ter noção de como a coisa foi difícil. Minha mãe teve que vender o carro e alguns objetos da casa e recebeu ajuda de vizinhos para nos alimentarmos.

Mas ela sempre foi uma guerreira, sempre tentou me passar tranquilidade. A única vez que ela não aguentou foi quando cada um de nós jantava e bebia uma garrafinha de refrigerante e uma mosca caiu dentro do seu.

Eram os últimos refrigerantes. Mal tínhamos dinheiro para nos alimentarmos quanto mais para comprar refrigerantes e ela que sempre adorou aquela marca começou a chorar.

Fiquei com pena e dividi o meu com ela. Rimos muito dessa situação depois.

Nossa cumplicidade aumentou ainda mais nesse período porque éramos só nós dois com aquela dificuldade. O colégio ficou em atraso, mas ela contornou. Arrumou coragem e pediu ajuda ao meu avô explicando toda a situação.

O coronel era durão, mas no fundo era uma boa pessoa, só tinha personalidade forte. Minha mãe também tinha então eles se estranharam muito na vida inclusive no divórcio quando ela foi a única dos filhos que declaradamente apoiou um lado ficando junto a minha avó.

Mas ela o amava muito, chorava ao ouvir a música “pai” de Fábio Jr e se lembrar dele e acredito que meu avô do jeitão dele lhe amava muito também e principalmente lhe respeitava por vê-la como um espelho.

Espero e tenho certeza que em outro plano deram o abraço que tanto precisava e se entenderam.

Meu avô aconselhou que minha mãe lutasse na justiça por minha guarda e começou a dar uma ajuda financeira que nos tirou do estrangulamento, mas a coisa ainda era complicada.

A vida continuou. Eu ganhara uma bicicleta de aniversário e como minha mãe e eu nunca conseguíamos dormir cedo íamos à rua de madrugada para ela me ensinar a andar.

Sim, eu tinha quinze anos e não sabia andar de bicicleta.

Eu até aprendi em partes quando era criança. Aprendi a andar com rodinhas e ia e voltava do judô acompanhado de minha mãe e andando.

Mas um dia eu caí e machuquei o joelho ralando todo. Sou um cara que tenho um defeito, desisto de algumas coisas muito facilmente e em outras mais insistente do que devia, com a bicicleta desisti.
E só oito anos depois, em 1989 decidi tentar novamente com a bicicleta. Íamos pra rua de madrugada, eu tinha vergonha de dia, eu com bicicleta sem rodinhas tentava andar tomando muito tombos e minha mãe não me deixando desistir.

Assim aos poucos eu aprendia.

No dia seguinte ao vômito cheio de vergonha fui ao colégio. Tirando umas pequenas gozações aqui e ali, maior parte do Luis Felipe que, afinal, foi o vomitado ninguém tocou muito no assunto para meu alívio.

Outro alívio que eu tinha é que a Ericka faltara aula no dia anterior e não viu o acontecido. Mas carinhosa perguntou se eu estava bem.
Cada dia mais estava apaixonado por ela. Aos poucos parei de faltar aulas e chegar atrasado só para ter mais tempo com ela. Chegava sexta-feira e eu ficava deprimido doido para chegar segunda. Tinha dias que até minha mãe falava para eu não ir ao colégio e eu insistia para ir.
Quem me conhecia começou a estranhar meu comportamento. Minha mãe perguntava o motivo da mudança e eu envergonhado sem querer dizer que estava apaixonado respondia que era nada demais.
Adorava ver a Ericka chegar ao colégio. Tentava me sentar o mais
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próximo possível dela, mudei o ponto que eu pegava o ônibus só para ficar mais perto dela.

E até evento religioso fui por causa dela.

Ericka e eu fizemos segunda chamada de Geometria por termos perdido a prova. Ela super inteligente como sempre tirou dez e eu nove.

Fiquei muito feliz com o nove e a vontade que eu tive foi de mandar o professor Martins para um lugar não muito legal. Faltava só eu me recuperar em Geografia que eu ainda não conseguia notas legais e precisava de um oito no último bimestre para não ir à recuperação pela primeira vez.

No dia que recebemos as notas de Geometria Ericka comentou comigo sobre o budismo. Ela seguia a religião e ia todos os domingos a cultos. Eu super apaixonado me empolguei e comentei que adorava o budismo e queria ir com ela, se podia.

Toda educada Ericka respondeu “claro que sim”.

Eu não adorava o budismo. Tinha nada contra, mas entendia nada da religião e só falei aquilo para ficar perto dela.

Domingo fui até sua casa e ela me recebeu com sorriso nos lábios. Estava linda e me deu um beijo no rosto que me levou ao céu. Depois sua mãe surgiu, me cumprimentou e perguntou “Vamos?”.

Fomos de carro até um pequeno templo que funcionava em uma casa. Entendi nada do que eles falavam, até porque eu não tirava os olhos de Ericka, mas achei muito bonito tudo que pregavam, todo o ritual.

Acabou que não alcancei meu maior objetivo naquela saída que era me declarar a ela. Aumentava cada vez mais o incômodo de não conseguir falar para ela que lhe amava.

 Gustavo, meu melhor amigo no lado sentimental insistia que eu falasse, que o máximo de ruim que poderia ocorrer era tomar um “não”, mas eu não conseguia.

Apesar de ter tomado muitos “nãos” na vida eu sempre tive grandes problemas com a rejeição.
Setembro era também o mês de aniversário do AME.

Eu tive mais um daqueles sonhos doidos. Sonhei que como presidente do Grêmio Estudantil andava pelo povo em um carro aberto acompanhado da Ericka que era minha primeira dama. Acenava aos populares feliz até que tomei um balaço na cabeça. Depois do tiro minha mãe me acordou.

Dessa vez gostei de ser acordado.

Acordei e fui para o colégio para as festividades do aniversário de sete anos do AME. Colégio novo formado por professores que rapidamente se tornou o melhor colégio da Ilha do Governador e que me deu grande orgulho de ter estudado.

Era uma semana de festividades que juntavam lado cultural e esportivo. Ericka foi atriz principal de uma peça sobre o fantasminha Pluft e eu babei por minha musa que teve uma brilhante atuação.

Por curiosidade a União da Ilha, também se apresentou nas festividades e cantou uma versão de seu famoso samba “É hoje” que tem os versos “Diga espelho meu/se há na avenida alguém mais feliz que eu” e na versão falava do colégio.

Nunca imaginei que menos de dez anos depois eu começaria uma história com a agremiação.

E participei de algumas atividades esportivas. Era titular do time de vôlei da classe graças a meu saque que era muito bom. Única coisa que eu fazia que prestava em esporte e tive a honra de jogar com meus amigos Luis Felipe e Rodrigo que eram maravilhosos jogadores.

Mas perdemos logo o primeiro jogo e fomos eliminados.

No futebol eu era reserva e última opção. O time da turma era muito bom e foi ganhando, ganhando até chegar à final.

Chegamos à final enfrentando a turma da oitava série com toda aquela rivalidade que eu contei capítulo atrás. O “pau quebrou” durante o jogo e vários jogadores saíam contundidos, mas nada de gol.

No primeiro tempo Marco bateu uma falta e errou de propósito. Conseguiu mirar e acertou a janela da sala da oitava série quebrando a mesma e provocando uma confusão generalizada no jogo com dois expulsos de cada lado.

Eu do banco me imaginava pegando uma lata de espinafre, comendo, me tornando o Popeye e entrando em campo para resolver a final. Mas minha realidade era o banco vendo todo mundo entrar menos eu.

A final de futebol era o evento que terminava as festividades do colégio e todos pararam pra ver aquela “batalha campal”. Nossos jogadores e os deles saíam de campo machucados e só sobrou eu no banco.

Percebi a situação e vendo como estava o jogo rezava para ninguém mais se machucar e não precisarem de mim. Até que mais um se machucou e o treinador desolado olhou pra mim e disse “é..entra Quinzinho”.

Entrei em campo e a bola sobrou pra mim. Naquele instante vi que a Ericka assistia ao jogo, me distraí e dois jogadores deles me jogaram no chão. O jogo foi parado e o juiz perguntou se eu estava bem. Respondi zonzo que sim e levantei.

A batalha continuava e eu fugia da bola como podia. Mas o problema era quando eles tinham faltas a favor. Por ser gordo me colocavam na barreira e tome pancada. Não era igual a de Marco Aurélio, mas doía.

O jogo corria no 0x0 e entrou no último minuto com tudo aparentando pênaltis.

Só que aí uma bola sobrou para o Marco Aurélio e ele deu um chute fortíssimo. A bola pegou em cheio no meu rosto e eu caí duro.

Alguns segundos depois acordei com o Marco e todo o time me olhando e perguntando se eu estava bem. Respondi que tirando o zumbido que provavelmente ouviria para o resto da vida sim. O time começou a gritar e me pegou colocando nos braços comemorando.

Eu não entendia nada e perguntei o que tinha ocorrido. Ericka se aproximou de mim e me deu um beijo no rosto dando parabéns e que tínhamos sido campeões.

Perguntei como e ela respondeu que a bola acertou meu rosto e desviou do goleiro entrando no gol.

Fiz o gol mais importante da minha vida, que decidiu campeonato no colégio e não vi.

Recebemos as medalhas e eu mesmo com o olho doendo estava orgulhoso do dia que consegui ser ídolo e notado no AME.

Eu contara que a ocasião do ping pong tinha sido minha única vitória esportiva, pois é, teve essa também só que essa não vi nada.

No dia seguinte cheguei com olho roxo no colégio e algumas pessoas me cumprimentavam. Fiquei muito orgulhoso, mas vi que entre meus amigos não havia entusiasmo, até estavam com semblantes tristes e reparei na ausência de Marco Aurélio.

Perguntei onde ele estava e Rodrigo me respondeu que a mãe de nosso amigo tinha morrido.

Começava um drama na vida do meu grande amigo Marco Aurélio.


CAPÍTULO ANTERIOR:

AGOSTO  
   

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

SOBE O SOM: CAT STEVENS & BILLY JOEL


Yusuf / Cat Stevens, nome artístico de Steven Demetre Georgiou (Londres, 21 de Julho de 1948) é um cantor e compositor britânico. Vendeu 40 milhões de álbuns, principalmente entre as décadas de 1960 e 1970.  Depois de sua conversão ao islamismo adotou o nome de Yusuf Islam.

Nascido em Londres e batizado Steven Demetre Georgiou, é filho de pai de origem greco-cipriota e mãe de origem sueca. Converteu-se ao islã, mudou de nome para Yusuf e abandonou a música em 1978. Desde então, passou a se dedicar à atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas canções. Muitas delas dissertam sobre temas de sua vida anterior à conversão e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que suas canções fossem usada em comerciais de televisão, com exceção de Father and Son para o comercial da agência Saatchi & Saatchi Wellington Agência  pelo apelo passional da propaganda.

Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de discos por ano.

Billy Joel, nascido William Joseph Martin Joel (Bronx, 9 de Maio de 1949[1]) é um cantor, compositor e pianista norte-americano. De acordo com o RIAA, Joel é o sexto artista que mais vendeu nos Estados Unidos com 78,5 milhões de discos.

Joel tem músicas de sucesso entre os anos 1970, 80, e 90; alcançando por 33 vezes o Top 40 nos Estados Unidos, todos os quais ele próprio escreveu. Ganhou o Grammy 6 vezes e teve 23 nomeações. Já vendeu mais de 150 milhões de álbuns pelo mundo fora. Foi incluído no Songwriters Hall of Fame em 1992, no Rock and Roll Hall of Fame em 1999 e no Long Island Music Hall of Fame em 2006. Em 2001, Joel recebeu o prêmio Johnny Mercer do Songwriters Hall of Fame. Em 2013, Joel recebeu o Prêmio Kennedy por influenciar a Cultura America através da arte.

Joel parou de escrever e lançar material pop/rock após o álbum de 1993 River of Dreams. No entanto, ele continua a fazer turnês, e toca canções de todas as eras da sua carreira solo em seus shows. A coletânea "Greatest Hits Volume I & Volume II" é o disco duplo mais vendido de todos os tempos, segundo lista da RIAA.

Então vamos lá!!


Sobe o som Cat Stevens & Billy Joel!!


Wild World (Cat Stevens)


Morning has broken (Cat Stevens)


How can I tell you (Cat Stevens)


The wind (Cat Stevens)


Trouble (Cat Stevens)


Moonshadow (Cat Stevens)


If you want to sing out, sing out (Cat Stevens)


Hard headed woman (Cat Stevens)


Vienna (Billy Joel)


Uptown girl (Billy Joel)


Honesty (Billy Joel)


Piano man (Billy Joel)


For the longest time (Billy Joel)


My life (Billy Joel)


We didin`t start the fire (Billy Joel)


She`s always a woman (Billy Joel)


Bem, aí está um pouco da obra desses grandes artistas. Semana que vem tem mais dois grandes artistas. Chitãozinho & Xororó.


Enquanto isso canção de pai para filho..


.. e parar cantar o jeito que você é.


SOBE O SOM ANTERIOR:

CLAUDINHO & BUCHECHA

TROCANDO EM ARTES: TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR



Trocando em artes fala hoje de uma das peças de teatro mais engraçadas e bem sucedidas do Brasil.

Trocando em artes orgulhosamente apresenta:


Trair e coçar é só começar



Sinopse



Olímpia é uma empregada ambiciosa, confusa, trapalhona e misteriosa que arma uma enorme confusão entre seus patrões e os amigos deles, levando os homens a acreditar que suas mulheres são adúlteras e vice-versa.


Sobre a peça



Trair e coçar é só começar é uma comédia inspirada no gênero Vaudeville. A peça gira em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocadas por uma empregada que aproveita da desconfiança geral entre os casais de amigos, um vendedor de jóias e um padre em situações hilariantes. Tem como fio condutor a empregada Olímpia, que complica e descomplica a ação, e uma série de personagens á beira de um ataque de nervos. Autor: Marcos Caruso Direção: Attílio Riccó


Estreia



Estreou no Rio de Janeiro em 26 de Março de 1986, e em agosto de 1989, em São Paulo. O Público no Brasil é de 4 039 214 pessoas, sendo mais de 3.034.214 só em São Paulo (Capital e Interior) e cerca de 7312 apresentações.


Grandes marcas



Entrou para o Guinness Book por quatro vezes como a mais longa temporada ininterrupta em cartaz no teatro nacional. Apresentou-se em Miami no Teatro Colony , no mês de Março de 1.998 com casa lotada.


No cinema



Filme brasileiro de 2006, do gênero comédia, dirigido por Moacyr Góes.

Adriana Esteves como Olímpia
Cássio Gabus Mendes como Eduardo
Ailton Graça como Nildomar
Bianca Byington como Inês
Mônica Martelli como Lígia
Mário Schoemberger como Cristiano
Márcia Cabrita como Vera
Otávio Müller como Cláudio
Cristina Pereira como Dona Orávia
Thiago Fragoso como Carlos Alberto
Lívia Rossy como Salete Bueno
Fabiana Karla como Zefinha


"Trocando em artes" versão teatro volta com "A partilha".


TROCANDO EM ARTES ANTERIOR:

BETO ROCKFELLER.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

QUINZE ANOS: CAPÍTULO IX - AGOSTO


Estava estudando feito um condenado. Nem nas férias tive descanso então resolvi radicalizar.

Inventei que estava doente numa manhã quando minha mãe e vó saíram e resolvi aproveitar a vida. Liguei para um amigo bobalhão, nerd, que o pai tinha uma Ferrari e mandei que ele me buscasse em casa. Ele me buscou, fomos até o colégio e lá dei um jeito da Ericka sair da aula do professor Martins e nos acompanhar.

Tivermos um grande dia. Almoçamos em lugar chique nos passando por outras pessoas e não pagando, fomos a museu, alto de prédios ver a vista, jogo de futebol e até cantei em um evento que rolava no centro da cidade.

O problema todo foi quando pegamos a Ferrari de volta e o meu amigo viu que a quilometragem estava mexida, ele surtou coitado.

Deixei a Ericka em casa e corri pra minha para conseguir chegar antes de minha mãe e minha avó. Corri muito, passei por casas, carros, até o de minha mãe e quando cheguei em casa dei de cara com o professor Martins.

Ele todo rasgado, sapatos arrebentados e cara de quem teve um dia péssimo disse que finalmente me pegara e eu iria repetir a sétima série. Nesse instante o Marco Aurélio saiu de dentro da casa e disse que estava preocupado comigo e demorei a voltar do Paulino Werneck, o hospital da Ilha do Governador.

Eu corri para minha cama antes que mãe e vó entrassem e deitei na cama enquanto o professor Martins entrava derrotado em um ônibus escolar e todos os alunos lhe olhavam assustados.

Pena que perdi essa cena.

Deitei na cama e senti alguém me cutucando, era minha mãe, mas não era pra me dar uma sopinha por eu estar doente, mas porque eu estava dormindo mesmo. Foi tudo um sonho, como sempre.

Mas acordei com a sensação que a vida é muito curta e ela tem que ser aproveitada.

Agosto começou com força total. Além de meu aniversário de quinze anos teria eleição do grêmio estudantil e não sei por qual motivo montaram uma chapa e decidiram me colocar como presidente. Coisa da Raquel que articulou a criação da chapa e achava que eu era o mais bem preparado.

Bem, começamos a campanha. Nossos adversários eram da oitava série e sempre tivermos certa rivalidade com eles, desde que éramos da quinta série. Muitas juras de porrada e estranhamentos e por ser o pessoal da oitava quem enfrentava me empenhei ainda mais e tive ajuda da galera da sétima, até do Nelson, meus amigos entraram de cabeça na campanha.

Raquel então era a principal entusiasta e passávamos o dia juntos fazendo campanha o que levava a comentários dos outros sobre namoro nosso.

Nada..tentei de tudo no ano anterior namorar a Raquel e consegui nada, ela só queria minha amizade mesmo. Mas fazia bem ao ego.

Um dia Ericka me perguntou se eu estava namorando com a Raquel e respondi que não. Ela deu um sorrisinho de canto de boca e respondeu “sei”. Será que ela estava com ciúmes? Meu coração não aguentaria tanta emoção.

Raquel com cara enfezada passou por mim e disse que precisava falar comigo. Ela continuou andando e Ericka falou “vai que sua namorada tá te chamando”.

Eu fui e Raquel reclamou que tínhamos uma campanha para fazer e eu não podia perder tempo com paqueras.

Incrível, será que elas estavam com ciúmes? Uma com ciúme da outra? Muita emoção para esse pobre coração.

Na realidade era nada demais, mas eu via a situação com as duas vestidas de vermelho, eu de malandro e elas cantando “o meu amor, tem um jeito manso que é só seu..” como na peça “Ópera do malandro” do Chico Buarque. Imaginei as duas cantando “eu sou sua menina viu? E ele é o meu rapaz, meu corpo é testemunha do bem que ele me faz”.

Pretensão..

Mas não chegava apenas a eleição do grêmio estudantil, também chegava o meu aniversário. Dia 9 de agosto eu faria 15 anos. Viraria um adulto, o mundo se abriria para mim, eu seria uma nova pessoa..

..nada, eu só estava interessado em minha festa.

Chamei o colégio todo, iria fazer um festão e durante a semana anterior só se falava no evento. No dia eu esperava ansioso os convidados de roupa nova e comida e bebida que não acabavam mais e eles iam chegando.

E eles chegavam, um a um, a casa foi ficando cheia e eles chegavam cada vez mais...

..é..eles, só homens, nada de mulheres.

Quando fui ver tinha mais de setenta homens na minha casa e nada de mulher. Incrível, mas nenhuma mulher que convidei compareceu apenas os caras e eles já reclamavam perguntando pelas meninas. Eu não sabia o que dizer.

Quando o clima já ficava pesado meu tio Flávio, casado com minha tia Rachel que veio de Curitiba, sacou uma ideia genial. Ele disse que alugara um filme pornô e colocaria pra gente.

99% daqueles meninos da festa eram virgens e nunca viram um filme pornográfico e o alvoroço foi grande.

Flávio colocou a fita no videocassete e os meninos se espalharam pela sala. Sentaram no sofá, em cadeiras, no chão, mais de setenta garotos tensos esperando que a fita começasse.

E de repente começa um filme do Mickey Mouse. Os garotos furiosos começaram a jogar bolinhas de papel na TV e o Flávio pediu que se acalmassem que era brincadeira pondo assim a fita verdadeira.

E o que se “ouviu” depois foi um grande silêncio. Como eu disse anteriormente nunca nenhum menino tinha visto cenas daquelas e estavam todos paralisados olhando. Meu tio notou e mandou que todos colocassem as mãos ao alto e que estavam proibidos de ir ao banheiro.

Eu também nunca tinha visto e por dentro pensava “então é assim?”. Desde aquele filme algo mudou em mim, na minha vida. Eu chegara a conclusão que estava na hora de fazer sexo.

O filme acabou e os meninos ficaram todos lá sentados como em transe. Flávio avisou que o filme acabara e podíamos levantar, mas ninguém ouviu.

O jeito foi colocar o som pra tocar do lado de fora e assim os meninos foram levantando um a um.

Quando eu ia saindo o tio Flávio me entregou um embrulho e disse que era seu presente pra mim. Quando abri era uma caixa de camisinhas, nunca vira uma de perto.

E mais ainda eu chegava a conclusão que tinha que transar.

Do lado de fora percebi que uma mulher pelo menos chegara. Junto com um amigo da minha mãe, também fuzileiro, chamado Ricardo chegou sua esposa, a Daya.

O casal por dois anos pelo menos foi muito amigo de nossa família e nos víamos praticamente todos os dias e a Daya era uma mulher linda de apenas vinte e dois anos, na flor da idade. Cara de menininha, seios grandes e firmes. Posso dizer que a partir daquele momento ela começou a ser atriz principal de meus pensamentos mais impuros, vem a mente de vez em quando até hoje e se eu fizer um ranking desses anos
todos de quem mais homenageei ela está em primeiro lugar.

Mas apenas a Daya não bastava, precisávamos de mais mulheres e de nossa idade.

Em uma atitude desesperada os garotos viram três meninas andando na rua e correram atrás chamando para entrar. Papo vai, papo vem e conseguiram convencer que entrassem.

Elas entraram e ficou um clima estranho. Parecia um monte de lobos querendo atacar as “chapeuzinhos vermelho”. Com o tempo elas se sentiram mais em casa e até dançaram com os convidados.

Menos comigo, claro, que sempre me dou mal.

Enquanto Luis Felipe sentava ao lado de uma das meninas, mais calada e perguntava se ela estava triste sem conseguir resposta as outras duas dançavam alegremente e eu dançava com um cabo de vassoura ao som de Whitney Houston cantando “one moment in time”. Música da novela “O salvador da Pátria”.

Sonhando com a presença de Ericka, que não apareceu.

No fim da festa ficamos eu, Marco, George, Gustavo, Rodrigo e Luis Felipe devorando os salgadinhos que sobraram, rindo dos acontecimentos da festa e assistindo o filme pornô.

Grandes amigos, grande festa.

Na segunda-feira minha festa foi o comentário principal do colégio com os meninos em código falando do filme pornô que assistimos e lamentando que as meninas não compareceram.

Agora com idade nova, quinze anos, eu tinha que correr atrás de uma eleição para vencer.

A campanha entrou em reta final e o colégio estava dividido entre eu e o garoto da 8° série até que foi marcado um debate entre os dois candidatos.

Eu estava muito nervoso no dia e perguntei a Raquel o que eu deveria fazer. Ela olhou nos meus olhos e disse “seja você mesmo”. Perguntei se era isso mesmo que eu devia fazer e Raquel respondeu “Claro que não, isso é política, minta”.

A Raquel hoje é senadora e ministra mostrando que tinha grande talento pra política, mentira é não, sei lá...

Entrei no palanque pro debate tenso, mas vi que meu adversário também estava e aproveitando as aulas de teatro que fiz consegui me acalmar e encarnar um personagem.

A cada pergunta um sorriso, alguns segundos para começar a responder e fala pausada, tranquila respondendo algo que tinha nada a ver com a pergunta, mas com tanta convicção que os eleitores ouviam aquilo que queriam. Eu estava pronto para concorrer a presidência da República !!

No fim mostrei documentos provando que o menino meu opositor se dizia torcedor do Vasco, mas era América e tinha vergonha de assumir deixando meu adversário sem respostas.

E minhas últimas palavras foram “Eu tenho um sonho!! Em que todos os alunos são tratados como iguais. Brancos, negros, índios, homens e mulheres com recreio de uma hora de duração e podendo sair mais cedo!! Não perguntem o que o colégio pode fazer por você e sim o que você pode fazer pelo colégio!! Deus salve o AME!!”.

Fui ovacionado. Aplaudido por professores, diretora, até pelo meu opositor emocionado com lágrimas nos olhos. Menos lógico pelo professor Martins que só olhava.

Ganhei com 90% dos votos e evidente que não cumpri nada que prometi. O cargo era apenas figurativo, pra dizer que os alunos tinham voz, mesmo que rouca.

Comemorei com meus amigos de fé numa festa junina, que na verdade era agostina que ocorria na rua de minha casa. Enquanto meus amigos estavam lá comemorando eu estava puto porque o Vasco tinha contratado o Bebeto e naquela noite ele vestira a camisa do bacalhau.

Eles lá se divertindo com todas aquelas coisas bacanas de festa caipira e eu irritado. Acabou que um deles deu ideia de passearmos de jardineira e como eu queria passear mesmo topei.

Pra quem não sabe jardineira era um tipo de ônibus que existia na Ilha do Governador nos anos oitenta. Ele era todo aberto e só existia na orla. Gostávamos de andar nele porque dava pra dar “calote”. Como era todo aberto era só alguém entrar ou descer que podíamos descer por trás.

Vai ver por isso acabaram com a jardineira.

Pegamos uma e fomos passeando pela orla. O problema que o ponto final chegava e nada de alguém entrar ou descer para descermos e darmos o calote. Acabou que tivemos que pagar.

E não tínhamos dinheiro para volta. E agora? O que fazer? Só passavam ônibus comuns e tivemos que pegar um na torcida que alguém entrasse perto do lugar que descíamos e assim darmos o calote.

Mas ninguém entrava e toda hora o cobrador perguntava se não iríamos pagar e passar pela roleta, respondíamos que já iríamos fazer isso.

Mas não fizemos. O ponto final chegou e o cobrador perguntou se tínhamos dinheiro, respondemos que não.

Ele irritado mandou que passássemos por baixo da roleta numa das maiores vergonhas da minha vida. Só não foi maior do que a que passei em setembro e contarei depois a vocês.

Voltamos a festa junina com “caras de bunda”. Além de ter que aturar o Bebeto no Vasco virei caloteiro.

Um dia estarrecido via pela tv que o Raul Seixas tinha morrido quando minha mãe contou que iria a Curitiba ajudar minha tia Rachel em alguns problemas e essa viagem poderia ajudar com minha avó que ainda estava em depressão devido o divórcio com meu avô.

Resumindo, eu ficaria um final de semana sozinho em casa.

Na minha cabeça eu daria uma festa igual aquela do Tom Hanks em “a última festa de solteiro” com amigos, prostitutas, dança do ventre e jegue infartando. Meu sonho sempre foi dar uma festa assim.

Mas a realidade foi bem diferente. O fim de semana chegou e fiquei sozinho em casa sem nada pra fazer, um desastre.

Almoçava todo dia em um barzinho perto de cada e passava a tarde jogando video game. De noite minha mãe ligava perguntando se estava tudo bem e eu respondia que sim.

Pior que estava realmente tudo bem. Quem dera eu estivesse na situação do Tom Cruise no filme “Negócio Arriscado” em que tem que salvar o ovo de vidro da mãe que foi sequestrado por um cafetão enquanto ele tem a Rebeca de Mornay e lindas prostitutas pra lhe satisfazerem.

Mas eu só tinha o Marco Aurélio que disse que passaria na minha casa.

Domingo, dia anterior da volta das duas ao Rio Marco chegou com o George a tiracolo e fomos jogar video game. Mãe do Marco piorara da doença e ele não estava bem, foi bom para passarmos o tempo e eu “curtir” meu fracasso.

Lá pelas tantas comentei que perdia assim a grande chance de perder minha virgindade e que outra chance assim só deveria ter trinta anos depois quando Marco comentou “se pelo menos você tivesse ido ao Peixão”.

Parei de jogar e olhei para o Marco perguntando “Peixão? O que é isso?”. Marco contou que era o “puteiro” que ficava ali perto da minha casa na praia.

Foi aí que dei um salto da cadeira. Como assim? Eu vivera quinze anos na mesma casa do mesmo bairro e não sabia que tinha um local desses ali perto? Se soubesse tinha perdido minha virgindade aos oito anos !!

Enquanto Marco ria da minha situação puxei meu amigo pelo braço e disse que iríamos para lá naquele instante sem tempo a perder.

Puxei George também que reclamou que era sua vez de jogar.

Andamos um pouco e chegamos ao local. Lá fiquei extasiado. Era o paraíso, o local que sempre sonhei com mulheres belíssimas prontas para me transformar em um homem de verdade...

..ok, exagero de virgem. Era uma birosca que tinha duas mulheres.

Sentamos tímidos sob os olhares de uma gordona e uma desdentada. A desdentada até que era jeitosinha e fiquei de olho nela.

Pedimos cerveja enquanto a gordona perguntou se tínhamos idade para beber, mudamos para refrigerante e ela nos trouxe três guaranás.

Eu era o único ali com intenção de transar, George estava doido para ir embora e Marco perguntou para mim o que eu faria. Eu respondi que a desdentada era interessante e meu amigo chamou as duas.

Primeiro fez uma social conversando um pouco e elas perguntaram nossos nomes. George deu o seu e Marco respondeu que se chamava Sidney o que deixou George enfurecido perguntando porque ele tinha que dar o nome certo e Marco mentir. Começou a gritar que ele não se chamava Sidney e sim Marco Aurélio.

Logo após Marco disse que eu queria fazer um programa com a desdentada e perguntou quanto ela cobrava. Para minha surpresa a mulher disse que estava cansada e não queria fazer e ficamos sem saber como agir.

Ok eu já tomara fora de muitas mulheres na vida e ainda tomaria bastante, mas de prostituta era demais!!

Falei pro Marco que queria a gordona então e ele falou com a mulher que disse que não era segunda opção, eu já tinha escolhido a outra e ela não iria servir como reserva.

É, uma situação no mínimo inusitada.

Marco era bom de lábia e papo vai, papo vem conseguiu convencer a desdentada a fazer o programa.

Sinceramente eu não sei o que me deu mais pavor se foi em todas as vezes que me declarei a alguma mulher ou naquela que eu recebi um sim.

Fui com ela para os fundos da casa recebendo desejo de boa sorte de meus amigos e entrei em um quarto pequeno, poeirento com uma cama apenas com colchão.

A mulher mandou que eu desse o dinheiro e dei depois tirou a roupa ficando completamente nua na minha frente. Eu que nunca vira uma mulher nua ao vivo na vida fiquei embasbacado, sem reação.

Ela deitou-se e perguntou se eu ficaria ali parado em pé. Rapidamente tirei a roupa e deitei. Ela perguntou se eu ficaria de meias e tênis daí percebi que tirara tudo menos isso e me livrei.

O restante nem preciso dizer. Não teve sinos, não teve música romântica ao fundo pra celebrar o momento com mulher que eu amava, foi apenas perda de virgindade.

Saí de lá com sorriso no rosto, nem parecia que eu acabara de dar uma de São Jorge e enfrentado o dragão. Marco perguntou se estava tudo bem e respondi sorrindo com a cabeça que sim enquanto George dizia graças a Deus que podíamos ir embora e ele jogar vídeo game.

Voltamos para casa e no dia seguinte minha família chegou além de eu ter aula.

Andava pelo corredor do colégio quando encontrei a Ericka. Cheio de coragem cheguei perto de minha amada e lhe desejei bom dia dando um beijo em seu rosto e continuando a caminhar.

Cheio de pose, de auto-estima, muito homem. Eu me sentia como aquele moleque do filme com a Sylvia Kristel “uma professora muito especial” onde ela é empregada da casa e seduz um garoto de quinze anos, como eu. Só faltou que eu escutasse a canção do Rod Stewart ao fundo.

E era grande a vontade de dizer a todos que eu tinha transado.

Eu era o cara.


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JULHO