quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SOBE O SOM: CLAUDINHO & BUCHECHA


Claudinho & Buchecha foi por muito tempo uma famosa dupla de funk brasileira. A dupla, formada pelos cantores Claudio Rodrigues de Mattos (Claudinho), e Claucirlei Jovêncio de Sousa (Buchecha), foi premiada pela ABPD com dois Disco de Platina Triplo pelos álbuns Claudinho & Buchecha e A Forma, e também com disco de Platina Duplo pelo álbum Só Love, lançado em 1998.

De origem humilde, eram amigos de infância na cidade de São Gonçalo, e se consideravam irmãos. Participavam de baile funk e venceram um concurso de rap no bairro em que moravam. Em 1992, quando Claudinho convenceu Buchecha a participar de um concurso de Rap no Clube Mauá em São Gonçalo. Os dois ganharam o concurso, mas pararam por ai e três anos depois, ainda por insistência de Claudinho, a dupla participou e venceu mais um festival. Tiveram uma carreira batalhada mas o sucesso deles foi inevitável e hoje em dia são considerados por muita gente os reis do funk.

As músicas eram compostas na maioria por Buchecha, mas Claudinho também compunha. Bastava aparecer uma inspiração, que eles se trancavam no quarto e a música surgia. As coreografias eram criadas pelos dois. Tinham o hábito de rezar antes de entrar no palco e após os shows atendiam carinhosamente o público, dando autógrafos e tirando fotos. Para eles o que não podia faltar em cada show era calor humano. Com o sucesso, saíram de São Gonçalo e vieram morar na Ilha do Governador, de onde não saíram.

Então vamos lá!!


Sobe o som Claudinho & Buchecha!!


Fico assim sem você


Quero te encontrar


Só love


A conquista


Rap do Salgueiro


Coisa de cinema


Berreco



Xereta


Carrossel de emoções


Lindo balão azul


Tempos modernos


Meu compromisso


Bem. Aí está um pouco da maior dupa de funk que já tivemos. Semana que vem tem mais. Tem Billy Joel & Cat Stevens.


Enquanto isso vamos realizar nosso sonho.



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CELEBRARE

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

CINEBLOG: FLASHDANCE


Hoje Cineblog falará de um filme que é um marco dos anos 80, um clássico do "Sessão da tarde".

Cineblog orgulhosamente apresenta:


Flashdance



Flashdance (Flashdance - Em Ritmo de Embalo) (título no Brasil) é um filme americano de 1983, do gênero romance musical, realizado por Adrian Lyne. O filme foi produzido por Jerry Bruckheimer e Don Simpson e se tornou o terceiro filme mais assistido naquele ano  É também um dos filmes mais conhecidos da década de 1980. A produção tornou-se uma referência para artistas como Jennifer Lopez e Geri Halliwell, em que, nos clipes I'm glad e It's raining men, elas representam a protagonista da trama em cenas recriadas para os videoclipes.


Sinopse



Alex é uma jovem de garra e talento, que não mede esforços para realizar o sonho de se tornar uma bailarina. Para isso, durante o dia, ela trabalha como operária e à noite trabalha como dançarina numa boate. No decorrer do filme, ela se envolve com seu chefe, Nick, enquanto se prepara para concorrer a uma vaga em uma escola de dança de prestígio.


Elenco



Jennifer Beals .... Alexandra Owens
Michael Nouri .... Nick Hurley
Lilia Skala .... Hanna Long
Sunny Johnson .... Jeanie Szabo
Kyle T. Heffner .... Richie
Lee Ving .... Johnny C.
Ron Karabatsos .... Jake Mawby
Belinda Bauer .... Katie Hurley
Malcolm Danare .... Cecil
Philip Bruns .... Frank Szabo
Micole Mercurio .... Rosemary Szabo
Lucy Lee Flippin .... secretária
Don Brockett .... Pete
Cynthia Rhodes .... Tina Tech


Produção e direitos


Inseguros do potencial do filme, executivos da Paramount Studios venderam 25% dos direitos a Don Simpson antes do lançamento. Foram realizados testes por todo o país para o papel de Alex Owens. Entre as finalistas encontravam-se Jennifer Beals, Demi Moore e Leslie Wing. Após o lançamento do filme, tornou-se público que algumas cenas foram filmadas pela dançarina Marine Jahan.

O pôster do filme, com Jennifer Beals usando um suéter com a gola exageradamente esticada, tornou-se uma das marcas do filme. Tal efeito, entretanto, não foi obtido propositalmente. Beals havia deixado a roupa por tempo demais na lavadora, levando-a a encolher. Para que pudesse usá-la, teve que cortar um grande pedaço na gola.

Flashdance foi inspirado na vida de Maureen Marder, uma mulher que trabalhava de dia como operária e de noite como dançarina em Toronto, e que aspirava entrar numa prestigiosa escola de dança. Pouco antes da estréia do filme, Maureen assinou um contrato no qual autorizava a Paramount Pictures retratar sua vida no filme pelo valor de 2.300 dólares. Após verificar o uso de coreografias do filme no vídeo da canção I'm Glad, de Jennifer Lopez, Maureen resolveu processar a Sony Corporation (realizadora do vídeo) e a Paramount Pictures, uma vez que o filme havia obtido cerca de 150 milhões de dólares, dos quais Maureen não teve parte.

Em junho de 2006, a Corte de Apelação de San Francisco negou a apelação de Maureen. Os três juízes do caso concordaram que, quando da assinatura do contrato, não havia evidência de que ele estava sendo feito por meio de fraude, ainda que os valores possam ser considerados muito inferiores ao valor arrecadado nas bilheterias.


Repercussão e recepção da crítica



Flashdance foi o primeiro sucesso de um grupo de pessoas que viriam a figurar entre as mais bem-sucedidas da indústria nos anos seguintes. O filme foi a primeira colaboração entre Don Simpson e Jerry Bruckheimer, que posteriormente viriam a produzir juntos Top Gun e Beverly Hills Cop, enquanto o diretor Adrian Lyne viria a participar de filmes como Atração Fatal, Nove e Meia Semanas de Amor, Proposta Indecente e Lolita. Lynda Obst, roteirista responsável pelo desenvolvimento do primeiro esboço do filme, viria a produzir Adventures in Babysitting, The Fisher King e Sleepless in Seattle.

Flashdance tem recepção mista por parte da crítica especializada. Possui tomatometer de 30% em base de 37 críticas no Rotten Tomatoes. Por parte da audiência do site tem 63% de aprovação.


Trilha sonora



1º "Flashdance... What a Feeling" (Giorgio Moroder, Keith Forsey, Irene Cara) interpretado por Irene Cara
2º "He's a Dream" (Shandi Sinnamon, Ronald Magness) interpretado por Shandi Sinnamon
3º "Love Theme from "Flashdance" (Giorgio Moroder) interpretado por Helen St. John
4º Manhunt" (Doug Cotler, Richard Gilbert) interpretado por Karen Kamon
5º "Lady, Lady, Lady" (Giorgio Moroder, Keith Forsey) interpretado por Joe Esposito
6º "Imagination" (Michael Boddicker, Jerry Hey, Phil Ramone, Michael Sembello) interpretado por Laura Branigan
7º "Romeo" (Pete Bellotte, Sylvester Levay) interpretado por Donna Summer
8º "Seduce Me Tonight" (Giorgio Moroder, Keith Forsey) interpretado por Cycle V
9º "I'll Be Here Where the Heart Is" (Kim Carnes, Duane Hitchings, Craig Krampf) interpretado por Kim Carnes
10º "Maniac" (Michael Sembello, Dennis Matkosky) interpretado por Michael Sembello.


Prêmios e nomeações



Oscar 1984 (EUA)

Venceu na categoria de melhor canção original (Flashdance... What a Feeling).
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor edição, melhor canção original (Maniac) e melhor trilha sonora.

Globo de Ouro 1984 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor trilha sonora - cinema e melhor canção original - cinema (Flashdance... What a Feeling).
Indicado nas categorias de melhor filme - comédia/musical, melhor actriz - comédia/musical (Jennifer Beals) e melhor canção original (Maniac).

BAFTA 1984 (Reino Unido)

Venceu na categoria de melhor edição.
Indicado na categoria de melhor trilha sonora, melhor som e melhor canção original (Flashdance... What a Feeling).

Grammy 1984 (EUA)

Venceu na categoria de melhor banda sonora de um filme ou programa de TV.

Framboesa de Ouro 1984 (EUA)

Indicado na categoria de pior argumento.


Cineblog volta em duas semanas com "Footloose".


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JERRY LEWIS

terça-feira, 29 de agosto de 2017

QUINZE ANOS: CAPÍTULO VIII - JULHO


Estou em um tatame. A luta não está fácil. Está empatada e quem der o próximo golpe vence. Estou caído no chão com muitas dores na perna, penso em desistir.

O Nelson, meu oponente grita ao meu lado e bate com força a mão no chão dizendo que sou fraco e que eu levantasse. A dor é insuportável, não dá mais pra mim. Mas meu professor, um japa coroa manda que eu levante porque vou vencer.

Ele grita “Vai Quizinho, vai Larusso, você consegue!! Pra cima!! Pra baixo!! Aaaaiii!!”.

Levanto mancando, com muitas dificuldades. O juiz da luta pergunta se posso, se tenho mesmo condições. Com cara de sofrimento respondo que sim e o juiz manda que tomemos posição com o Nelson apontando pra mim e dizendo que vai me matar.

O árbitro autoriza a luta e eu levanto uma das pernas e abro meus braços como se fosse uma garça, uma libélula esvoaçante. Nelson se aproxima de mim e dou um salto acertando seu rosto com a perna que estava no chão.

Caio cheio de dores, mas vencedor, Nelson está nocauteado.

As pessoas invadem o tatame para comemorar, me colocam nos braços enquanto meu técnico japa só me olha e sorri. Ericka se aproxima e me dá um beijo. É o meu momento, eu sou o campeão.

Nesse momento o professor Martins me puxa e entrega a bíblia na minha mão mandando que eu copiasse tudo. Olho pra ele assustado que diz ironizando “karatê kid..tá bom”.

Acordo com o despertador tocando e avisando que era meu último dia de aula antes das férias.

Tomei café e o clima em casa era muito pesado com o processo de divórcio dos meus avós. As duas nem me deram atenção naquela manhã só formalizando o que minha avó diria na audiência. Saí, peguei o busão e antes que seu Juarez fechasse a porta coloquei meu pé. Ele olhou e eu sorri falando que não estava atrasado. Seu Juarez respondeu “Último dia de aula..pelo menos hoje né”?

Subi, assisti as aulas, lamentei que ficaria quase um mês sem ver a Ericka justo naquele momento que nos aproximamos devido as aulas de teatro e recebi meu boletim. Minhas notas melhoraram em relação ao primeiro bimestre. Mas eu continuava mal em geometria e geografia.

Saí do colégio comentando com meus amigos que minha mãe me mataria devido a essas duas matérias com eles dizendo que não, minha mãe era gente boa e entenderia.

Não entendeu e me pendurou pelos pés no terraço com a cabeça pra baixo dizendo que sim, me mataria por causa das notas. Eu desesperado olhando o chão pedia pelo amor de Deus para ela não me soltar e prometendo estudar.

Ok..exagerei, ela não fez isso. Só ficou furiosa e falou que eu teria aulas particulares nas férias.

Saco..se já não bastasse ter que aparecer todos os sábados ao colégio, quem tinha notas vermelhas era obrigado a fazer reforço, ainda teria aulas particulares em casa. Que férias eram essas?

Eu tinha um time de futebol na minha rua que se chamava “Temporal” e usava o mesmo uniforme do “To que tô”. Eu graças a minha grande habilidade esportiva era o técnico do time e ele ganhara reforços de meus amigos de colégio. O Pinheiro conseguiu um amistoso para o time na região Serrana do Rio e treinávamos na praia todos os dias para esse jogo.

O Pinheiro era como se fosse o meu pai já que eu tinha pouquíssimo contato com ele. Meu pai nunca me procurava, nem nos meus aniversários, Natais nada. Eu que lhe procurava as vezes, mas acabei desistindo já que não via carinho em retorno.

E foi numa dessas manhãs na praia que o Pinheiro me deu a notícia que fora transferido para Belém. Perguntei como assim e ele respondeu que como fuzileiro naval tinha que ir para onde mandavam e lhe designaram para Belém.

Perguntei como ficaria minha mãe, como eu ficaria sem ele lá. Pinheiro passou a mão na minha cabeça e disse que nunca nos abandonaria e sempre que pudesse viria nos ver ou a gente poderia ir a Belém.

Fiquei triste e ele me deu um abraço. Imaginei como ficaria minha mãe e sei que ela ficaria muito triste. Paramos de novo para ver o treino dos meninos e Pinheiro perguntou qual era o nome da professora de matemática que eu tinha pavor.

Respondi que era Lilian e vinha a ser mãe do George, que acabara de cair com a cara na areia. Pinheiro respondeu que era esse nome mesmo.

Não entendi e perguntei “como assim era esse nome mesmo”. Pinheiro respondeu que minha mãe contratara uma professora particular pra mim e se chamava Lilian.

Gelei, senti como se caíra num prencipício e corri pra casa pra verificar a informação.

Chegando lá encontrei minha mãe e avó com um advogado tratando detalhes da audiência e pedi que ela confirmasse que minha professora seria a Lilian mãe do George. Ela não só confirmou como me respondeu que a primeira aula seria naquela tarde.

Para minha mãe foi apenas uma informação que ela dera. Eu me vi a caminho de um avião, cachorros latindo pra mim, polícia me revistando, encontrando drogas presas por baixo de minha camisa e eu sendo levado a uma prisão turca ao som de uma música apavorante.

Era o inferno..eu pensei em fugir de casa, morar na rua, viver de pequenos assaltos e me viciar em drogas. Era uma versão mais amena de vida que ter aulas com a Lilian.

Mas sempre fui covarde, fiz nada disso e fiquei no meu quarto rezando para que ela não viesse.

Mas mesmo chegando atrasada ela veio..

Estendi a mão de forma trêmula e gelada dizendo “oi professora Lilian”. Ela apertou minha mão quase a quebrando de novo com a força do aperto e respondeu “continua mal em matemática né?”.

Respondi que era geometria e ela respondeu que geometria era matemática mandando que eu pegasse meu livro e sentasse.

Vou ser sincero. A Lilian em aula particular era muito melhor que dando aula em colégio. Era mais atenciosa e dócil, acabei aprendendo bastante sobre a matéria.

Mas ainda tinham as aulas de sábado.

Cheguei sábado no colégio e ele estava praticamente vazio. Entrei na sala de aula e só tinha mais quatro alunos. Além de mim uma patricinha, um esportista, um garoto rebelde e uma garota estranha.

Ficamos lá os cinco sozinhos como se fosse um clube.

Tivemos as aulas e saímos ainda a tempo de eu pegar o treino do Temporal. O time treinou e na manhã seguinte botou o pé na estrada em um ônibus patrocinado pelo comércio da Ilha para que pudéssemos com nosso talento representar e orgulhar o bairro.

Chegamos ao local e o time da área já nos esperava com a torcida presente e gritando palavras de baixo calão pra gente. O clima não era nada ameno.

O juiz reclamou nosso atraso e eu e Pinheiro pedimos desculpas. O Temporal entrou em campo e logo no apito inicial tomamos a primeira falta.

O time dele era todo feito de “cirurgiões” que fizeram questão de “operar” nosso time. Era uma pancada após a outra e pensei que a qualquer momento a Cruz Vermelha apareceria no campo para tirar o que sobrou de nós daquele genocídio.

Conseguimos fazer um gol e aí a situação piorou. Os zagueiros adversários jogavam com pedras na mão e abriram o supercílio do Gustavo. A pressão dos caras aumentava cada vez mais atrás do gol de empate e eu já falava com o Pinheiro que não sabia como sairíamos vivos de lá.

Até que uma falta foi marcada pra gente perto da área deles.

Marco ajeitou a bola e eu comentei com o Pinheiro que daria merda. O neguinho ajeitou com muito carinho e tomou distância. Pinheiro deu sinal ao motorista de nosso ônibus. Ele abriu a porta e ligou o busão.

Marco correu e bateu a falta. A bola foi bem no rosto de um dos adversários que estava na barreira que caiu duro. Todos pararam pra olhar o garoto caído em um silêncio ensurdecedor.

Que foi interrompido com o Pinheiro gritando “pro ônibus”. Todos nós corremos para o ônibus com o time e a torcida adversária atrás.

Jogaram paus e pedras no nosso ônibus enquanto ele acelerava.

Depois de um tempo estávamos em segurança e começamos a rir daquela situação, de como aquele povo era idiota e que ganhamos o jogo quando sentimos um terrível mau cheiro.

O ônibus parou e Marco achou um gambá dentro do busão colocado pela torcida adversária. Pegou e colocou pra fora.

Que jogo..

Posso dizer que aquelas férias estavam bem movimentadas. Voltamos e ficamos sabendo que o Luis Felipe, que não foi concosco, tinha sido roubado e apanhou na rua. Chegou a ficar um dia no hospital, mas saiu e estava tudo bem com ele.

Com ele sim, mas com a gente não. Éramos uma irmandade e os outros cinco ficaram furiosos com a situação jurando vingança. Perguntamos ao Felipe em qual área ocorrera o problema e ele nos contou.

Fomos os seis rodar pela área procurando os meliantes que quebraram nosso amigo e reviramos tudo ficando até de noite lá. Já desistíamos planejando voltar pra procurar no dia seguinte quando o Felipe trêmulo apontou um grupo ao longe e com medo disse “são eles”.

Não dava pra enxergar direito, mas vimos três garotos e Gustavo gritou “parem aí seus safados”. Os meninos viram e começaram a correr, corremos atrás.

Entraram em um beco, fomos atrás e acabamos encurralando os assaltantes.

Foi quando Rodrigo soltou um “peraí” e reparamos no mesmo que ele. Eram três garotos com mais ou menos oito anos de idade assustados pedindo que não batessem neles.

Gustavo virou para Felipe e perguntou se eram mesmo aqueles meninos que tinham lhe assaltado e batido e ele respondeu que sim. Ainda argumentei que eles deviam ter oito anos e os meninos responderam “nove”.

Marco mandou que os meninos fossem embora e eles correram tão assustados que ainda deram esbarrão no George.

Luis Felipe não entendia porque deixamos ir e demos cascudos nele mandando que tomasse vergonha na cara por ter apanhado de meninos de nove anos.

Enquanto andávamos George percebeu que seu relógio sumira do pulso. Na hora que os meninos correram um se aproveitou para esbarrar nele e lhe roubar.

Como éramos otários..

Minhas aulas com Lilian continuavam e parecia que finalmente eu aprendia geometria. As aulas de sábado também e essas só serviam para me dar sono. Em um desses sábados foi a formatura de um primo nosso, Jorge Guilherme na faculdade.

Ele era filho de um irmão da minha avó, ela tinha dois irmão e muito próximo de nós. Também primo de minha mãe ele era seu xodó e muito emocionada ela viu o Jorge receber seu diploma e no fim tocar “Canção da América” de Milton Nascimento pra celebrar aquele momento.

O Jorge era muito bacana e mesmo sendo dez anos mais velho me tratava como igual. Com ele eu desabafava e reclamava de nunca ter nem beijado uma menina.

Mas aquela situação mudaria.

Tinha duas meninas na minha rua que eram consideradas “foguentas” mesmo tendo apenas onze e doze anos de idade.

Seus nomes eram Viviane e Cristiane e eram filhas do Carlinhos, um dos líderes da rua. Um cara que sempre foi disposto a ajudar os outros, amigo de minha família e considerado um homem “durão” e “temido”.

Ele nem imaginava como as duas eram “pimentinhas”, eu já desconfiava, mas naquelas férias tive certeza.

Um dia elas foram a minha casa brincar. Nunca fui de brincar muito com meninas, mas acabei aceitando. Primeiro jogamos futebol e o estranho que toda vez que eu fazia gol elas vinham me abraçar. Mesmo se tivessem no time contrário.

Depois elas propuseram a brincadeira de salada mista. Aquela que eu expliquei em capítulos anteriores. Salada mista, apenas com meninas. O sonho de todo menino BV.

Tomei coragem e aceitei. Com os olhos tampados escolhi “salada mista” e quando vi escolhera a Viviane.

Ela veio e me deu um selinho na boca. Meu primeiro beijo. Eu não conseguia explicar a sensação, parecia que estava nas nuvens e foi assim depois com Cristiane, voltei a Viviane, Cristiane, foi assim o dia todo..

No dia seguinte cheguei à aula de reforço no colégio querendo contar essa novidade, mas o silêncio entre nós cinco era sepucral. Pensei então quando chegasse em casa ligar pros meus amigos falando para eles irem lá e assim eu contar que tinha beijado.

Mas chegando em casa não encontrei ninguém. Nisso ouvi a campainha e era uma vizinha chamando.

Fui atender e ela disse que minha mãe e minha avó tinham saído e pediram para que ela tomasse conta de mim perguntando se eu não queria tomar um lanche em sua casa.

Eu fui e estranhei aquela situação. Lembrei que a Joaquina estava doente, hospitalizada e perguntei a vizinha se algo ocorrera com ela. A vizinha respondeu que era melhor esperar que mãe e vó chegassem.

Ali percebi que a coisa era séria.

Quando chegaram me levaram pra casa e lá me contaram que a Joaquina falecera.

Eu sempre tive problema para conviver com a morte, ainda mais com quatorze anos, não estamos acostumados. Como eu já disse tinha perdido minha bisa quando eu tinha cinco anos e nessa idade não temos muita noção das coisas. A morte da Joaquina foi minha primeira “morte real”.

Pela primeira vez fui a um cemitério e como eu já dissera que nossa família só se reunia em casamento e velórios estavam todos lá. Meu avô veio de Brasília, mas não conversou com minha avó. O divórcio acabara de ser concluído e as duas partes se sentiram prejudicadas.

Minha avó por sinal não estava bem. O divórcio do homem de sua vida e agora a perda da Joaquina aceleraram processo de depressão nela.

Minha mãe lembrava uma vez que encarou enchente na região da Tijuca com as três quando as levaria em casa e teve que segurar o carro pela porta para que ele não caísse em um canal. As três ficaram comportadas dentro do carro e no fim disseram que sabiam que minha mãe deria um jeito.

Minha mãe sempre dava jeito para tudo, era uma mulher maravilha.

O caixão foi fechado, levado por meus tios e primos e minha mãe chorando era amparada por Pinheiro que iria embora no dia seguinte para Belém. Eu levava minha avó e Jorge Guilherme ao meu lado falava que a vida era mesmo assim. Todos temos uma missão e a Joaquina cumprira a dela.

Assim ela foi enterrada e virou saudade.

No dia seguinte levamos Pinheiro a rodoviária e emocionados ele e minha mãe se abraçaram.

Um abraço triste, doído, mas de muito amor. Assim como meu avô foi o amor da vida de minha avó sei que Pinheiro foi o de minha mãe. Ele enxugou as lágrimas dela e prometeu que estariam juntos muito antes que ela imaginasse.

Viram-se realmente algumas vezes, mas até mesmo para o amor é difícil resistir a tantas dificuldades e eles nunca mais foram um casal.

Eu fiquei mais afastado e vi Pinheiro entrar no ônibus acenando pra mim. Acenei de volta e ele sentou na janela. Abriu a mesma e pegou a mão de minha mãe dando um beijo nela.

O motorista ligou o ônibus e ele começou a se movimentar. Minha mãe acompanhava enquanto ele fazia a manobra e ia embora.

Assim o ônibus partiu e foi ficando pequenininho à vista de minha mãe. Assim como seu coração também ficava pequenininho sem Pinheiro por perto.

Cheguei perto e toquei seu ombro. Ela se virou e me deu um abraço chorando. Fiquei lá abraçado a ela acariciando seu cabelo enquanto minha mãe botava toda sua dor pra fora.

E eu no abraço lhe passava todo meu amor para que amenizasse aquela dor. Dava o amor que ela meu deu tantas vezes na vida.

Nosso amor que é imortal.


CAPÍTULO ANTERIOR:

JUNHO

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

SEXTA POÉTICA: BAILE DE FAVELA


Sexta poética traz hoje para ser recitada uma linda poesia, um clássico recente da música brasileira. A canção "Baile de favela" da revelação da poesia nacional "Mc João".


Declamação



Música


Em semanas "Sexta poética" volta com mais uma linda letra da MPB


Ela veio quente...

SEXTA POÉTICA ANTERIOR:

É O TCHAN NO HAVAÍ

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

SOBE O SOM: CELEBRARE


Celebrare é uma banda cover de sucessos da dance music nacional e internacional. É considerada a maior banda de dance music do Brasil.

A banda Celebrare é formada por Cláudio Gurgel (guitarra), Deborah Levy (teclado), Xande Figueiredo (bateria), Emerson Mardhine (baixo e vocais), Mario Grigorowsky (sax e flauta), Fabíola Andrade, Sylvia de Galhardo, Marco Manela e Ricardo Diniz (vocais).  Quando resolveram formar uma parceria, Marco Manela e Edu Lissovsky tinham em mente uma ideia bem definida: Criar a melhor banda de festas do Rio de Janeiro. Com determinação e olhos clínicos, Edu e Marco reuniram profissionais de talento inquestionável... Munidos de um eclético repertório, o novo grupo arregaçou as mangas e se lançou ao trabalho.

O reconhecimento ao trabalho do Celebrare veio em forma de uma aclamação espontânea na mídia e uma carteira de clientes que conta, entre outros, com empresas como Ipiranga, O Globo, Credicard, Amil, GM, Ford, ABAV, Sul América, Globosat, Natura, Transpev, Glaxo, Souza Cruz, Assobrav, Esso, Light, Barra D'or e o Big Brother Brasil em 2010 e etc.

Então vamos lá!!


Sobe o som Celebrare!!


It`s raining men


Dancin`Days


It must be love


Last dance


Dancing queen


More than a woman / If I can`t have you


September / Let`s groove


Got to be real


Summer nights


Love`s theme


Night fever


We are family


Your song


You`re the first, the last, my everything


Just the way you are


Never can say goodbye


How deep is your love


Bem. Aí está um pouco dessa grande banda que tive o prazer de ouvir ao vivo algumas vezes. Semana que vem teremos mais dança. Teremos Claudinho & Buchecha.


Enquanto isso vamos celebrar.


SOBE O SOM ANTERIOR:

LUIZ MELODIA & EMÍLIO SANTIAGO 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

QUINZE ANOS: CAPÍTULO VII - JUNHO


Chegava para mais um dia de aula e pra meu azar a primeira aula do dia era logo com o professor Martins. Entro na sala atrasado, a turma toda sentada parecendo zumbis ou aquelas crianças de “The wall” e o professor Martins em pé me esperava olhando para eles.

Sem olhar pra mim ele grita que estou atrasado e aquilo merecia uma punição.

Deu-me o livro “O capital” de Karl Marx e ordenou que eu copiasse no quadro. Eu como um aluno obediente obedeci e copiei. Muito tempo depois exausto disse a ele que tinha acabado e o professor respondeu que tinha uma última punição.

Pegou uma camisa do Vasco e mandou que eu vestisse..gritei que não e que aquilo era demais pra mim.
Martins assustado e raivoso olhou pra mim e gritou “o quê?” e respondi que era isso mesmo retirando de minhas costas uma espada de sabre de luz.

A turma em uníssono gritou “ooohhh” e o professor Martins rindo perguntou “Então você é um Jedi?”. Com a cabeça respondi que sim e o professor também tirou das costas uma espada.

Para mais um “ooohh” da turma.

Começamos assim uma luta sangrenta, animalesca, mortal onde um queria a cabeça do outro. Ah não, cortar cabeça é Higlander, enfim..

Eu lutava contra a opressão, a tirania e a força e duelávamos por toda a sala com nossas espadas e os colegas encostados com medo em um canto assistiam a tudo tensos.

Comecei a atacar o professor e consegui arrancar sua espada. Na hora de matá-lo ele se jogou para trás de sua mesa e eu fui atrás para encerrar aquela luta.

Puxei a mesa e para meu espanto o professor ressurgiu todo vestido de preto, com uma máscara, respiração ofegante e uma voz esquisita.

Parei e perguntei o que era aquilo quando ele respondeu..

“Quinzinho, I am your father..”

Desesperado larguei o sabre e botei as mãos na cabeça gritando não. Dessa forma gritando acordei com minha mãe olhando pra mim.

Ela disse que um dia queria estar dentro dos meus sonhos pra ver o que se passava na minha mente quando eu dormia e mandou que eu levantasse, pois, estava na hora da escola.

Por milagre cheguei ao colégio adiantado e conversava com meus amigos sobre o sonho quando o professor Martins surgiu para nos dar aula.

Com medo demos bom dia a ele e ele me olhou, deu um sorriso e respondeu que não sabia se seria um bom dia pra mim mandando que nós entrássemos.

Aquele sorriso nunca mais saiu da minha mente. Era o sorriso do belzebu, do capiroto, do coisa ruim.
Entramos, sentamos e o professor nos disse que tinha corrigido os testes e nos entregaria.

Lembrei dele dizendo que não seria um bom dia pra mim e gelei. Ele disse que entregaria da nota mais alta pra mais baixa e começou a entrega. E nada de chegar minha vez, a cada teste entregue a tensão aumentava.
A minha nota foi a última a ser entregue. Zero.

Sim, zero, simplesmente eu tinha errado tudo.

Olhava o teste sem acreditar no ocorrido e imaginando a cara de minha mãe quando soubesse quando o professor mandou que eu levantasse.

Levantei e comigo de pé Martins mandou que todo mundo me olhasse porque eu tinha tirado zero. Senti-me humilhado, ofendido, a vontade que eu tinha era de matá-lo..boa ideia, por que não? Quando ele voltou a olhar pra mim eu já apontava uma pistola pra ele. Martins se assustou e aconteceu esse diálogo.

Eu: Você acredita em Jesus??
Martins com medo: Sim...
Eu: Pois vai encontrá-lo

Aplaquei meu desejo de matar dando cinco tiros no professor Martins que caiu duro no chão.

A turma no começo ficou assustada, mas depois começou a comemorar jogando os livros pro alto, cantando “The Wall” e me botando nos braços.

Eu era um herói.

Mentira eu fiz nada disso. Eu era o Quinzinho, não o Charles Bronson.

Continuava em pé me sentindo humilhado lhe ouvindo falar quando ouvimos risadas na sala.
Era o Nelson, a gente não se dava. O professor notou e perguntou quanto ele tirou. Nelson cheio de orgulho respondeu que nove e Martins retrucou que era mentira, era zero também abrindo um caderno sobre sua mesa e modificando a nota do garoto.

Eu segurei o riso enquanto o Nelson quase chorando pedia pelo amor de Deus que o professor não fizesse isso e Martins mandava que ele também ficasse de pé porque agora eram dois com zero.

Naquele instante já não me sentia tão humilhado.

Nelson entrou para a turma no ano anterior e nossa relação nunca foi boa. Ele fazia com os gordos da sala, eu e os Edsons, Edson Carlos e Edson Luis o que chamamos hoje de “bullying”, mas eu sempre fui “respondão” não deixava barato e muitas vezes os ânimos se acirraram.

E naquele dia se acirraram de vez. Na hora do recreio discutimos devido a situação na aula de geometria e se acirraram de tal forma que tentamos brigar.

Meus amigos e outros alunos se meteram no meio para não deixar enquanto nós dois nos xingávamos e jurávamos de morte. Nossa como éramos violentos..

Eu estava furioso como poucas vezes na vida e consegui com as pontas dos dedos encostar o rosto do Nelson dando um pequeno tapa, coisa mínima mesmo. Depois disso o sinal tocou e tivemos que entrar.
Só que na sala de aula a situação aumentou. A briga e meu tapa foram colocados como algo muito maior e para quem não presenciou a imagem que chegava era outra coisa.

Para quem não viu parecia que eu e Nelson estávamos em um ringue de boxe extenuados, feridos, último round com o povo de pé aplaudindo e eu em um último esforço lhe dava um soco que garantia minha vitória por nocaute.

E com Nelson no chão e o público entusiasmado eu com o rosto todo arrebentado chegava perto das cordas sem enxergar direito gritando pela Ericka e sem perceber que ela se aproximava e olhava pra mim dizendo que me amava.

Para os meus amigos eu tinha “olhos de tigre”.

Enquanto Nelson se envergonhava do tapa e eu por saber que estavam exagerando mais gente descobria o que ocorreu no recreio. A diretora foi até a sala de aula e mandou que fôssemos a sua sala.

Cheios de medo fomos para a secretaria e sentamos na sala esperando pela diretora. Ela sentou e perguntou o que tinha ocorrido.

Ao mesmo tempo contávamos nossas versões de forma atabalhoada sem que ela entendesse nada e a diretora mandou que ficássemos quietos.

Ficamos e ela disse que daria advertência em nossas cadernetas e queria assinatura de nossas mães para o dia seguinte.

Enquanto pedíamos para que ela não fizesse isso a diretora afirmou que aquela não seria a única situação.
Completou que colocaria nossos nomes na turma de teatro e assim teríamos algo produtivo para gastar nossas energias.

Imploramos para que ela não fizesse isso, mas em vão novamente. As aulas de teatro eram nos dois últimos tempos de aula das sextas-feira e eu adorava porque não era obrigatório e assim podia ir embora antecipar meu fim de semana.

Mas aquela mamata tinha acabado, teria que fazer teatro.

A diretora Maria Helena pediu que fizéssemos as pazes. Nelson estendeu a mão pedindo desculpas e retribuí apertando sua mão. A diretora deu um sorriso e afirmou que era assim que meninos de bem e íntegros agiam, que estávamos de parabéns e podíamos voltar a sala de aula.

Sorrimos para ela, nos despedimos e saímos da sala.

Do lado de fora Nelson me chamou de baleia e eu lhe chamei de dumbo.

Levei a caderneta para minha mãe além de dar a notícia da nota zero. Evidente que ela ficou furiosa e me deu grande bronca dizendo que não deixaria mais meus amigos dormirem sexta em nossa casa.

Pedi a ela desesperado que não fizesse isso, pois, já estava tudo combinado e ela respondeu que então me deixaria uma semana sem vídeo game e eu não iria quarta no Maracanã ver Flamengo x Botafogo com Mauro e Batista.

Tentei argumentar e minha mãe brava respondeu que era uma coisa ou outra, resignado aceitei.

Lamentava que perderia a chance de ver o Flamengo ser campeão carioca de dentro do estádio. Evidente que o Flamengo seria campeão, ele tinha Zico, Bebeto e o Botafogo não era campeão há vinte e um anos.
Sentei na sala com balde de pipocas, refrigerante e camisa do mengão e até que o jogo começou bem. O time jogou melhor no primeiro tempo que acabou 0x0.

Logo aos doze minutos do segundo tempo Mauricio do Botafogo empurra Leonardo do Flamengo e faz 1x0.

No momento eu tinha pipoca na boca e me engasguei. A tensão tomou conta de mim e ela virou desespero a medida que o tempo ia passando e o Flamengo não conseguia empatar.

Até que o jogo acabou e o Botafogo foi campeão depois de vinte e um anos. Via o Paulinho Criciúma do Botafogo chorando na tv e eu lá sentado no sofá da sala estarrecido não conseguia pronunciar uma palavra.

Ainda bem que não fui ao jogo.

No dia seguinte fui sacaneado por vários alunos do AME devido a derrota do Flamengo e tive que aceitar as gozações em silêncio até que Ericka se aproximou de mim.

Perguntei se ela também me gozaria pelo Flamengo ter perdido ter perdido e Ericka respondeu que não porque também era Flamengo e tinha um primo das divisões de base do clube chamado Djalminha e que eu prestasse atenção nele que seria um craque.

Ela disse que foi até a mim pra saber se era verdade que eu entraria pra turma de teatro. Resignado respondi que sim por livre e espontânea pressão da diretora.

Ericka sorriu e respondeu que fazia parte da turma e seria legal que eu fizesse também. Tomei um susto e sorrindo perguntei se ela achava mesmo. Ela respondeu que sim e que eu iria adorar.

Estava começando a gostar.

No dia seguinte cheguei empolgado para minha estreia nas artes e na hora do teatro vi meus amigos indo embora e eu ficar. Combinamos que sete da noite estariam em minha casa.

Fui para outra sala com alguns colegas de classe que faziam parte da turma de teatro, entre eles Ericka, Raquel e Nelson e dei de cara com a professora Suely de inglês. Ela era uma de minhas professoras preferidas junto com o Oswaldo de técnicas comerciais e o Paulo de geografia, mesmo indo mal em sua matéria.

Perguntei o que ela fazia lá e Suely devolveu a pergunta querendo saber por que eu estava. Respondi que a diretora tinha mandando a mim e o Nelson assistir as aulas e ela sorriu dizendo que era a professora.
Abri também um sorriso e realmente começava a gostar da ideia da aula de teatro.

Fizemos alguns exercícios corporais, umas brincadeiras e terminamos com esquetes. Pequena história que nós mesmos criamos e desenvolvemos. Ericka viveu papel de minha namorada e eu adorei. Nelson parecia não gostar da aula e eu já estava completamente adaptado e esperando a aula seguinte.

A professora Suely perguntou se eu queria fazer parte do elenco que montaria uma peça em dezembro e eu topei na hora.

A peça seria “D. Chicote e Zé Chupança”, uma adaptação de “D. Quixote de La Mancha” e eu faria o papel de um fanho.

De noite com meus amigos estava empolgado falando do teatro e eles com cara de entediados. Estávamos só os seis no meu terraço e Rodrigo comentou que legal mesmo seria se contássemos histórias de fantasmas.
Gustavo contou história da mulher que vivia nos banheiros atacando os homens que fossem urinar e George da mulher morta que pedia carona nas estradas. As duas histórias assustadoras, ainda mais com o cair da madrugada.

Do nada comentei que tinha uma casa na rua ao lado que diziam ser mal assombrada. Os meninos se interessaram e pediram que eu falasse mais sobre. Contei que tinha uma casa lá que estava há anos fechada. casa grande, abandonada e que o comentário que era mal assombrada. Gustavo destemido como sempre deu a ideia de irmos lá.

Argumentei que era melhor não, estava legal no meu terraço, mas George e Luis Felipe logo deram apoio a Gustavo, depois Rodrigo e Marco também.

Gustavo perguntou se eu iria ficar com medo ou me juntaria a eles na expedição. Enfurecido levantei e disse que nunca fugia de uma batalha e que iria junto.

E assim fui, cheio de medo.

Chegamos à frente da casa e nos perguntamos como entraríamos. Gustavo foi logo escalando o muro mandando que fizéssemos o mesmo. Um a um foi subindo até que sobrou eu. Tentei uma, duas, três vezes, mas gordo é uma droga pra escalar muros e disse a meus amigos que fossem sem mim porque eu não conseguiria pular.

Coloquei minha mão encostada no portão fingindo lamentar não conseguir pular quando o portão abriu e eu caí no chão.

Levantei e vi o portão aberto com Gustavo me chamando e dizendo que eu estava com sorte.
Assim entramos e percorremos toda a casa, eu claro estava cheio de medo. A casa era daquele tipo antiga, cheia de quartos e estava escura, com poeira, ratos, todo o aspecto de filmes de terror.
  
Andamos toda a casa e sentamos na sala. Gustavo contou que ali sim era legal de contar histórias de terror.
Relutei falando que não era uma boa e mais uma vez perguntaram se eu estava com medo. Irritado falei que não e contamos histórias naquele cenário de terror.

No fim falei que estava tarde e era melhor irmos embora quando Felipe deu a ideia de dormirmos lá. Ri e perguntei se ele estava maluco e falei aos meus amigos que fôssemos logo.

Gustavo respondeu que era uma grande ideia dormir lá. Perguntei se eles estavam todos loucos quando começaram a subir as escadas e Rodrigo dizendo que o quarto maior era dele.
Apavorado deitei no mesmo que o Rodrigo que roncava mais alto que minha avó rezando para amanhecer logo e ir embora dali.

Dormi e dormi pesado como todos os meus amigos quando já de dia ouvimos vozes vindas debaixo.

Encontramos-nos no corredor do segundo andar nos perguntando o que era aquilo e Gustavo conseguiu identificar.

Tinha um corretor na sala mostrando a casa a um casal interessado em comprar.

Felipe ficou nervoso dizendo que se nos pegassem ali poderíamos ser presos, retruquei que bem que eu tinha dito para não dormirmos lá e Gustavo mandou que nos acalmássemos que parecíamos mulherzinhas.
Rodrigo perguntou por George e Marco respondeu que não tinha visto. Ninguém tinha visto o George desde que acordamos.

Apesar de ser dia a casa ainda estava meio escura e o corretor na sala mostrava ao casal falando, com toda sua lábia, das vantagens da compra.

A mulher dizia que já ouvira papo da casa ser mal assombrada e ela parceria ser mesmo e o marido mandava que a esposa parasse de besteiras que fantasmas não existiam. Naquele instante ouviram um ranger na escada de alguém descendo. Olharam e era George com um cobertor que achou na casa envolta do corpo e segurando uma vela acesa.

Os três deram gritos desesperados e saíram correndo achando que era um fantasma.

Ouvimos os gritos e rapidamente descemos e lá encontramos o George que nos olhou e disse que só estava procurando o banheiro.

Nós rimos e gozamos o George dizendo que ele era tão feio que o confundiram com assombração.Saímos da casa no momento que o corretor e o casal entravam em seus carros para irem embora. O corretor nos viu e descobriu que tínhamos invadido a casa.

Ele gritou “espera aí” e percebemos que tinha sujado começando a correr.

Corríamos rindo, felizes. São situações bobas como essa que marcam nossas vidas.

Chegou a segunda-feira e fui ao colégio quando contamos para a turma nossa aventura de final de semana.

Ao voltar pra casa encontrei minha avó chorando e minha mãe consolando.Perguntei o que ocorrera e minha mãe respondeu que chegara uma notificação. Meu avô que há anos estava separado de minha avó queria o divórcio e entrou na justiça para conseguir de forma litigiosa.

O ano chegava ao meio e uma guerra começaria dentro da minha família.


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MAIO

terça-feira, 22 de agosto de 2017

CINEBLOG ESPECIAL: JERRY LEWIS


A seção "Cineblog" existe no "Trocando em miúdos" a quase quatro anos e pela primeira vez não falará de um filme e sim de um artista. Não poderia ser outro, o homenageado é um dos maiores ídolos que tive e tenho na minha vida, referência em comédias que escrevi e para sempre estará em meu coração. Um dos meus ídolos, um dos heróis da minha vida. Um gênio, um professor, mesmo que aloprado..

Cineblog orgulhosamente reverencia:


Jerry Lewis



Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch (Newark, 16 de março de 1926 - Las Vegas, 20 de agosto de 2017), foi um comediante, roteirista, produtor, diretor e cantor norte-americano.

Tornou-se famoso por suas comédias estilo pastelão feita nos palcos, filmes, programas de rádio e TV e em suas músicas. Lewis também é conhecido por seu programa beneficente anual, o Jerry Lewis MDA Telethon, com o objetivo de ajudar crianças com distrofia muscular. Lewis ganhou vários prêmios honorários incluindo os do American Comedy Awards, The Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice, além de ter duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas.

Em fevereiro de 2009, Lewis recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas o Jean Hersholt Humanitarian Award, o Oscar Humanitário. Lewis também foi creditado como inventor do vídeo assist system, com o objetivo de ter mais visibilidade como ator e diretor ao mesmo tempo durante uma gravação de um filme (algumas pessoas ainda duvidam disso até hoje).  Lewis também fez parceria com o cantor e ator Dean Martin em 1946, formando a dupla Martin e Lewis. Além de terem feito sucesso em casas de shows, a dupla também emplacou fazendo filmes para a Paramount. Os dois se separaram dez anos depois.


Biografia



Joseph Levitch nasceu em Newark, Nova Jersey, numa família de judeus russos. Seu pai, Daniel Levitch, era mestre de Cerimônias e ator de vaudeville, e usava o nome Danny Lewis como nome artístico. Sua mãe, Rachel "Rae" Brodsky, era pianista de uma rádio.

Lewis começou a atuar aos cinco anos, e aos quinze tinha descoberto o seu talento, em que consistia em dublar canções em um fonógrafo. Primeiramente, ele iria usar como nome artístico o nome "Joey Lewis", mas depois acabou mudando para "Jerry Lewis" para evitar confusões com o nome de outro comediante, Joe E. Lewis, e com o do campeão de boxe, Joe Louis. Ele se formou na Irvington High School em Irvington na Nova Jersey.


Carreira



Parceria com Dean Martin



Lewis inicialmente ganhou fama com o cantor Dean Martin, em que este fazia o correto e o outro fazia o palhaço, formando a dupla Martin e Lewis. Os dois se distinguiam em relação a outras duplas dos anos 40, por se interagirem um com o outro durante as apresentações ao invés de seguir um roteiro. No final da década de 40, eles já eram conhecidos nacionalmente, primeiro por suas apresentações em casa de shows, segundo por terem seu próprio programa de rádio, depois por fazerem aparições na televisão (principalmente no programa The Colgate Comedy Hour) e por último, por protagonizarem filmes pela Paramount Pictures, que eram um sucesso atrás do outro.

A partir dos anos 50, os papéis de Dean Martin começaram a ser passados para trás, fazendo com que a relação da dupla começasse a esfriar. A desconsideração de Martin pelo trabalho veio a tona em 1954, quando a revista Look Magazine publicou como capa de sua revista a foto da dupla mas, com a parte de Martin rasgada. A dupla se desintegrou em 25 de julho de 1956. Com a popularidade da dupla, a DC Comics publicaram os gibis The Adventures of Dean Martin and Jerry Lewis, entre 1952 e 1957. Os gibis continuaram a ser publicados um ano após a separação da dupla e depois disso, a DC Comics continuou a faturar com os gibis The Adventures of Jerry Lewis, tendo somente Jerry Lewis como personagem principal. Ao decorrer dessa última série, Lewis às vezes se encontrava com Superman, Batman e com outros heróis e vilões da DC Comics. Essa experiência inspirou a Filmation a produzir, em 1970, uma série de desenhos animados (Will the Real Jerry Lewis Please Sit Down?) com Jerry Lewis como o único personagem inspirado na realidade ao lado de outros personagens fictícios.

Dean Martin e Jerry Lewis continuaram a fazer sucesso em suas respectivas carreiras solo, mas ao passar dos anos, nenhum deles comentava sobre os motivos da desintegração da dupla ou que queriam uma reunião. A última vez que os dois seriam vistos juntos em público foi em 1976, no programa beneficente de Lewis, o Jerry Lewis MDA Telethon. A reunião foi feita de surpresa, planejada por Frank Sinatra. No livro de Lewis, Dean & Me: A Love Story, publicado em 2005, onde Lewis conta a sua amizade com Martin. A dupla finalmente se reconciliou, em 1987, após a morte do filho de Martin, Dean Paul Martin e se reuniram novamente em Las Vegas, quando Sinatra fez uma surpresa para Jerry em seu aniversário, apresentando na ocasião uma participação de Dean Martin. Martin morreu em 1995.


Carreira solo



Depois da separação da dupla, Lewis continuou na Paramount e se tornou um artista top com o seu primeiro filme solo, The Delicate Delinquent, de 1957. Também manteve uma parceria com o diretor Frank Tashlin, que trabalhava com a série de desenhos Looney Tunes da Warner. Lewis partiu para um novo tipo de comédia nos filmes de Tashlin. Os dois fizeram mais cinco filmes juntos, incluindo uma participação especial de Lewis em Li'l Abner de 1959. Lewis quis mostrar que também sabia cantar, lançando o álbum Just Sings em 1957. No álbum incluia os hits "Rock-a-Bye Your Baby with a Dixie Melody" (canção associada com Al Jonson e mais tarde re-popularizada por Judy Garland) e "It All Depends on You".

Os filmes The Delicate Delinquent, Rock-a-Bye Baby e The Geisha Boy, produzidos por Hal B. Wallis, não agradou Lewis em relação a comédia, pois não fazia o seu tipo. Em 1960, Lewis terminou seu contrato com Wallis com o filme Visit to a Small Planet, e partiu para a produção com o filme Cinderfella. Cinderfella foi lançado no Natal de 1960, a pedido do próprio Lewis, e a Paramount, querendo um filme para o mês de julho de qualquer jeito, mandou Lewis fazer mais um filme. Foi aí que Lewis estreou na direção com The Bellboy. Esse filme teve o Fontainebleu Hotel de Miami como cenário, pouco orçamento, curto ou quase nenhum roteiro e gravação feita às pressas, com Lewis trabalhando com o filme de dia e fazendo suas apresentações por lá mesmo à noite. Bill Richmond o ajudou com o roteiro e durante as filmagens, Lewis usou a técnica em usar câmeras e circuitos monitores, o que ajudava em poder rever a suas cenas após de terem sido gravadas.

Mais tarde, incorporando o videotape e com o equipamento ficando mais portátil e disponível, essa técnica passou a ser chamada de vídeo assist. Após The Bellboy, Lewis passou a dirigir outros filmes com Bill Richmond o ajudando no roteiro, como The Ladies Man e The Errand Boy de 1961, The Patsy de 1964 e o conhecido The Nutty Professor de 1963, o qual ganhou uma refilmagem protagonizada por Eddie Murphy em 1996 e sua sequência em 2000 chamada, Nutty Professor II: The Klumps, ambas produzidas por Lewis para a Universal Pictures e Image Entertainment. Tashlin revezava o cargo de direção com Lewis, dirigindo os filmes It's Only Money de 1962 e Who's Minding the Store? de 1963. Em 1965, Lewis dirigiu e escreveu (com ajuda de Bill Richmond) o filme The Family Jewels, que era sobre uma órfã rica que tinha herdado uma fortuna de seu pai falecido e tinha que escolher entre seus seis tios para ser seu novo pai. Mesmo tendo gostado de todos os tios, tinha um carinho muito grande por seu chofér, Willard. Os seis tios e o chofér foram todos interpretados por Lewis.

Em 1966, Lewis, com 40 anos, viu sua carreira declinar aos poucos com seus filmes de pouca bilheteria. Com isso, Lewis terminou o seu contrato com a Paramount e assinou com a Columbia Pictures, onde passou a fazer mais alguns filmes. Lewis foi professor de direção na University of Southern California, em Los Angeles, por muitos anos, tendo alunos como Steven Spielberg e George Lucas. Em 1968, tinha passado o filme de Spielberg, Amblin' e disse: "Assim é como se produz filmes.". Lewis estrelou e dirigiu o filme The Day the Clown Cried em 1972, que chegou a não ser lançado. O drama era sobre o campo de concentração Nazista.


Lewis raramente comentava sobre a experiência de fazer esse filme, mas só uma vez disse o porque que tinha desistido dele. O filme não viu a luz do dia, por conta de dificuldades financeiras que surgiu em sua pós-produção. Mas no livro Dean & Me, Lewis conta que o verdadeiro motivo de não ter lançado o filme, é que não tinha ficado satisfeito com o resultado. Lewis acabou também fazendo peças musicais. Em 1976, apareceu no revival de Hellzapoppin' com Lynn Redgrave, mas não chegou a ser apresentado na Broadway. Em 1994, fez sua estréia na Broadway, como substituto fazendo o Diabo no revival do musical de baseball, Damn Yankees, com coreografia feita pelo diretor (na época futuro) Rob Marshall, do filme Chicago.

Lewis retornou aos cinemas em 1981, com o filme Hardly Working, em que estrelou e dirigiu. Mesmo tendo sido um fracasso de crítica, o filme arrecadou 50 milhões de dólares nas bilheterias. Após Hardly Working, ele partiu para fazer o filme The King of Comedy, dirigido por Martin Scorsese. Ele interpretou um apresentador de TV que é seguido e sequestrado por dois fãs obsessivos (interpretados por Robert DeNiro e Sandra Bernhard). O personagem foi baseado e oferecido a Johnny Carson, mas acabou ficado com Lewis. Lewis continuou a fazer filmes na década de 1990, principalmente fazendo participações em Arizona Dream de 1994 e Funny Bones de 1995. Apareceu em um episódio de Mad About You em 1992, interpretando um excêntrico bilionário. Em 2008, Lewis reprisou o personagem Prof. Kelp, em The Nutty Professor, em seu primeiro filme de animação CGI. O filme é a sequência do filme de 1963, e tem também no elenco o ator e cantor Drake Bell como o sobrinho de Julius, Harold.

Na televisão, Lewis teve três programas chamados The Jerry Lewis Show. O primeiro foi em 1957 na NBC, o segundo foi em 1963 na ABC que tinha sido um fracasso de audiência e cancelado 13 semanas depois, e o terceiro em 1967 na NBC novamente. Em 1984, Lewis teve o seu próprio talk show que durou somente cinco semanas. Lewis e seus personagens populares foram transformados em desenho em Will the Real Jerry Lewis Please Sit Down?. O desenho da Filmation foi transmitido pelo canal ABC em 1970, e teve somente 18 episódios. A série estrelou David Lander (Laverne & Shirley) fazendo a voz de Lewis.

Lewis ganhou grande popularidade na Europa, era constantemente aclamado por alguns críticos franceses da revista Cahiers du Cinéma por sua comédia escrachada, em parte também por ter tomado controle da maioria de seus filmes, comparável a Howard Hawks e Alfred Hitchcock. Em março de 2006, o Ministério da Cultura da França premiou Lewis com a Légion d'Honneur, o nomeando-o como "O palhaço favorito dos Franceses".

Em 1994, o filme North, tinha faturado várias cenas dos filmes antigos de Lewis. Em junho de 2006, Lewis anunciou que tinha planos para fazer uma adaptação musical de The Nutty Professor. Em Outubro de 2008, em uma entrevista para a rádio Melbourne, Lewis disse que contratou os compositores Marvin Hamlisch e Hupert Holmes para escreverem a peça para estréia na Broadway em Novembro de 2010. Em 2009, Lewis foi ao Festival de Cannes para anunciar o seu retorno como protagonista após 13 anos com o filme Max Rose, seu primeiro como protagonista desde The King of Comedy.

Em 2013, teve uma participação no filme brasileiro Até que a Sorte nos Separe 2, com Leandro Hassum e Camila Morgado, onde Jerry Lewis fazia o papel de camareiro.

Prêmios e indicações



Anos 1950

1952 – Ganhador do Photoplay Special Award do Photoplay Award (dividido com Dean Martin).
1952 – Indicado ao Emmy Award na categoria "Melhor Comediante Masculino ou Feminino" (dividido com Dean Martin).
1954 – Ganhador do Golden Apple Award na categoria "Melhor Ator Cooperativo" (dividido com Dean Martin).
1958 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".
1959 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".

Anos 1960

1960 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".
1961 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino" e "Melhor Atuação Cômica", pelo filme Cinderfella.
1962 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".
1963 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".
1964 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Artista Masculino".
1965 – Ganhador do Golden Laurel Special Award do Golden Laurel Award.
1966 – Indicado ao Golden Globe Award na categoria "Melhor Ator – Filme de Comédia ou Musical", pelo filme Boeing Boeing.
1966 – Indicado ao Golden Laurel Award na categoria "Melhor Atuação Cômica", pelo filme Boeing Boeing.
1966 – Indicado ao Fotograma de Plata na categoria "Melhor Ator Estrangeiro".

Anos 1970

1977 – Indicado ao Nobel da Paz pelo Representante Americano Les Aspin (Aspin notou durante 11 anos que o Jerry Lewis MDA Telethon tinha arrecadado mais de 95 milhões de dólares em prol da distrofia muscular).

Anos 1980

1983 – Indicado ao BAFTA Award na categoria "Melhor Ator (coadjuvante/secundário)", pelo filme The King of Comedy.
1985 – Indicado ao Razzie Award na categoria "Pior Ator", pelo filme Slapstick of Another Kind.

Anos 1990

1998 – Ganhador do Lifetime Achievement Award in Comedy do American Comedy Award.
1999 – Ganhador do Career Golden Lion Award no Festival de Venice.

Anos 2000

2004 – Ganhador do Career Achievement Award do Los Angeles Film Critics Association.
2005 – Ganhador do Governors Award do Emmy Award.
2005 – Ganhador do Lifetime Achievement Award do Las Vegas Film Critics Society Award.
2005 – Ganhador do Golden Camera for Lifetime Achievement Award do Golden Camera Award.
2005 – Ganhador do Nicola Tesla Award do Satellite Award.
2006 – Ganhador do Satellite Award na categoria "Melhor Artista Convidado" pela série Law & Order: Special Victims Unit.[39]
2009 – Ganhador da estrela da Calçada da Fama de Nova Jersey.
2009 – Ganhador do Jean Hersholt Humanitarian Award no 81º Academy Award.


Descanse em paz grande mestre, parabéns por sua obra maravilhosa e obrigado por todas as risadas que nos proporcionou. Semana que vem voltamos com a programação normal. Com o prometido Flashdance.

Gênio


Professor


Único


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O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TROCANDO EM VERSOS: GOSTOS DE AGOSTO


Há gosto de fumaça, fuligem e radioatividade
Há gosto ruim nas cidades, de pessoas que viraram cinzas
De bombas em nome da paz, da paz que nunca chegou
Da cor que nunca voltou, atômica é a dor que não finda

Há gosto de pólvora no suicídio
Há gosto de vida que entrou para história
Há gosto de tristeza quando vejo um país
Que não aprendeu nada com o que o tempo lhe mostrou
O tiro em nome da paz, da paz que nunca chegou
A ordem que nunca vingou, o progresso que nunca se finca

Há tantos gostos em meus agostos
Afinal, são 41 agostos em meu rosto
Agosto é o mês que eu nasci
Tem gosto de bolo, salgado e saudade
A saudade é a maldade que o tempo infinita
Saudades do que vivi e não vivo mais
Saudade do que vivi com que não vive mais
A vida que me trazia paz, a paz que um dia voou
Lembranças que o peito guardou, tristeza que crava e fica

Mas há gosto também de alegria
Do filho que agosto me entregou
É chama que nunca morre, chama que se reinicia
Há gosto do amor que me escolheu
Amor que me trouxe paz, a paz finalmente voltou
Há gostos que o tempo mostrou, há gostos que a vida explica
Há gosto de festa no ar
Em meu coração e no poema que termina

TROCANDO EM VERSOS ANTERIOR:

FATUMBI (MEU CONCORRENTE)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

SOBE O SOM: LUIZ MELODIA E EMÍLIO SANTIAGO


Luiz Carlos dos Santos (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951 – Rio de Janeiro, 4 de agosto de 2017), mais conhecido como Luiz Melodia, foi um ator, cantor e compositor brasileiro de MPB, rock, blues, soul e samba. Filho do sambista e compositor Oswaldo Melodia, de quem herdou o nome artístico, cresceu no morro de São Carlos no bairro do Estácio.

Foi casado com a cantora, compositora e produtora Jane Reis de 1977 até sua morte, e era pai do rapper Mahal Reis (1980). Lança seu primeiro LP em 1973, Pérola Negra. No "Festival Abertura", competição musical da Rede Globo, consegue chegar à final com sua canção "Ébano". Nas décadas seguintes Melodia lançou diversos álbuns e realizou shows no Brasil e na Europa. Em 1987, apresentou-se em Chateauvallon, na França, e em Berna, Suíça. Em 1992, participou do "III Festival de Música de Folcalquier", na França, e, em 2004, do Festival de Jazz de Montreux, à beira do Lago Leman, onde se apresentou no Auditorium Stravinski, palco principal do festival.

Participou do quarto disco solo do titã Sérgio Britto, lançado em setembro de 2011 (Purabossanova). Em 2015, ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Cantor de MPB.

Emílio Vitalino Santiago (Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1946 — Rio de Janeiro, 20 de março de 2013) foi um cantor brasileiro. Em um congresso de otorrinos e cirurgiões de cabeça e pescoço, fonoaudiólogos comentaram que as análises técnicas da voz de Emílio Santiago mostravam que o cantor tinha a voz mais perfeita do Brasil.

Frequentou a Faculdade Nacional de Direito, na década de 1970, inicialmente para se tornar um advogado. Ao decorrer do curso, Emílio desejou ser diplomata, pois o incomodava o fato de não existirem negros nos quadros do Itamaraty. Emílio já cantava nos bares da faculdade, em roda de amigos, apenas por diversão. No início, não queria se tornar um cantor profissional e tampouco pensava nisso. Quando as inscrições do festival de música da Faculdade foram abertas, os amigos de Emílio o inscreveram sem que ele soubesse. Emílio participou e venceu o concurso, chamando a atenção dos jurados, entre eles, Beth Carvalho. A partir daí, sua presença em festivais estudantis era frequente, ganhando todos os concursos dos quais participava.

A música já falava mais alto na vida de Emílio, porém, concluiu o curso de Direito por insistência de seus pais. Nesta mesma década, participou de um conceituado programa de auditório, chegando as finais no programa de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi.

Então vamos lá!!


Sobe o som Luiz Melodia & Emílio Santiago!!


Magrelinha (Luiz Melodia)


Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia)


Juventude transviada (Luiz Melodia)


Diz que fui por aí (Luiz Melodia)


Fadas (Luiz Melodia)


Dores de amores (Luiz Melodia)


Codinome beija-flor (Luiz Melodia)


Poeta do morro (Luiz Melodia)


Negro gato (Luiz Melodia)


Tudo que se quer - Com Verônica Sabino (Emílio Santiago)


Saigon (Emílio Santiago)


Verdade chinesa (Emílio Santiago)


Cadê juízo (Emílio Santiago)


Olhos negros - Com Nana Caymmi (Emílio Santiago)


Perfume siamês (Emílio Santiago)


Lembra de mim (Emílio Santiago)


Coisas da paixão (Emílio Santiago)


Logo agora (Emílio Santiago)


Bem. Aí está um pouco da obra desses dois grandes artistas que deixaram saudades. Semana que vem vamos matar mais saudades de grandes hits com a maior banda cover do Brasil. Tem Celebrare.


Enquanto isso tente me amar, pois estou te amando..


..Apague esse adeus do olhar..


SOBE O SOM ANTERIOR:

ROD STEWART & GEORGE BENSON