quinta-feira, 18 de maio de 2017

CINEBLOG: HOUVE UMA VEZ UM VERÃO


Cineblog volta hoje falando de um filme marcante dos anos 60 e que vive até hoje em sonhos de adolescentes.

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Houve uma vez um verão



Summer of '42 (Houve uma vez um verão (título no Brasil) ou Verão de 42 (título em Portugal)) é um filme americano de 1971, do gênero drama romântico, dirigido por Robert Mulligan e estrelado por Jennifer O'Neill, sua história baseado nas memórias do roteirista Herman Raucher que, quando adolescente, passara as férias de verão na ilha de Nantucket e vivera uma paixão platônica por uma jovem cujo marido estava fora, lutando na II Guerra Mundial. A história narra o afã de jovens garotos em perder a virgindade, ocasião em que apresenta aspectos de comédia.

Ainda em 1971, com o sucesso do filme, Herman Raucher lançou um livro homônimo, originalmente com 251 páginas; a reedição mais recente do romance é de 2015. O filme teve uma sequência com os mesmos personagens juvenis, também escrito por Raucher — Class of '44 — de 1973.


Sinopse


Hermy é um garoto que, apaixonando-se por uma mulher mais velha, nela encontra sua passagem da adolescência para a fase adulta. Em meio a situações sentimentais e engraçadas, tudo transcorre durante um verão em plena guerra mundial situações como amor, sexo, amizade e também a morte levam Hermy a compreender a si mesmo.

A situação toda transcorre em tom de nostalgia, pois a história é narrada pelo mesmo Hermy adulto que, ao relembrar o passado, reflete sobre o efeito duradouro daquilo que vivera, e a narrativa mostra que ainda permanecem ativos os fatos, as lições e as emoções da juventude.


Roteiro


Segundo o autor a história toda decorreu da sua vontade em homenagear o amigo Oscy, cujo nome verdadeiro era Oscar Seltzer e que morrera justo no dia de seu aniversário quando servia como médico na Guerra da Coreia: não houvesse esta coincidência de a morte dele ter ocorrido justo nesta data ele jamais teria escrito a história.

Para ele a situação vivida com a personagem Dorothy não representou de forma alguma um ato de pedofilia, como mais tarde viria a ser aventado, e sim algo que simplesmente aconteceu; ele realça o fato de que as tensões motivadas pela perda levam as pessoas a fazerem sexo, como estudos demonstraram ter ocorrido após eventos como o ataque de 11 de setembro e que, embora sua intenção inicial fosse retratar o amigo, não há como negar a importância do que aconteceu com uma mulher mais velha e a perda da inocência. Sobre isto Raucher contou que depois ele sempre procurava conquistar todas as garotas que tinham o mesmo nome da mulher com quem teve sua primeira experiência e, após o filme, recebera cartas de muitas mulheres se dizendo ser a personagem real — destas, somente uma lhe pareceu verdadeira, pois reconhecera a letra; nela a mulher, então residindo em Canton (Ohio), contava que havia se casado novamente e já era avó e manifestou preocupação com o que fizera a ele, esperando não tê-lo traumatizado.


Elenco



Jennifer O'Neill .... Dorothy
Gary Grimes .... Hermie
Jerry Houser .... Oscy
Oliver Conant .... Benjie
Katherine Allentuck .... Aggie
Christopher Norris .... Miriam
Lou Frizzell .... balconista da farmácia


Principais prêmios e indicações



Oscar 1972 (EUA)

Venceu na categoria de melhor trilha sonora, assinada por Michel Legrand.
Indicado nas categorias de melhor edição, melhor roteiro original e melhor fotografia.

Prêmio Eddie 1972 (American Cinema Editors, EUA)

Venceu na categoria de melhor edição.

BAFTA 1972 (Reino Unido)

Michel Legrand recebeu o troféu Anthony Asquith pela música do filme.
Gary Grimes foi indicado na categoria de ator mais promissor.

Globo de Ouro 1972 (EUA)

Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema, melhor filme - drama, melhor trilha sonora original e ator mais promissor (Gary Grimes).

Festival Internacional de Cine de Donostia - San Sebastián 1971 (Espanha)

Robert Mulligan recebeu o troféu Concha de Prata


Em duas semanas "Cineblog" volta com o polêmico "Onda nova".


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